quarta-feira, 27 de junho de 2012

Josué e Calebe - Enfrentando o gigante do medo



Josué e Calebe
Enfrentando o Gigante do Medo
(Nm 13 e 14;  Dt. 32-34  e Js. 1,3 e 4)

“A quem muito é dado, muito será cobrado” (Lc. 12-46b)


Resumo do tema
Durante a travessia no deserto Deus manifestou grandemente o seu grande amor e a fidelidade à sua palavra empenhada a Abraão de que daria a Terra Prometida a toda a sua descendência. Embora aquele povo estivesse corrompido por crenças pagãs, e se mantivessem presos a atavismos, Deus manteve sua promessa e os conduziu a Canaã. Alguns ficaram em meio ao caminho porque não aceitaram a direção de Deus e foram derrotados pelo medo, pela falta de fé e obediência, porque olharam para o tamanho do problema e não para o tamanho do poder de Deus.
Mas, o olhar compassivo de Deus que tudo acompanhava bem de perto não deixou de perceber que em meio a tantas murmurações, havia corações obedientes e desejosos de servi-lo, que foi o caso de Josué e Calebe, os quais enfrentaram seus medos e acreditaram no poder de Deus e, ao contrário dos demais não se prostraram, não se renderam. O Senhor se alegrou neles e por isso foram vitoriosos. Com isso entendemos que o segredo da vitória é nos colocarmos inteiramente nos braços do Senhor e crermos tão somente que não há limites para o seu poder.
O nosso olhar não tem que estar presos nas circunstâncias, naquilo que parece impossível de transpor, mas sim, naquele que é poderoso para abrir caminhos onde ainda não há, que é fiel para cumprir o que prometeu. As tribulações no deserto são situações necessárias para o nosso crescimento espiritual. O deserto é lugar de travessia, e não lugar de permanência. O tempo que levaremos até completarmos a jornada depende da nossa disposição de obedecer e seguir na direção certa. A direção é o conhecimento da vontade de Deus através do estudo da Sua Palavra. Por isso, medite nela, viva de conformidade com o que está escrito e seja próspero. Amém!    

Reflexão sobre o tema
Este estudo nos remete a um entendimento grandioso do amor de Deus manifestado de forma abundante na condução daquele povo rebelde durante a sua peregrinação pelo deserto. Podemos compreender que embora as circunstâncias não sejam as mesmas, fisicamente falando, há certa similaridade entre nós e aquele povo, e assim pensando, podemos compreender que a travessia hoje, é individual e absolutamente necessária. O deserto que hoje enfrentamos são as dificuldades em meio a caminhada, a qual nos deparamos com impedimentos de ordem interna e externa e percebemos as nossas fragilidades, as nossas limitações e nosso olhar se volta para o alto de onde sabemos vem o socorro. Durante a travessia aprendemos a nos relacionar com Deus e a termos comunhão com Ele.
O deserto é lugar de enterrar os cadáveres do nosso orgulho, da nossa desobediência, de deixarmo-nos esvaziar das velhas concepções humanas e permitirmos as transformações necessárias para que se cumpra o período de aprendizagem que se faz necessário em nós. Esse tempo é proporcional a nossa obediência, a nossa entrega. Quando Deus fala com Josué e o convoca para a missão já determinada, primeiro o orienta sobre como deve proceder para ser bem sucedido durante a caminhada e depois, manifesta a certeza da sua presença constante, da sua proteção, caso ele seja obediente à Palavra. Disse o Senhor, “medita nos mandamentos de dia e de noite”. Com isso, entendemos que a Palavra de Deus deve ser o mapa seguro que nos levará seguramente à Terra Prometida. Ler apenas não basta, é preciso vivenciar o que nela está escrito.
Entendemos amados, que há condições para tomarmos posse da nossa benção. A primeira se resume na fé e na obediência. A segunda e não menos importante, é o conhecimento dos mandamentos de Deus, através do estudo diário de sua Palavra. Deus manifesta a sua vontade através de sua Palavra. Se almejarmos conhecermos a Deus, então, meditemos em sua Palavra. Façamos a sua vontade e nos deixemos conduzir pelo seu amor. Amém!
Sonia Oliveira

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Deus te acompanhe!



