quarta-feira, 18 de abril de 2012

José do Egito

José do Egito (Gn 35:46)


“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”  (Mt. 5:44).

Resumo do Tema

José, desde a meninice tinha sonhos que revelavam os planos de Deus em sua vida. Nesses sonhos Deus mostrava que ele ocuparia uma posição de superioridade em relação as seus irmãos. Inocente ele os revelava. Isso despertou a inveja de seus irmãos que investiram contra a sua vida e o venderam como escravo.
José, foi  levado cativo para o Egito. Lá foi também caluniado e jogado em uma prisão. Mesmo assim José continuava louvando ao senhor em tudo o que fazia. 
No momento certo Deus o exaltou colocando-o como governador daquele povo. Tudo graças ao dom especial que ele tinha, Deus lhe revelara o sonho do faraó e este o colocou em um lugar bem alto, porque entendeu que Deus era com ele.
Assim, tempos depois começa a fazer sentido para José os sonhos que tinha no passado. Ele fora levado a este lugar para que sua família fosse resgatada da fome que assolava toda aquela região.
Finalmente, José compreendeu que tudo o que havia acontecido foi para que um bem maior sucedesse. Esse é o mistério do amor de Deus. Assim também queridos, é quando estamos na prova, as vezes achamos que esta tudo acabado. Não, não é assim, é o começo de uma nova  história, de uma caminhada vitoriosa se permanecermos fiéis em nossa fé em Deus.
Deus manifesta o seu grande amor em tudo o que faz. E só lá na frente, quando por fim atravessamos o vale, nos damos conta disso.

Reflexão sobre o tema
José, pode-se dizer foi um homem vitorioso. Submeteu-se a vontade de Deus mesmo diante de todas as tribulações. Deus revelou a ele os seus planos através de sonhos e ele soube interpretar, soube acolher a vontade de Deus em seu coração. Aceitou sem murmurações as lutas, as provações.
Mesmo no cativeiro, deu o seu melhor.  Aceitou a vontade de Deus em sua vida, mesmo sem compreendê-la. a Soube perdoar seus algozes. Demonstrou generosidade e amor  para com aqueles que foram a causa de seu sofrimento. No momento certo Deus o honrou e cumpriu os seus propósitos em sua vida. Por isso amados, não desanimem quando tudo parece que não está dando certo, quando a vida lhe diz não. Espera no Senhor, confia nEle e Ele tudo fará (Sm. 37:5) por você, amém?


IMAGENS DA AULA








Obrigado Senhor!



PLANO DE AULA

Data: 17/03/2012
Tema: José do Egito

Duração: Duas aulas

Texto-Base:  Gn. 35 a 46

Versículo para decorar: “Amai os que vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”  (Mt. 5:44).

Objetivos:
Compreender a importância de uma vida em família; Que embora muitas vezes haja desentendimento e diferenças entre irmãos, que todos devem se amar e se perdoarem sempre. Que a inveja, o ciúme, é a porta aberta para o inimigo agir na nossa vida e, portanto, devemos repelir esse sentimento tão terrível com toda a força do nosso pensamento; Que o perdão é necessário para se construir uma  vida alegre e feliz; Que devemos confiar a Deus todas as nossas angústias, as injustiças, porque Ele é fiel para nos defender.

Introdução


Esta saga maravilhosa de José não pode ser resumida em apenas uma aula. Assim, os temas serão abordados em duas aulas consecutivas. Trata-se de uma rica oportunidade de discutir sobre vários valores necessários no processo de formação da criança, na compreensão de si mesmo e do importante papel que a família exerce na realização dos planos de Deus. Esta história nos revela que mesmo diante de tantos erros, de tantos enganos, a vontade de Deus se cumpre em nossas vidas. Cabe-nos, portanto, escolher sempre o caminho da obediência para que o sofrimento não venha causar tantos danos a nossa família.

Procedimento

Contação de história
José era filho de Jacó e Raquel. Ao todo tinha onze irmãos. Seu pai  havia se casado com Lia e teve com ela dez filhos. Com Raquel, Jacó teve dois filhos, José  e Benjamim. José era o mais velho. Benjamim era o caçula. Raquel morreu ao dar a luz a Benjamim, devido a problemas de parto. Embora amasse todos os filhos, Jacó tinha uma predileção notória por José. Certo dia deu a José uma túnica muito bonita. Seus irmãos mais velhos não gostaram e ficaram enciumados (Gn.37:3-4).

