quinta-feira, 29 de março de 2012

LÓ: Consequências das escolhas erradas


Ló: As Consequências das escolhas erradas  (Gn. 13, 14, 18 e 19)

Quem caminha na integridade caminha seguro, quem segue um caminho torto é descoberto. (Provérbios 10:9)

 Introdução
Conforme o estudo feito a respeito de Abraão, percebemos o quanto Deus se preocupa com cada um de nós. Ló não era espiritualmente como o seu tio. Mas aprouve a Deus conceder a ele a oportunidade de ter ricas oportunidades de aprendizagens junto a um homem que era considerado “amigo de Deus”. Aprendeu com seu tio sobre o amor de Deus, sobre os seus mandamentos,  obediência e retidão. Recebeu muitos bens materiais como resultado dessa união abençoada. Porém, Ló não se deixou tocar por nada disso.Tão logo teve a oportunidade de fazer suas escolhas, optou pelas ilusões e sedução das novas terras, sem medir as conseqüências de seus atos. Seus olhar se deteve apenas na beleza do lugar e na perspectiva de grandes realizações. O resultado foi triste, conforme o estudo que veremos demonstra. Sua família se perdeu e em momentos diferentes, sofreu drasticamente as conseqüências dos seus enganos.

Num primeiro momento, foi levado cativo pelos inimigos que invadiram a cidade onde vivia. Quase perdeu tudo o que tinha,  não fora a intervenção direta do seu tio em seu favor. Em outro momento, Deus avisou Abraão que a cidade onde vivia Ló seria destruída e Abraão, compadecido, intercedeu em favor do sobrinho e Deus então, enviou dois anjos até a sua casa para retira-lo de lá, juntamente com sua família. Mas nem todas as filhas o seguiram, apenas duas e sua esposa. Durante a fuga, foram instruídos a não olhar para trás, mas a esposa de Ló não se conteve, e olhou. Imediatamente se transformou numa estátua. Ló seguiu adiante com suas duas filhas e mais, conta-nos esse texto, que foi envolvido em uma trama incestuosa que trouxe tristes conseqüências para as gerações que os sucedera.

Conclusão
Em histórias anteriores, vimos que a humanidade sucumbiu em muitos momentos devido ao orgulho, presunção e desobediência. Essas características são decorrentes do pecado que habita em nossa alma e que nos leva a fazer escolhas erradas, nos conduzindo  por caminhos distantes do Senhor, assim como aconteceu com Ló. Quantas vezes amados, recebemos de Deus, ricas oportunidades de aprendizado e crescimento, através daqueles a que o Senhor colocou para nos conduzir até a sua presença. Mas o orgulho, a teimosia, nos mantém recalcitrantes. Preferimos nos debater nos aguilhões que nos mantém cativos. Mesmo diante do sofrimento, temos dificuldades em renunciar ao pecado. Assim, como  a mulher de Ló, quantos de nós ficamos petrificados, ao invés de olharmos para a frente e para o nosso alvo que é Cristo, olhamos para trás e sentimos muitas vezes o desejo de retornar, enfraquecemos mediante os obstáculo. Os apelos da carne na maioria das vezes, fala mais alto. Mas como essa passagem nos ensina, tudo tem conseqüências, boas ou más, depende da direção que seguirmos. Deus nos convida amados, ao ide, a pagarmos o preço pelas almas que necessitam ser resgatadas das garras do inimigo, mas chega um momento, que esse passo tem que ser dado pela própria pessoa. A salvação é individual e é nesse momento que se intensificam as lutas, para nos fazer desistir. Perseverem queridos, pois não há prazer maior do que estar na presença do Senhor. Dê um passo de coragem, diga ao Senhor: “eis-me aqui, cumpra-se em mim o teu querer. Que não seja mais eu, mas o Senhor a viver em mim”. Amém?  Abra a sua Bíblia e vamos juntos, viajar nessa linda história cheia de ensinamentos edificantes.


Fotos




 
Obrigado Senhor!