PLANO  DE AULA

Data: 09/06/2012
Tema: Josué e Calebe  - Enfrentando o Gigante do Medo
Texto-base:  Nm 13 e 14;  Dt. 32-34  e Js. 1,3 e 4.

Versículo para decorar:  “A quem muito é dado, muito será cobrado” (Lc. 12-46b)

Objetivos:

Conhecer a trajetória final do povo hebreu antes de entrar em Canaã; Relatar suas lutas, suas dificuldades, seus temores, a falta de fé diante das adversidades, o medo de enfrentar a terra dos gigantes; Discorrer sobre a sucessão de Moisés na pessoa de Josué, jovem corajoso e temente a Deus a quem coube a grandiosa tarefa concluir a missão, conduzindo o povo a terra da promessa; Perceber que  caminhar com Deus implica em fé e obediência;  Perceber o valor da intercessão, na passagem em que  Moisés colocou-se na “brecha” em favor do povo e Deus mudou o destino daquele povo.

Introdução

Por muitas vezes Moisés intercedeu em favor do povo o qual Deus havia lhe dado a incumbência de conduzir à Terra Prometida. Mas a rebeldia, a desobediência deles já o estava deixando inquieto. E foi justamente pelo fato de ter  perdido a paciência que Moisés perdeu também, a benção de Deus,  e não pode entrar no Canaã (Nm. 20:2-12). Moisés pode apenas contemplar o lugar, mas foi seu sucessor Josué quem tomou posse da terra que manava leite e mel (Dt. 32:52).

Procedimentos

Roda de Leitura. Com ajuda de slides, apresentar o resumo da história, com recursos visuais e, posteriormente, com o suporte de um roteiro de estudo, pesquisar na bíblia as passagens referentes ao episódio.  

Terra de Gigante

Estando Moisés já próximo a Canaã, recebe da parte de Deus, orientações para enviar de cada tribo  de Israel um homem para observar a Terra Prometida, com a missão de trazer o máximo de informações possíveis a fim de possibilitar a mobilização de estratégias para a tomada daquele lugar que era promessa de Deus para aquele povo (Nm. 13:1-2 e 17-21). Os espiões procederam conforme haviam sido instruídos e, após quarenta dias retornaram trazendo alguns frutos da terra, como uvas tâmaras, figos e romãs.

O relatório dos espias

Ao retornarem os espias foram ter com Moisés e Arão, a fim de repassar as informações (13:25-28). Segundo algum deles, a terra era fértil, tanto que as frutas que haviam trazido eram de tamanho descomunal. Porém, havia algo que os atemorizara, naquelas terras habitavam gigantes. Eram tão grandes que os fizera senti-se como gafanhotos (vs.33) Constataram que não eram bons e que eram em grande número.  O medo de ter que enfrentar esse povo os colocou em uma posição de derrota. Incutiram a idéia de que seria impossível vencê-los, que não teriam a menor chance de vitória e que uma investida contra eles acarretaria a morte de todos.

Calebe sabia o Deus que servia

Calebe, um dos espiões, manifestou-se contrário ao posicionamento dos demais. Indignou-se mediante a covardia daquele povo e convocou-os a prosseguirem e tomar posse do que já lhes pertencia pela promessa de Deus (Nm.13:30). Afirmou que entrariam naquele lugar, independentemente da situação apresentada porque Deus era com eles e que não os abandonariam. Calebe sabia o Deus que servia.

Josué e Calebe rasgam suas vestes

Enfurecidos, aquele povo não ouvia, apenas murmuravam contra Moisés e Arão, culpando-os, primeiro por tê-los tirado do cativeiro e, segundo, por julgar que seriam derrotados. Josué e Calebe entristeceram-se com a cena e rasgaram suas vestes em sinal de indignação (Nm. 14:6-9). Ambos mantinham uma estreita comunhão com o Senhor e tinham plena convicção em suas promessas, por esta razão, resistiram às opiniões contrárias e tentaram fazer o povo compreender seus enganos, alertando-os para que não se rebelassem e mantivessem a unidade para juntos, tomarem posse  do que já lhes pertencia por direito. Diziam ainda, que a terra era boa e valia a pena lutarem por ela. Porém, o povo achou tudo aquilo uma afronta e tentaram apedrejá-los (Nm. 14:10a).