Os sonhos de Jacó

Certo dia, Jacó teve um sonho muito interessante e o contou a seus irmãos. Nesse sonho ele via que estavam todos, ele e os irmãos no campo e o maço de grãos dos irmãos se inclinavam diante do dele (Gn. 37:5-10). Os irmãos ficaram desconfiados com o significado desse sonho que dava a  entender um ato de submissão deles em relação ao irmão. Isso os irritou muito.
José inocente, não percebeu o que estava acontecendo com seus irmãos. Em outra ocasião teve outro sonho estranho e novamente contou-o a eles. Nesse sonho via que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam diante dele. (Gn. 37:7-11).
Esses sonhos denotavam a superioridade de José e isso começou a incomodar os seus irmãos que se uniram e tramaram contra sua vida (Gn. 37:12-20).  Certo dia quando então seus irmãos estavam em Siquém, Jacó mandou José ir até o local ver se estava tudo bem com eles.  José trajava a túnica que ganhara de seu pai. Isso fez com que os irmãos imediatamente se revoltassem e tramaram contra sua vida. Eles planejaram matar José e joga-lo em uma cova. Como álibi, disseram que iriam arrancar a sua túnica e depois de rasga-la toda levariam a seu pai e diriam a ele que se tratava de um ataque de um animal selvagem. 

A Trama dos irmãos contra a vida de José

Rúben, o mais velho deles não concordou. Apesar de compartilhar do ciúme, não queria chegar ao extremo de ter que matar seu irmão, então propôs ao invés de mata-lo, apenas joga-lo numa cova e deixa-lo lá para ver o que sucederia.

José é jogado no poço

E assim, sem se dar conta do que o esperava, José veio ao encontro dos irmãos. Estes o agarraram e o jogaram em um poço que não tinha água. Estavam possessos e nem se deram conta de que se tratava de um irmão. Depois do feito, sentaram-se e comeram pão sem demonstrarem remorso.

José é vendido como escravo

Um tempo depois, viram de longe um grupo de mercadores que seguiam em direção ao Egito. Judá, um dos irmãos teve a idéia de vender José como escravo e assim foi feito. Depois disto feito, mataram um cabrito e mancharam a túnica com sangue para tornar verossímel a história que planejaram contar a seu pai ao retornarem (Gn. 37:23-34).

Jacó se entristece e fica doente com a notícia

Apenas Rúben não se agradou da seqüência de acontecimentos, mas já era tarde para voltar atrás. Em sinal de indignação consigo mesmo, rasgou as vestes e depois disso emudeceu, ficou deprimido. Mas mesmo assim, manteve a farsa. Por ser o mais velho sabia caber a ele a responsabilidade pelos irmãos e ao invés de tentar impedir aquela situação, se omitiu.
Quando contaram a Jacó a história absurda que inventaram, o pai também rasgou as roupas em sinal de desespero e depois disso adoeceu de tanta tristeza.  

José vai trabalhar na casa de Potifar

Ao chegar no Egito, José é vendido a Potifar que era oficial e capitão da guarda do faraó. José começou então a trabalhar para Potifar que apreciava a sua dedicação e honestidade. Logo, ele se destacou dentre os demais serviçais.

A mulher de Potifar se encanta com José

José era muito jovem e um belo rapaz. Isso também foi notado pela esposa de Potifar que começou a assedia-lo. Porém José, manteve-se íntegro e não se deixou seduzir. Isso irritou aquela mulher que estava acostumada a ter tudo o que queria e então ela planejou uma cilada para se vingar de José.

A grande mentira que levou José a prisão

Um dia ela inventou uma mentira a seu marido invertendo tudo o que estava acontecendo colocando o jovem como culpado daquela situação. Potifar, embora gostasse do rapaz, revoltou-se contra a suposta atitude dele e o mandou prender.
José apesar de inocente aceitou com resignação aquela triste situação. Acreditava muito em Deus e sabia que Ele o sustentaria e o defenderia daquela trama.