PLANO DE AULA

DATA: 03/03/2012
TEMA: LÓ – AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS ERRADAS
TEXTO BASE: Gênese 13, 14, 19
  
VERSÍCULO PARA DECORAR:  “Quem caminha na integridade caminha seguro, quem segue um caminho torto é descoberto. (Provérbios 10:9)

OBJETIVOS: Que as crianças aprendam, a partir da história de  Ló que as escolhas erradas geram conseqüências ruins para si mesmo e para toda a família.

INTRODUÇÃO
Nas aulas anteriores estudamos sobre Abraão e tomamos conhecimento de seu sobrinho Ló, que por conseqüência da morte de seu pai Harã, foi viver em companhia de seu tio, indo com ele na longa viagem rumo à Terra Prometida. Na aula de hoje, veremos um pouco mais sobre Ló. Ele teve a oportunidade de viver na companhia de um homem que era tido como amigo de Deus. Aprendeu com seu tio sobre o amor de Deus. Recebeu muitos bens como resultado dessa união abençoada. Porém, Ló não era como Abraão, ele não tinha comunhão com Deus. Não obstante as ricas experiências espirituais vivenciadas durante sua trajetória com Abraão, fez a opção em viver  longe da presença do Senhor. Suas escolhas trouxeram conseqüências funestas, não só para ele, mas para toda a sua família. Em histórias anteriores, vimos que a humanidade sucumbiu em muitos momentos devido ao orgulho, presunção e desobediência. Essas características são decorrentes do pecado que habita em nossa alma e que nos leva a fazer escolhas erradas, nos levando por caminhos distantes do Senhor, assim como aconteceu com Ló. Abra a sua Bíblia e vamos conhecer juntos, essa belíssima história.

PROCEDIMENTOS 

A aula deverá ser conduzida de forma que as crianças aprendam a manusear a Bíblia. Portanto, após a contação da história e apresentação dos recursos áudio-visuais, deverá ser entregue os roteiros de pesquisa os quais facilitará a consulta. Cada versículo pontuado deverá ser lido pelas crianças e comentado pelo professor(a), a fim de esclarecer melhor. Orientá-los da possibilidade de traduções diferentes, porém com o teo similar. A linguagem do professor e os recursos didáticos deverão adequar-se ao nível da faixa etária da turma para que a comunicação e compreensão da aula seja  facilitada.


CONTAÇÃO DA HISTÓRIA

A origem de Ló
Ló nasceu em Ur e, sendo ele órfão, seu tio Abraão assumiu a responsabilidade de conduzi-lo, de  cuidar dele, levando-o consigo na viagem rumo à Terra Prometida, juntamente com sua esposa Sara e seus auxiliares. Durante a peregrinação, Ló teve a rica oportunidade de crescer espiritualmente na presença do Senhor, de usufruir suas bênçãos, de partilhar dos bens concedidos a Abraão. Mas, a sua disposição espiritual não era a mesma de Abraão, e logo isso ficou evidente, quando então Ló decidiu ir para longe de seu tio, atrás de facilidades, de ilusão.

A escolha de Ló

Em Gênesis 13  há o registro do momento da separação de Ló e de seu tio Abraão, inclusive dos motivos pelos quais isso se deu. Diz a Palavra que seus pastores se contenderam por questões de espaço. Alegavam que as terras onde estavam não poderiam sustenta-los a ambos, já que eram muitos os seus bens (vs.6-7). Vendo a situação conflitante, Abraão, com toda a sabedoria deu a seu sobrinho a liberdade de fazer a escolha do caminho que iria seguir, ficando ele mesmo, na “dispensação” do Senhor, aguardando a direção do Senhor, sem a qual não deu nenhum passo de onde estava.

O olhar do engano
Ló olhando à sua volta e encantou-se com a campina do Jordão, que a seus olhos pareceu um lugar encantado, cheio de promessas de prosperidade, e então, seguiu na direção do oriente (vs.10). Porém,  esse lugar de aparência tão atraente abrigava duas cidades totalmente corrompidas pelo pecado, Sodoma e Gomorra, onde a perversidade humana atingia níveis preocupantes (vs.3), a ponto de mais tarde ter sido destruídas pelo Senhor (Gn.19:24).  A decisão de Ló, levou-o para longe da presença do Senhor, para longe da Terra Prometida. Aos poucos, Ló foi entrando na cidade de  Sodoma (vs. 12), vindo a residir nesse lugar. Ló talvez não pudesse se dar conta do quanto a sua atitude comprometeria o seu futuro e o de sua família. O fato é que as conseqüências dessa decisão trouxeram para ele e sua família muitos sofrimentos.