Deus se ira contra o povo e deseja aniquilá-los

No exato momento que intentaram contra Josué e Calebe, viu-se a glória de Deus naquele lugar (Nm.14:10b). Deus indignou-se profundamente contra aquele povo e disse que os exterminaria, pois que se mantinham recalcitrantes e nada do que lhes fizera fora suficiente para que cressem e o aceitasse como seu Deus. Disse que levantaria um povo maior, mais forte e numeroso que aquele, deixando claro que não iria retroceder em sua decisão (Nm. 14:11-12).

Moisés intercede pelo povo

Vendo que Deus se indignara muitíssimo contra o povo, Moisés intercedeu em seu favor, alegando que todos os prodígios realizados no Egito engrandeceram o Seu nome diante daquele povo e que por isso o temiam. Seus olhares os seguiam de longe. O que diriam então se a caminhada fosse interrompida, se o povo fosse morto pelo próprio Deus que os resgatara. Certamente diriam que o seu Deus enfraquecera e por ter fracassado em meio a caminhada os exterminara (Nm.14:13-16). Moisés, com muita eloqüência pede que Deus os perdoe e assim sucede (Dt.9:26-29). Deus faz essa concessão em respeito a seu servo Moisés, mas adverte-o de que nenhum deles tomaria posse das suas promessas (Nm. 14:20-23). Estavam destituídos de sua herança e, portanto não tinham permissão para colocarem seus pés em Canaã.  

Moisés contempla a terra prometida de longe

Moisés também não tinha permissão para entrar em Canaã porque havia agido em desacordo com a vontade de Deus (Nm. 20:7-12). Porém, pelos seus méritos, concedeu-lhe a visão do lugar. Moisés subiu ao monte Nebo e lá do alto pode contemplar as terras que, segundo lhe dissera o Senhor, manava leite e mel (Nm.27:12-13). Anunciou-lhe que depois dessa visão ele seria recolhido e que deveria escolher um sucessor em meio a seu povo. Tinha Moisés, nessa ocasião 120 anos.

Josué é escolhido por Deus para ser o seu sucessor  (Nm.27:18-21; Js. 1:8)

Deus designa Josué sucessor de Moisés e ordena que ele seja  abençoado e ungido diante dos sacerdotes (Nm. 27:18) para que sua autoridade seja reconhecida. Assim sucedeu (Dt. 31:7). Após a morte de Moisés, Deus convoca Josué a atravessar o Jordão com o povo, assegurando-lhe que estaria com ele como estivera com Moisés. Deus o instrui acerca de como deveria proceder para continuar sendo abençoado e vitorioso. Disse-lhe o Senhor “[...] serei contigo, não te deixarei nem te desampararei [...] esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás herdar esse povo a terra que jurei a seus pais lhes daria” (Js. 1:5-6). Disse-lhe ainda que fosse fiel à sua Palavra a qual deveria meditar dia e noite para que tudo o que fizesse, prosperasse (Js. 1:8).

O povo rebelde é impedido de entrar na Terra Prometida
Embora Deus tenha sido compassivo com o seu povo, não os isentou das conseqüências de seus enganos, de sua rebeldia. Disse o Senhor que dentre os rebeldes, todos os que tinham mais de vinte anos ficariam, teriam seus cadáveres retidos na areia do deserto (Nm. 14:29). Depois dessa afirmação, o povo temeroso, arrependeu-se, embora de forma superficial, porque acreditaram que poderiam tomar posse da herança de Deus sem fé e pela desobediência (Nm. 14:40-43). Embora advertidos por Moisés, seguiram em frente e foram derrotados pelos amalequitas e cananeus (Nm. 14:45).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

MOISÉS - A Travessia do Deserto - 2ª parte

  "Um milagre a cada dia"

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” ( Dt.6:5)
A História
Esta passagem mostra a saga do povo hebreu durante a travessia no deserto. Deus escolheu Moisés para realizar a grandiosa obra de evangelismo com um povo rebelde e idólatra que durante o período de cativeiro acabou se contaminando com as crenças pagãs e se esquecendo do Deus único de seus antepassados. Era preciso muita paciência e muito amor para ensiná-los a ter um entendimento diferente daquele que tinham. Porém, as constantes murmurações e rebeldia os impediu de ver a Terra Prometida. O tempo da travessia foi longo, mas necessário para que uma nova geração de adoradores fosse preparada para o advento de Jesus Cristo.