José revela o sonho de dois prisioneiros

José tinha a índole muito boa e despertava nas pessoas um sentimento bom. Logo, o carcereiro simpatizou com ele e ficou seu amigo. Ele era a única  pessoa com quem José conversava, pois estava sozinho na cela. Mas um dia, chegaram  dois companheiros. Eram dois serviçais do faraó que foram conduzidos. Um era o copeiro e o outro, o padeiro.
Uma noite os dois tiveram um sonho muito estranho e ficaram sem entender. José então interpretou esse sonho para surpresa geral. O sonho do copeiro revelava algo bom. Segundo a interpretação de José, em três dias ele seria levado de volta ao trabalho. Já do padeiro, a revelação não era boa. Ele seria morto. E assim aconteceu.
José permaneceu por mais um ano, sozinho  e injustamente na prisão. Até que um dia, o faraó também teve um sonho muito estranho que o incomodava muito. Mandou chamar todos os sábios e adivinhadores do país, mas nenhum parecia interpretar de forma convincente o seu sonho.

José revela o sonho do Faraó

E foi então que, ouvindo e sabendo o que estava acontecendo, o copeiro lembrou-se de José que tinha dons especiais de revelar sonhos e então foi falar com o faraó, contando-lhe a própria experiência que tivera com ele. Imediatamente o faraó mandou chamar José a sua presença (Gn.39:40;1-14).
O Faraó então contou a José, nos mínimos detalhes o seu sonho. José ouviu atentamente. No sonho o faraó via sete vacas gordas que saíam do rio. Depois, apareceram sete vacas magras, feias. As vacas magras devoravam as vacas gordas e bonitas.  Em seguida, via sete espigas cheias e boas e também sete espigas secas e miúdas que vinham do mesmo pé. E de repente, as espigas miúdas devoraram as espigas boas (Gn. 14-42)
José ouviu tudo em silêncio e depois interpretou. Disse que isso era o que Deus iria fazer. Haveria sete anos de fartura e, em seguida, sete anos de fome em toda a Terra. O alimento faltaria e muitos morreriam por causa da fome.

O Faraó agradece a Deus pela revelação

O Faraó ficou feliz porque Deus revelou esses fatos antes que as coisas acontecessem. Mas, essa revelação trouxe, também, muita preocupação ao Faraó. José sugeriu que ele incumbisse alguém honesto e inteligente o suficiente para administrar a colheita, no período de fartura, armazenando o suficiente para os tempos difíceis.

José se torna governador

O Faraó então o surpreendeu fazendo-lhe o convite. Disse que Deus havia dado a ele muita inteligência e capacidade e que ninguém melhor do que ele poderia ser o governador escolhido e que acima dele somente haveria a sua própria autoridade. Deu-lhe um anel, roupas muito caras e um colar de ouro.

O encontro com os irmãos

Chegou o momento tão temido por todos. A fome assolava a Terra. Não havia alimento senão no Egito. O pai Jacó mandou seus filhos mais velhos até lá para comprarem mantimentos. Lá chegando, ficaram sabendo que quem administrava e efetuava a venda era o governador e eles teriam que se dirigir até ele pessoalmente. E eis que se cumpre o sonho que José tivera tempos atrás. Seus irmãos não o reconheceram agora na posição em que ele estava e curvaram-se diante dele humildemente para comprar alimentos. José os reconheceu imediatamente (Gn.41:42-47; 42:1-8).

A acusação – momento de revolta

José ouviu atentamente tudo o que diziam e os acusou propositadamente de espiões e os mandou prender por três dias. Depois os libertou e os mandou de volta com os mantimentos e devolveu-lhes inclusive o dinheiro. Mas, impôs-lhe uma condição. Um deles, Simeão deveria ficar retido e eles somente o resgatariam se trouxesse o irmão mais novo até a sua presença. Porque somente assim acreditaria na sinceridade do que disseram sobre si (Gn. 42:10-35).

Eles se afastaram um pouco para discutirem a questão e falavam no seu idioma, sem saber que José os compreendia perfeitamente. Rúben os acusava pelo que haviam feito no passado e dizia que tudo aquilo era castigo pelo erro cometido. O pai quase morrera quando soubera sobre a suposta morte de José. Como suportaria agora a perda do filho mais moço – diziam. José afastou-se do  cômodo, comovido, para chorar.