O pecado gera  escravidão
Não muito tempo depois, houve um conflito envolvendo algumas cidades incluindo Sodoma e Gomorra, que foi vencida e saqueada pelos inimigos que também levaram cativos seus moradores, incluindo Ló, que perdeu tudo aquilo que havia até então conquistado (Gn. 14:12).

O resgate de  Ló pelo seu tio Abraão

A notícia da captura de Ló chegou até Abraão (Gn.14:13-16), que reuniu 318 homens, entre os de sua casa e e Dã (vs.14).   Abraão empreendeu estratégias surpreendentes de ataque que o fez vitorioso e após um período de extensa luta, resgatou o povo levado cativo, incluindo seu sobrinho e todos os bens expoliados. Ao retornar vitorioso, Abraão foi recebido com todas as honra  (Gn.14:18-20).

Abraão reconhece a quem pertence a sua vitória
Mesquisedeque, rei de Salém  (Jerusalém), que era também sacerdote. Homem de sabedoria reconheceu que a vitória se deu porque  Abraão era um homem de Deus. O rei de Salém, sabia que ao vencedor cabia os despojos, mas mesmo assim, quis parecer generoso ofertando a Abraão todos os bens em troca do resgate do seu povo (Gn. 14:21). Mas, Abraão surpreendeu a todos ao recusar a oferta. Abraão, seria dar-lhe oportunidade de dizer que o havia enriquecido. Abraão sabia a quem pertencia toda a honra e a quem deveria dar glórias (Vs.24).

Reflexão sobre o tema
A história de Abraão e Ló é riquíssima em termos de conhecimentos espirituais. Podemos retirar desse texto, meditações valiosíssimas e edificantes. Em  Ló, pode-se perceber características humanas muito comuns. Ele é a própria personificação humana daqueles que, desviados dos caminhos do Senhor, transitam no mundo entre uma queda e outra, sem noção do perigo que suas escolhas acabam provocando. Em conseqüência do distanciamento de Deus, tornam-se presas fáceis do inimigo que os envolve em tramas que nem sempre tem um final feliz.

Nas entrelinhas dessa história, vemos que, não obstante ao  empreendimento do Senhor para proporcionar-lhes ricas oportunidades de crescimento, optam por se desviarem de seus caminhos, deixando-se enganar pela sedução do mundo, tornando-se escravas do pecado.

Outro ponto interessante é o que diz respeito à intercessão de Abraão em favor de seu sobrinho. Muitos de nós temos no seio de nossa família, pelo menos uma pessoa que vive longe da presença de Deus. Essa passagem nos ensina que devemos dobrar o joelho em seu favor e interceder, porque a misericórdia do Senhor o irá resgatar das garras do inimigo, assim como aconteceu com Ló (Rm. 3:23).Temos a promessa de Salvação Deus em nossas vidas que se estende a toda a família (Josué 24:15; 2Tm. 3:16)

Aprendemos também uma poderosa lição, de que Deus trabalha com o potencial humano. Em Abraão, vemos a mão de Deus resgatando o povo da escravidão do pecado, livrando-os das garras do inimigo. Dessa forma, entendemos que a obra do Senhor depende do esforço de cada um que se dispõe a fazer a obra, que se disponha a lutar contra as hostes infernais que matem cativas a tantas almas espalhadas pelo mundo. A atitude de Abraão foi determinante na mudança do rumo da história de Ló. Assim também, a nossa decisão  pode a transformar a vida de tantos que estão nessas condições espirituais, é para isso que fomos chamados, para fazermos a diferença no mundo.