Reflexão sobre o tema
Nessa passagem bíblica podemos refletir sobre muitas coisas. Primeiro, que quando Deus tem uma promessa em nossas vidas, não importa nem o tempo e nem as dificuldades, ela se cumpre. Segundo,   existe uma condição irrefutável para o crente ver a glória de Deus, que  é tão somente crer e obedecer. Em toda a trajetória desse texto, vemos o amor de Deus na condução de várias situações e também, a ingratidão de um povo rebelde que murmurava por tudo e o tempo todo. O percurso não era longo, mas perdurou por quase quarenta anos, como vimos, porque havia necessidade de um novo aprendizado.

Quando seguimos a Cristo amados, temos que estar prontos para novidade de vida, conforme nos ensina a Palavra, “Se alguém está em cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Cor.5:17). A forma que Deus tem para tirar de nós os antigos hábitos adquiridos no “cativeiro” é nos conduzir para o deserto, onde não há muitas distrações e as dificuldades nos torna ainda mais dependentes de Seu amor. É lá que aprendemos a sacrificar o nosso “eu”, a erguer um altar de adoração em nosso coração, a acolhermos a Sua Palavra e vivermos os Seus mandamentos. Embora as lutas sejam necessárias, porque sem elas não há vitória, o Espírito Santo nos orienta a cada passo, nos instrui e nos dá sabedoria. Se cairmos, Ele nos levanta. Mas é um percurso individual que temos que fazer  para  aprendermos a nos relacionar com Deus, a termos intimidade com Ele e a adorá-lo como deve ser. Amém, queridos!

Imagens das últimas aulas









Obrigado Senhor!
PLANO DE AULA

Data: 26/05/ a 01/06/2012
Tema: A Travessia – Um milagre a cada dia
Período de ministração: Duas aulas
Texto-base:  Êxodo 15,16,17, 19, 20 e 32.

Versículo para decorar: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” ( Dt. 6:5).  

Objetivos
Conhecer a saga do povo hebreu durante a travessia no deserto; Perceber a importância da evangelização no processo de transformação e superação das influências do contexto imediato; Conhecer os Dez Mandamentos; Perceber a importância da obediência para que os planos de Deus se realizem em nossas vidas.  

Introdução
Esta aula pretende mostrar a saga do povo hebreu durante a travessia no deserto. Deus escolheu Moisés para realizar a grandiosa obra de evangelismo com um povo rebelde e idólatra que durante o período de cativeiro acabou se contaminando com as crenças pagãs e se esquecendo do Deus único de seus antepassados. Era preciso muita paciência e muito amor para ensiná-los a ter um entendimento diferente daquele que tinham. Porém, as constantes murmurações e rebeldia os impediu de ver a Terra Prometida. O tempo da travessia foi longo, mas necessário para que uma nova geração de adoradores fosse preparada para o advento de Jesus Cristo.

Procedimentos

Contação de história
Em circulo, fazer uma retrospectiva das aulas anteriores, iniciando com questionamentos acerca do assunto. Narrar a saga do povo hebreu utilizando uma linguagem apropriada à faixa etária. Lançar mão de recursos como vídeo, louvor, desenhos para colorir e roteiro de pesquisa bíblica.

A Evangelização no deserto
Percebe-se, claramente,  que o propósito de Deus era a evangelização das crianças, as quais eram mais suscetíveis aos ensinamentos, e por meio delas,  haveria uma possibilidade de se levantar um povo de fé como fora no passado através de Abraão Isaac e  Jacó. Quando chegaram do outro lado, as crianças já eram adultas e por meio delas, as gerações futuras estariam alicerçadas nos ensinamentos do Senhor, livres das influências pagãs herdadas no período do cativeiro. Essa preparação tinha como objetivo preparar o caminho para que Jesus consumasse os Planos de Salvação para a humanidade.

A travessia  
A peregrinação teve início em meio a muitas manifestações sobrenaturais, as quais eram necessárias para que aquele povo tivesse a certeza de que o Deus que serviam era vivo, sensível, atuante e amoroso e cujo poder não tinha limites (Ex. 12: 37-51). O longo período no cativeiro os havia  distanciado de Deus, que conheciam apenas de ouvir falar pois, ao contrário de seus antepassados, não mantinham um relacionamento com Ele, o que precisava ser resgatado (Ex. 12:40). Deus, em sua infinita misericórdia, resgata o seu povo  e os conduz à terra prometida através de Moisés.  