O reencontro com Benjamim

Os irmãos retornaram com Benjamim, conforme haviam se comprometido e traziam mais dinheiro para a compra de mais mantimento. Demonstrando agrado, José os convidou para um almoço. E quando mais tarde se preparavam para retornarem, sem que ninguém percebesse, ordenou que um de seus servos colocasse um copo de ouro na bagagem do irmão mais moço. E assim, foi feito.

Quando eles já estavam indo embora, ordenou que um servo fosse atrás deles e os acusasse do tal roubo. Após a revista, achou-se o objeto mencionado na sacola de Benjamim. Assustados e temerosos pela vida do irmão, todos voltaram para tentar convencer o governador da inocência do irmão.  

O perdão

Vendo o desespero dos irmãos José então se revelou e os acusou pelo que fizeram vendendo-o como escravo. Eles ficaram temerosos pela sua atitude, mas para sua surpresa, José os abraçou e chorou muito, mas os perdoou. Reconheceu que tudo o que aconteceu contribuiu para que se cumprisse os planos de Deus em sua vida.  Depois se dirigiu até o irmão mais moço que estava atônito com tudo o que estava acontecendo, abraçou-o e chorou copiosamente, porque o amava muito (Gn.43;44 e 45:1-15).

José convida a família para morar com ele

José então pediu permissão ao Faraó para trazer para junto de si sua família e este autorizou. José disse então aos irmãos para retornarem e contarem a seu pai sobe tudo o que havia acontecido e pediu-lhes que o trouxesse junto para que todos morassem com ele. Surpreso, mas feliz, Jacó juntou tudo o que possuía e foi ao encontro do filho que tanto amava, não antes de perguntar a Deus que deu sua permissão. Deus disse-lhe que nada temesse porque mais tarde os traria de volta. O reencontro entre os dois foi muito emocionante. José viveu até cento e dez (Gn. 45:16-28; 46:1-6 e 28-30; 50:20). 



Veja aqui alguns dos Estudos disponíveis no Arquivo do blog:
  1. Samuel - Resposta ao chamado de Deus
  2. Juizes - Período Teocrático 
  3. Sansão - Exemplo de Imaturidade 
  4. Gideão - Um Homem Revestido de Poder 
  5. Abimeleque - Ambição Sem Limites 
  6. José do Egito 
  7. Josué e Calebe - Enfrentando o Gigante do Medo 
  8. Josué - A Derrota de Ai 
  9. Palavra de Deus - Uma Mensagem Transformadora 
  10. Evangelizar é Preciso! 
  11. A Vontade Soberana de Deus 
  12. O Espírito Santo a Terceira Pessoa da Trindade 
  13. Páscoa Cristã 
  14. Dons Espirituais 
  15. Missões com Excelência - A boa semente




terça-feira, 10 de abril de 2012

Esaú e Jacó - O valor do perdão


“[...] reconcilia-te primeiro com teu irmão e depois vem e apresenta a tua oferta” (Mt. 5:24).

Resumo da história  (Texto base gn 25:19-34; 27:1-46; 33)