Finalmente na atitude de desprendimento de Abraão no tocante a recusa da oferta feita pelo do rei pagão, nos ensina que não devemos buscar recompensa de nossos feitos entre os homens. A nossa coroa da vitória só o Senhor poderá nos entregar quando estivermos diante dEle. Tudo o que temos e tudo o que somos devemos a Ele, portanto, em nossas conquistas, devemos render-lhe louvores e glórias, pois somente Ele é digno de toda a honra. Amém!



sexta-feira, 16 de março de 2012

Abraão - Fé e Obediência: Um caminho para Deus

Abraão não perdeu a fé e “não duvidou da promessa de Deus [...]”. ( Rm. 4:20).

“Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e atender, melhor do que a gordura de carneiros.” (1Sm. 15: 22).




Contextualização da História
Em Hebrom ( Gn. 13,18), após a separação do sobrinho Ló, Deus se manifesta a Abrão e reafirma a sua promessa,  mostrando-lhe tudo o que lhe seria dado como herança. Abraão tem a chance de recomeçar naquele lugar uma nova história. Aqui, Abraão nos ensina que Deus sempre nos proporciona um recomeço. A nossa natureza é pecaminosa e por isso necessitamos de perdão constante, da graça e da misericórdia do Senhor para recomeçarmos a cada dia e a cada passo até o dia glorioso da vinda de Jesus Cristo.  Em Moriá (Gn.22:9), Abraão submeteu-se a vontade do Senhor em obediência, mesmo sabendo o alto custo de sua decisão. Assim também, Deus espera de nós uma atitude de fé, coragem, renuncia e sacrifício para segui-Lo e fazer aquilo que Ele assim determinar em nossas vidas, na edificação do Reino, para honra e glória do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

REFLEXÃO SOBRE O TEMA:

Deus acima de todas as coisas
É sem dúvidas, merecido o termo “pai da fé”, atribuído a Abraão. Pela sua obediência irrestrita ele trilhou os caminhos da fé. Com esse grande herói da Bíblia nós aprendemos uma grandiosa lição, de que não é possível agradar a Deus sem fé, sem obediência e perseverança nos seus caminhos santos. Aprendemos que para seguir ao Senhor se faz necessário nos despojarmos de tudo e de todos. Nada pode ser maior do que o nosso amor a Ele. Quanto mais o amarmos, mais nos entregarmos mais Ele se nos manifestará. Essa proximidade tanto será maior quanto for a intimidade e proximidade no relacionamento com Ele.

Adoração
Percebemos ao longo dessa belíssima história que Abraão adorava ao Senhor conforme ele havia aprendido, erguendo altares de sacrifícios. Cada altar representava um momento especial de adoração.  Assim como ele  devemos também adorar ao Senhor, na alegria, na dor e na tristeza, na fome e na fartura (Hc.3:17-19). Não  importa as circunstâncias, devemos render, ao Senhor de nossas vidas louvores e glórias. Hoje, não há mais a necessidade de se sacrificar animais. O sacrifício que devemos oferecer ao Senhor é o sacrifício da santificação, porque assim nos diz a Palavra do Senhor, “Sem santidade é impossível agradar a Deus” (Hb. 12:14; 1Pe.1:16).

Altar de adoração no Lar
Todos crescem quando a família se reúne na presença do Senhor (Mt.21:13) para tomar decisões, agradecer, louvar e meditar em sua Palavra. Deus tem propósitos para as famílias (Salmo 127:3), por essa razão, devemos nos manter unidos, cooperando uns para com os outros, nos fortalecendo  no Senhor através da oração individual e familiar (1Cor.3:9-11). O lar cristão é um espaço abençoado de ricas oportunidades de crescimento espiritual. É na convivência diária com as pessoas que amamos que aprendemos a respeitar  o outro, a perdoar, a renunciar a compartilhar e a ser menos egoísta.



Fotos da aula




 Obrigado Senhor!

PLANO DE AULA

DATA: 18/02/2012
TEMA:  AbraãoFé e obediência: Um caminho para Deus 
TEXTOS BASE: Gn. 15:1; / 15:2-3; / 15:4; / 15:17; :17:5; : 17,15/ 18:1-3/  18:1-15 / 18:14/  22:1-222:1-18/   Tg. 2:23/ Jo.15:14/ Hb 11/

VERSÍCULOS PARA DECORAR:  
“Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e atender, melhor do que a gordura de carneiros.” (1Sm. 15: 22).
Abraão não perdeu a fé e “não duvidou da promessa de Deus [...]”. ( Rm. 4:20).