Deus supre todas as necessidades do seu povo
Durante a travessia houve a  intervenção poderosa de Deus de forma direta e indireta. Direta, quando Ele os protegia do calor e do frio, por meio de nuvens que ora os aquecia ora os refrescava (Ex. 13:21-22). Quando supriu a fome (Ex. 16:4 e 16:12-14) a sede (Ex. 15:23-25; 17:6) daquele povo, enviando maná e codornizes (Ex. 16:4 e 12-14 17: 6). De forma Indireta, quando agia por meio de Moisés instruindo-o a mobilizar a sua fé em favor daquele povo ainda embrutecido e idólatra.

A viagem não deveria ser muito longa, porém, durou aproximadamente,  quarenta longos anos os quais, possibilitou um longo período de aprendizagem que se fazia necessário a fim de retirar daquele povo antigos hábitos pagãos e inserir a crença no Deus único.

Intercessão de Moisés
Da mesma forma que ficavam maravilhados com o poder de Deus, a falta de fé os levava  a murmurar constantemente por causa das privações e dificuldades da caminhada (Ex. 16:2-3). A visão distorcida os impedia de perceber o grande amor de Deus que se desdobrava para suprir suas necessidades. Deus os observava bem de perto com muita paciência, mas quando eles construíram um bezerro de ouro (Ex. 32:4) para colocar em Seu lugar, durante o período em que Moisés subiu ao monte Sinai para receber as orientações de Deus. O Senhor Deus Altíssimo se arrependeu do que havia feito por eles e desejou destruí-los (Ex. 32:9-10­). Porém, Moisés movido de compaixão intercedeu em seu favor ( Ex. 32:11), relembrando à Deus a promessa feita no passado à Abraão.

Os Dez Mandamentos
Percebendo a dureza daquele povo Deus chama Moisés para subir ao monte Sinai, onde escreve com os próprios dedos os dez mandamentos.  Nessas tábuas, Deus crava a sua lei, cujo objetivo era nortear a conduta estabelecer a paz. O não cumprimento de sua Lei implicava em desobediência e era passível de punição (Ex. 20: 2-17 e Dt. 5:6-21).

Um lugar para adorar ao Senhor – O Altar
Percebendo que o povo o adorava de qualquer jeito, Deus instrui Moisés a passar orientações referentes à construção de um lugar sagrado, consagrado para adoração e holocausto. Todas as orientações constantes no texto podem ser traduzidas na idéia de santificação. Demonstra claramente que a adoração ao Senhor não pode ser feita de qualquer jeito. Moisés foi advertido no monte Horebe  a tirar as sandálias para adentrar na presença do Senhor (Ex. 3:1 e 5). Nessa passagem há um grande ensinamento, visto que não  contaminar o “Altar do Santíssimo” com as nossas impurezas, com o nosso “jeito de ser”, já influenciado pelas coisas do mundo, não. Deus é Santo, é puro. Faz-se necessário sacrificarmos o nosso “eu’ e nos humilharmos na sua presença. Preciso é que haja purificação e santificação na adoração a Deus.  

Moisés contempla as bênçãos de longe
A Palavra do Senhor nos ensina que, pela desobediência Moisés foi impedido de adentrar na Terra Prometida. Porém, ele fez uma concessão, permitiu-lhe contemplar o lugar de longe e confirmar com seus olhos que a promessa de Deus se cumpriria (Dt. 32:48-52). É interessante notarmos nesse caso, o rigor em que Moisés foi punido, mesmo sendo ele o homem de confiança de Deus na condução daquele povo rebelde.

Porém, se considerarmos a referência bíblica que diz: “A quem muito é dado, muito será cobrado” (Lc. 12-48b), torna-se compreensível essa atitude, considerando que Moisés foi instruído diretamente por Deus em todas as coisas e tinha um compromisso muito maior do que os demais no cumprimento de sua palavra. No entanto, Moisés vacilou e deixou que a  ira conduzisse uma situação a qual  Deus tinha outros propósitos. Embora não tenha privado o povo da  água , necessária para a manutenção do corpo físico, não isentou seu servo da responsabilidade de seu ato.