Esaú e Jacó eram os filhos de Isaac e Rebeca. Seus pais oraram muito para que eles pudessem nascer. Rebeca, assim como Sara, era estéril. Mas, Isaac era temente a Deus e acreditava em seu poder de reverter aquela situação e não se cansou de orar e Deus o abençoou.
Já no ventre de Rebeca os gêmeos travavam uma grande luta. Certa vez, já incomodada com aquela situação, Rebeca perguntou o porque daquilo, ao que Deus lhe respondeu que era porque dentro dela havia duas nações. E assim, nascem os dois meninos. Esaú nasceu primeiro e Jacó veio em seguida segurando a canela de seu irmão.
Conforme o costume da época, a primogenitura ficava para o filho mais velho e assim, Esaú era o herdeiro. Os dois irmãos eram muito diferentes, tanto na aparência quanto nos interesses. Esaú gostava de caçar e nutria a afeição do seu pai. Já Jacó era mais caseiro e tinha o amor de sua mãe.
Certo dia, ao retornar de uma caça, Esaú estava exausto e faminto e Jacó havia preparado uma deliciosa sopa de lentilhas. Então Esaú, em tom de brincadeira disse que faria qualquer coisa por aquele prato de sopa. Jacó não vacilou e  o fez negociar a sua primogenitura. Nesse momento ele já demonstra o seu interesse nas bênçãos que seriam do seu irmão por direito.
Algum tempo  depois, quando o pai Jacó já estava velho e cego, anunciou que iria abençoar Esaú. Pediu que este lhe trouxesse uma caça e que preparasse uma bela refeição e depois o abençoaria. Ouvindo isso, Rebeca que compartilhava com Jacó o mesmo ideal de que as bênçãos fossem dadas a seu filho mais moço, antecipou-se e maquinou com Jacó um jeito de enganar seu esposo. Correu a preparar-lhe uma  saborosa refeição e instruiu Jacó a passar-se pelo irmão. E assim, aconteceu conforme haviam planejado.
Quando retornou e ficou sabendo o  que havia sucedido, Esaú quis matar o irmão. Temendo pela vida do filho, Rebeca o mandou a casa de seu irmão, Labão, que morava em Harã. Jacó seguiu o seu destino e, em meio a sua caminhada, veio-lhe o arrependimento, mas julgou que era tarde para retornar. Acreditava ser pouco provável que seu irmão o perdoasse naquele momento. Rasgou o coração para Deus e pediu-lhe que o ajudasse a achar um lugar para viver até que fosse o momento de retornar para sua casa.

Nessa mesma noite, dormindo ao relento, com a cabeça recostada em uma pedra, Jacó tem um sonho, onde havia uma escada que ligava o céu e a Terra. Nela subiam e desciam anjos e no meio vindo ao seu encontro estava o Senhor que lhe disse para que não temesse porque Ele o guardaria e lhe daria por herança toda aquela terra.
Jacó segue até o lugar onde sua mãe lhe enviara. Lá conhece sua prima Raquel, por quem se apaixona. Pede-lhe a mão em casamento e se compromete, já que não tinha dotes, a trabalhar por sete anos de graça para Labão. No dia do casamento, porém, descobre que fora enganado. Como esposa recebe Lia, a irmã mais velha de Raquel. Era costume, explicou-lhe Labão, casar a filha mais velha. Jacó não desiste e compromete-se  a trabalhar mais sete anos para se casar com sua amada.
Com Lia teve dez filhos. Raquel era estéril, e foi pela graça de Deus que, bem mais tarde teve um filho, José.  Posteriormente, já em idade bem avançada, tem outro menino, de nome Benjamim. Devido a complicações no parto, morreu, deixando viúvo Jacó.
Antes porém desse acontecimento, Jacó, quando então já havia se passado vinte anos que se encontrava em terras distantes, recebeu da parte de Deus, ordens para retornar a casa de seus pais. No meio do caminho, já próximo do seu destino, Jacó teve uma experiência sobrenatural com um anjo do Senhor, que, segundo consta na Palavra, travou uma luta intensa com ele por causa de uma benção. Ao final, fora abençoado e teve o seu nome modificado. Não mais se chamaria Jacó (enganador) e sim Israel (guerreiro de Deus).
O encontro entre os dois irmãos, superando todas as expectativas foi emocionante. Jacó temia que o irmão o matasse e preparou-se para essa possibilidade. Mas o irmão ao vê-lo derramou-se de saudades e o abraçou. Prevaleceu entre os dois o amor fraternal que é o sentimento esperado no seio de uma família. A partir desse momento tem início uma nova história na vida dos dois irmãos e os planos de Deus então, se cumprem. Dos doze filhos de Jacó, nasce as doze tribos de Israel.  Desse povo, Deus prepara o berço do nosso amado Salvador.