2ª Parte

OBJETIVOS:  Que as crianças compreendam: Que a fé e a obediência têm que caminhar juntas; Que a fé vem pelo ouvir a Palavra do Senhor e guardar os seus mandamentos,  exercitando-os a cada dia; Que é necessário perseverar nos objetivos para se ter vitória; Que é necessário a comunhão contínua com o Senhor através da oração para que não venhamos a nos desviar de seus caminhos; Que para Deus, nada é impossível, se existe promessa, o milagre acontece; Que em tudo devemos  glorificar o nome do Senhor.
  
INTRODUÇÃO:

REVISÃO DA AULA ANTERIOR
O chamado do Senhor a Abraão
Na aula anterior nós iniciamos o estudo sobre a vida de um homem de nome Abrão. Abrão era a décima geração de Noé, nasceu da descendência de Sem. Nasceu 352 anos após o grande Dilúvio. Era o primogênito de três filhos de Terá (Gn. 11:26). Deus se agradou de Abrão, porque em meio a uma sociedade que havia se corrompido, que cultivava a idolatria, ele permanecera fiel ao Senhor, temente à sua Palavra. Então, certo dia, quando Abrão ainda vivia em Ur, o Senhor veio a ele e ordenou-lhe que se mudasse para uma terra estranha (At 7:2-4; Gen 15:7; Ne 9:7). E assim, aconteceu, Abrão, em obediência a Deus, seguiu com sua família em direção noroeste até alcançarem um lugar chamado Harã, lá permanecendo até a morte de seu pai que já estava em idade avançada. Nessa ocasião, o Senhor novamente chama a atenção de Abraão para continuar a grande jornada, para largar toda a sua parentela e seguir em frente, rumo a um caminho ainda por ele desconhecido. Deus reafirma o compromisso de uma grande promessa (Hb 11.8-13) a qual Abrão perseguiu obstinadamente.
  

Abraão – Amigo de Deus

Mobilizado pela fé, Abrão tomou sua esposa Sarai que  era estéril e seu sobrinho órfão, Ló, e alguns auxiliares e seguiram a viagem (Gn.12:4-5). Enfrentou muitas adversidades pelo caminho, muitas privações, mas perseverou e sempre que parava em algum lugar, erguia um altar de adoração ao Senhor que muito se agradava.  O seu relacionamento com o Senhor era tão próximo que ele passou a ser chamado de  “amigo de Deus”.(Tg. 2:23).  Jesus disse que se nós guardarmos os seus mandamentos, também assim seremos chamados  (Jo.15:14).

Um Povo  Eleito

Deus fez uma aliança com Abraão e apenas exigiu fidelidade e compromisso, porque da sua geração seria levantada uma grande nação (Gn. 12:2), nação de um povo separado, eleito, preparados  para a advinda do grande messias, Salvador do mundo, Jesus Cristo. E assim foi. No presente estudo, continuaremos vendo um pouco mais sobre esse tema maravilhoso em que Deus abençoa Abrão com um filho, conforme Sua Promessa (Gn. 15:4-5). 
  
PROCEDIMENTOS:
Reunir o grupo em pequeno círculo e provocar discussão em torno do tema da aula anterior. Em seguida, trazer o assunto do dia, reforçar com vídeo e responder o questionário com a utilização da bíblia.
  
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Um Deus de Perto
O tempo ia se passando enquanto Abrão e sua comitiva prosseguiam viagem, rumo à Terra Prometida. Abrão e Sarai já estavam em idade avançadas e o sonho de terem filhos parecia-lhes impossível. As lutas pareciam intermináveis  e, por vezes, o coração de Abrão se entristecia. Deus que acompanhava tudo muito de perto, veio até Abrão trazendo palavras de bom ânimo para que ele prosseguisse  em sua caminhada  dizendo-lhe que nada temesse pois Ele estava presente a cada passo e que ao final sua luta , seria recompensada (Gn. 15:1).