Reflexão sobre o Tema
Com Jacó aprendemos que, apesar de todos os nossos erros e enganos, Deus sempre está disposto a nos perdoar. Basta que reconheçamos isso e estejamos dispostos a nos concertar perante o Senhor. Se por um lado Jacó errou por agir da forma que agiu em relação ao irmão, por outro, Esaú pagou um preço caro, também, por negligenciar as bênçãos que lhe eram por direito. Deus viu em Jacó, apesar de seus enganos, o desejo de receber as bênçãos, ao passo que seu irmão a quis vender por um prato de lentilhas, demonstrando total falta de interesse pelas coisas de Deus.
Quantas vezes, amados, somos dotados da graça de Deus, temos uma vida abençoada e a negligenciamos, trocamos uma vida na presença de Deus, por tantas outras coisas que não tem a menor importância. Não é diferente a situação dessa que acabamos de ver. De repente, chega um irmão que estava lá no mundão, destituído dessa graça e, pelo seu esforço, pela sua entrega irrestrita a  Deus acaba sendo acolhido e se torna participante dessa mesma graça. Nessas ocasiões, julgamos que estamos sendo lesados, passamos a nutrir sentimentos de competição com esse irmão. Acreditando termos mais direito, muitas vezes entramos em franco combate contra a vida do irmão e aí entra a divisão, as contendas, as intrigas. Essas atitudes adoecem o corpo de Cristo o qual fazemos parte. E é por esse motivo que a obra do Senhor fica comprometida. Precisamos ter atitudes mais maduras e conscientes. Se fomos chamados, não importa qual a nossa posição, que possamos fazer o melhor. Sabendo que a grandeza consiste em somar e não em dividir. Se temos algo contra o nosso irmão, que tenhamos a humildade de pedirmos perdão, de nos reconciliarmos com ele. Amém?
Imagens
















 
Obrigado Senhor!


PLANO DE AULA
DATA: 10/03/2012
TEMA:  Esaú e Jacó – O Valor do Perdão

TEXTO BASE: Gênesis 25:19-34; 27:1-46;    33

VERSÍCULO PARA DECORAR: “[...] reconcilia-te primeiro com teu irmão e depois vem e apresenta a tua oferta”(Mt. 5:24).

OBJETIVOS:

Que as crianças aprendam: Que Deus tem promessas para cada um de nós e que essas  promessas se estendem à nossa descendência; Que a mentira só traz tristeza; Que devemos pedir perdão quando cometemos algum erro;  Que se alguém nos ofender, mesmo assim, devemos perdoar; Que sem perdão, é impossível agradar a Deus

APRESENTAÇÃO
Este trabalho de evangelização se destina a levar a Palavra de Deus às crianças de periferia  de diferentes credos, ou mesmo sem nenhum e que residem na localidade da Igreja que cede espaço   para a realização dos estudos que acontecem todos os sábados  pela manhã. O grupo não é numeroso e nem fixo.

Dessa forma, sempre há uma retomada do conteúdo antes de iniciar o tema proposto, para que todos possam acompanhar a história e compreendê-la. A roda de leitura é um momento acolhedor que permite uma maior proximidade do grupo.

Após esse primeiro momento, é apresentado um vídeo relacionado com o tema a fim de promover uma melhor compreensão. A música complementa e alegra o ambiente além de ensina-los sobre a importância do louvor.  Há, também um momento de expressão artística, onde por meio de desenhos e ilustrações, as crianças expressam o que aprenderam.

INTRODUÇÃO
Nas aulas anteriores, estudamos sobre a vida de um homem chamado Abraão e sua esposa Sara, que não podia ter filhos. Deus abençoou este casal com um filho quando já estavam em idade muito avançada, quando parecia já não ter mais jeito. Esse menino recebeu o nome de Isaac, que significa “riso”, porque seus pais riram mediante a notícia de sua chegada por  não crerem ser isto possível. Mas como vimos, a especialidade de Deus é esta, o impossível.

Assim, Isaac vem ao mundo, desafiando a lógica e evidenciando o poder de Deus.  Quando jovem Deus o requereu como sacrifício para testar a fé de Abraão que, mesmo sem entender, obedeceu e por isso foi ainda mais abençoado.

O tempo passou e, após a morte de Sara, quando Isaac já tinha seus quarenta anos, Abraão decidiu que já era hora dele se casar. Então, enviou um de seus escravos às terras de seus parentes, que sabia serem tementes a Deus,  para que lá encontrasse uma jovem para  ser sua esposa.

Isaac tinha já seus quarenta anos quando então se casou com Rebeca que mais tarde soube não podia ter filhos. Isaac orou muito e pediu a Deus um filho e assim como seus pais, ele também foi abençoado e tiveram gêmeos, cujos nomes eram Esaú e Jacó. A trama que envolve esses irmãos é a nossa temática dessa aula.

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA  
  
A HISTÓRIA DE ESAÚ E JACÓ
Os gêmeos  Esaú e Jacó tinham personalidades diferentes. Esaú gostava do campo, era bom caçador e tinha a preferência de seu pai.  Seu irmão mais novo Jacó gostava de ficar em casa e isso o aproximou mais de sua mãe que o amava mais. Quando já eram adultos, tiveram um problema sério de relacionamento.

A PRIMOGENITURA POR UMA SOPA DE LENTILHA
Jacó, o mais novo, enganou seu irmão Esaú, para ficar com a primogenitura. Certo dia, quando Esaú retornava de uma caça, seu irmão estava fazendo uma sopa de lentilha, que certamente devia estar muito apetitosa, porque Esaú, por brincadeira, disse que daria tudo em troca de um prato daquela sopa.

Nesse momento, já premeditando seus interesses, Jacó lançou o desafio, daria a sopa em troca de sua primogenitura. E assim, tem início a trama dos dois irmãos que por muito pouco não termina em tragédia.


A GRANDE MENTIRA
Certo dia, aproveitando-se de uma situação, Rebeca viu a oportunidade de tirar de Esaú as bênçãos que sabia ele iria receber do pai e dá-la a Jacó. Isaac  era de idade avançada  e estava cego. Atendendo a um desejo do pai de comer um ensopado, Esaú saiu para caçar um animal.

Nesse meio tempo, Rebeca pegou um pedaço de outra carne e se antecipou em preparar o prato. Junto com seu filho mais novo Jacó, combinou a farsa. Jacó então fez passar-se pelo irmão e recebeu as bênçãos de seu pai.  Quando a trama foi descoberta, Esaú ficou possesso e desejou matar seu irmão que teve que fugir, auxiliado mais uma vez por sua mãe, para não ser morto.

O ARREPENDIMENTO DE JACÓ
Jacó saiu às pressas e sem destino certo. Pensava apenas em escapar da fúria de seu irmão. Passou por momentos difíceis de solidão e medo. Somente então, refletindo melhor sobre o ocorrido, percebeu o quanto havia errado. Arrependeu-se e pediu a Deus que o perdoasse, mas sabia que voltar, naquele momento seria praticamente impossível. Seu irmão não o entenderia. Pediu então a Deus que o conduzisse a um lugar seguro onde pudesse ficar por algum tempo até que as coisas se acalmassem.

UMA EXPERIÊNCIA REAL COM DEUS
Até aquele momento, Jacó conhecia Deus por intermédio de seus pais. Nunca tinha tido uma experiência real com Ele. Mas o medo provocado pela situação incerta em que se encontrava o levou a buscar esse Deus que ele sabia ser poderoso e misericordioso. Durante uma noite, quando estava com a cabeça recostada em uma pedra olhando as estrelas, adormeceu e teve um sonho.

Nesse sonho, Jacó via uma escada que ligava o céu e a terra e por ela os anjos do Senhor subiam e desciam. Nela ele também vê o próprio Senhor que vem ao seu encontro e lhe promete por herança toda aquelas terras onde repousava a cabeça e assim, a toda sua descendência desde que se mantivesse fiel a seus propósitos e mantivesse a aliança que firmara com seu pai Abraão.

JACÓ É ENGANADO PELO TIO
Deus conduziu  Jacó  para  um lugar próximo (Mesopotâmia), onde habitava alguns parentes. Lá permaneceu com seu tio Labão. Apaixonou-se por uma prima e pediu-a em casamento. Seu tio concordou e o fez trabalhar por sete anos como dote. Mas seu tio o enganou e no momento do casamento deu-lhe filha mais velha, Lia. 

Para ter Raquel, teria que trabalhar mais sete anos. E assim, o tempo foi passando. Jacó tinha agora uma grande família com duas esposas e doze filhos e muitos bens que havia ajuntado.  Esses filhos, mais tarde, formariam as doze tribos de Israel.