Abraão - Pai de Multidões
Mas Abrão, desmotivado, se queixou ao Senhor de que não tinha herdeiros e de nada adiantaria a tal recompensa. Dizia ele, em tom de lamentação, que muito provavelmente, sua herança seria entregue nas mãos dos filhos de seus criados (Gn. 15:2-3). Então, movido por compaixão, o Senhor o levou a um lugar aberto e disse-lhe que tentasse contar quantas estrelas havia no céu, pois assim seria o número de sua descendência (Gn.15:5). Abrão se alegrou no Senhor e reacendeu sua fé.  O Senhor o abençoou  e mudou-lhe o nome para Abraão, que significa pai de multidões, pois dele faria muitas nações (Gên 17:5). Disse que de sua geração alguns seriam reis (Gn. 17: 6). Essa aliança seria concretizada se Abraão cumprisse com a sua parte na Aliança, de que Deus fosse para sempre com ele e com seus descendentes.

Um Pacto de Aliança com o Senhor
Deus comprometeu-se a dar a Abraão a terra onde antes ele era tido como estrangeiro, Canaã. Mudou, também, o Senhor, o nome de Sarai para Sara (Gn.17:15), que significa princesa, porque  denota  a posição dela como mãe de todos. Deus reafirma a promessa de dar-lhe um filho um filho. Abraão já não acreditando caiu ao chão e começou a rir ( Gn 17,17), pois não cria ele que isso fosse possível, afinal ele estava com 99 anos e Sara, não menos. Mas o Senhor com firmeza disse que assim seria e que o nome da criança seria Isaque, e dito isso, se retirou o Senhor.

Os Anjos do Senhor
O tempo passou e, estando certo dia Abraão assentado à porta de sua tenda, aproximaram-se três anjos (Gn.18:1-3), enviados pelo Senhor.  Abraão, hospitaleiro como era, acreditando tratar-se de pessoas comuns, ofereceu o melhor que podia a esses varões. A uma certa altura, um deles perguntou pela esposa de Abraão e ele respondeu que ela estava lá dentro da casa, trabalhando. Então, disse-lhe o homem que no ano seguinte voltariam novamente e desta vez seria para trazer um filho a Sara (Gên 18:1-15). Sara que estava por perto, ouvindo a conversa deu risada, porque já não acreditava que isso pudesse acontecer, afinal ela e o esposo já estavam em idade muito avançadas. Ouvindo-a o  homem perguntou qual o motivo do riso e acrescentou: “acaso há algo impossível para Deus?” (Gn.18:14) – E, novamente reafirmou o que havia dito. E no prazo estabelecido nasceu o menino da Promessa, seu nome, conforme o Senhor havia ordenado era Isaque, que significa riso.  O menino trouxe grande alegria ao casal.
  
A Grade Prova da fé de Abraão
E era Isaque já rapaz, quando certo dia o Senhor, novamente veio a Abraão e instruiu-o a levar o seu filho ao local de holocausto e assim oferecê-lo em sacrifício (Gn 22:1-2). Em obediência, mais uma vez, sem ao menos questionar, Abraão se dirige com o filho sem este saber o real motivo, ao monte Moriá, numa viagem que durou três dias, para então realizar a oferta que lhe custaria a vida de seu filho amado (Hb 11). Quando indagado pelo seu filho acerca do cordeiro para o sacrifício, sua resposta foi: “o Senhor proverá”(Gn 22.8). Entendemos aqui que o monte da provação é também o monte da  providência. Com este gesto, Abraão entra para a galeria dos grandes heróis da fé, sendo ele o precursor,  o “pai da fé”.  Quando já próximo a realizar o ato cabal, o Senhor interveio. Aquela era a prova mais contundente da obediência de um homem para com Deus (Hb.11:17-19) Era o suficiente para que Deus reforçasse com Abraão o seu pacto, a sua aliança. Esta foi a maior prova de fidelidade que Deus obteve de Abraão e porque ele permaneceu firme, Deus o abençoou. (Gên 22:17-18; He 6:13-14;).
  
RECURSOS: Bíblia, roteiro de pesquisa, atividades xerocopiadas, vídeo, computador, música