O RETORNO DE JACÓ – A LUTA COM O ANJO
Passaram-se vinte anos desde a saída de Jacó da casa de seu pai. Certo dia, o Senhor ordenou-lhe que retornasse. Embora receoso Jacó assim o fez. Quando já estava próximo do local, um homem lhe apareceu e - diz a Palavra - Jacó lutou com ele até o romper da aurora. Disse-lhe Jacó que não sairia dali sem ser abençoado.

DE JACÓ  A ISRAEL
Após uma desesperada luta que travou com o anjo até o romper do dia, Jacó foi abençoado. Após perguntar e seu nome, o anjo então disse, que pela sua coragem e determinação, não mais se chamaria Jacó (enganador)  e sim Israel (guerreiro de Deus). Abençoado, segue ao encontro de seu irmão, reconciliam-se com ele e pondo fim a um longo período de separação e conflito.

REFLEXÃO SOBRE O TEMA
Nessa linda história, aprendemos várias coisas as quais vamos refletir nesse momento. Primeiramente vamos analisar o descaso de Esaú com a sua primogenitura. Quantas vezes nós agimos semelhantemente, quando não damos a devida importância para as bênçãos recebidas gratuitamente do Senhor? Ou então, em alguns casos, enterramos os dons que nos são entregues para revertermos em trabalho na seara do Senhor por puro comodismo, falta de iniciativa ou mesmo falta de compromisso para com o autor da nossa Salvação.
O nome Jacó significa “o enganador”, e não sem motivo, porque por duas vezes, ele engana o seu irmão. Para conseguir realizar seus planos ele mente, dissimula, engana. É o pior de tudo é que a pessoa que Deus colocou por mãe, que teria obrigação de coibir seus maus instintos, era a que mais o incentivava. Mais tarde vimos Jacó ser enganado pelo seu tio, passando por momentos difíceis. Sua mãe participara da trama e pagou o preço da separação, pois ficou um longo tempo sem ver o seu filho tão amado. Esse é o resultado de quem acredita que “vale tudo” para se ter o que se quer.  Nós colhemos aquilo que semeamos. Quanto sofrimento seria poupado se tivéssemos um pouco mais de entendimento, se vivêssemos realmente os mandamentos do Senhor.
Muitas vezes, temos o privilégio de estarmos na casa do Senhor, de recebermos a  graça de nos alimentarmos de sua Palavra, seja em um lar cristão, seja na própria Igreja. O fato é que Jacó conhecia o Senhor, fora instruído nos seus mandamentos, mas não estava comprometido com Ele. Conhecia-O de ouvir falar, faltava-lhe uma experiência real, viva, com Deus. E foi somente a partir dessa experiência que veio o despertamento. A sua visão espiritual foi aberta e ele pode contemplar a “escada para o céu”, e nela, subindo e descendo, anjos e querubins, acompanhando o Senhor, que se dignou a vir ao encontro de um pecador arrependido.
Que momento lindo e glorioso, saber que o Senhor se compadece de nosso sofrimento, mesmo sabendo sermos tão pequenos e pecadores. Vimos que apesar de tantos enganos, o Senhor fez cumprir seus propósitos na vida de seus servos, porque nada e nem ninguém pode impedir que se cumpra  os planos do Senhor nas nossas vidas.
Outro ensinamento, talvez o mais importante,  diz respeito ao perdão. Jacó só recebeu as bênçãos de Deus, simbolizada na luta contra o anjo, representando ali, naquele momento, talvez a resistência em fazer a vontade do Senhor. Jacó certamente deixou falar mais alto o homem e sufocou a voz de Deus. Não queria ter que enfrentar a fúria do irmão. O passado o perseguia e ele sabia das conseqüências de seus atos. Mas chega a hora em que temos que enfrentar as nossas fraquezas, vencer as nossas limitações e nos reconciliarmos com o nosso passado para encontrarmos a paz.
Deus sabe de tudo o que se passa em nosso coração, sabe que somos pó, mas com as nossas lágrimas, ele transforma  em barro, e desse barro, o Senhor, pode fazer um lindo vaso.