Deus cumpre sua promessa e não desampara o seu povo
Moisés completara 120 anos quando então se aproximaram da Canaã. Embora ele não tivesse a  permissão para adentrar na Terra Prometida junto com o povo,  participava, mesmo assim,  da alegria e da expectativa de ver  cumprimento de uma promessa de Deus. Josué foi o jovem escolhido por Deus para auxiliar Moisés a conduzir aquele povo e liderar o exército. Era ele um jovem habilidoso nas estratégias militares e temente a Deus  (Dt. 33:48-52). Josué e Calebe, (outro jovem escolhido), foram, dentre os adultos, os únicos que adentraram na Terra Prometida, seguidos de uma multidão de jovens com menos de  20 anos. Os de mais idade não obtiveram permissão por causa da desobediência e pela dificuldade em tomar posse dos novos ensinamentos que se faziam necessários.

Às portas de Canaã
Nas proximidades de Canaã, Moisés decide acampar com o povo para analisar a situação e preparar as estratégias a fim de tomar posse da promessa de Deus. O lugar onde ficaram eram próximo ao vale de Bete-Peor, numa região montanhosa de Moabe,  entre Jericó e a planície do Jordão. Havia agora novos desafios a serem vencidos. A possibilidade do enfrentamento de uma nova situação causava temor. Porém,  Deus não os abandonou. Muito pelo contrário, continuou orientando Moisés, que por sua vez, repassava a Josué as ordens que eram cumpridas  à risca. Moisés enquanto viveu lutou pela unidade, sempre lembrando o povo quanto a fidelidade do Senhor. 
  

Veja aqui alguns dos Estudos disponíveis no Arquivo do blog:
  1. Samuel - Resposta ao chamado de Deus
  2. Juizes - Período Teocrático 
  3. Sansão - Exemplo de Imaturidade 
  4. Gideão - Um Homem Revestido de Poder 
  5. Abimeleque - Ambição Sem Limites 
  6. José do Egito 
  7. Josué e Calebe - Enfrentando o Gigante do Medo 
  8. Josué - A Derrota de Ai 
  9. Palavra de Deus - Uma Mensagem Transformadora 
  10. Evangelizar é Preciso! 
  11. A Vontade Soberana de Deus 
  12. O Espírito Santo a Terceira Pessoa da Trindade 
  13. Páscoa Cristã 
  14. Dons Espirituais 
  15. Missões com Excelência - A boa semente
 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

MOISÉS - De Príncipe a Libertador - 1ª Parte



Não temas porque eu estou contigo” (Isaías 41:10).


"Quando Deus tem um propósito na nossa vida,
nada o pode deter; Seu amor é maior que tudo;
O sobrenatural com Deus é muito natural". 
Reflexão sobre o tema
Olhando para a história de Moisés, percebemos a dimensão do amor de Deus. Moisés foi um instrumento valoroso no processo de libertação do povo hebreu. A pessoa de Moisés é um paradoxo que merece um pouco de atenção. De um lado, ele era um homem altamente preparado e talhado para ser um grande líder, pois detinha um grande conhecimento científico da época. Por outro lado, denota uma fragilidade humana que se aproxima da minha e da sua condição humana. Somos todos criaturas imperfeitas. Temos qualidades e defeitos, assim como ele. Moisés, por muitas vezes demonstrou insegurança, vacilou diante da incumbência, não se sentindo à altura para tamanha responsabilidade (Ex. 4:13). Mas, Deus o havia escolhido e não aceitou que ele desistisse. Mesmo diante de todas as tentativas de se desvencilhar do compromisso, Deus o motivava dizendo. “Certamente Eu serei contigo” (Ex. 4:12).

Quantas vezes, amados, também isso acontece conosco quando nos deparamos com um desafio. Sentimos nesses momentos o quanto somos pequenos e o quanto somos dependentes de Deus. E mesmo quando é Ele que nos convoca para a missão, ainda assim, duvidamos sermos capazes e esquecemos que é Ele que nos capacita. E, se é Ele quem nos chama, devemos apenas dizer: “Eis-me aqui Senhor...”, não é mesmo? 

Moisés dizia que tinha um impedimento, mas não ousou pedir a Deus que lhe tirasse isso. Qual é o seu impedimento? Ao invés de dizer eu não posso, eu não consigo, diga: “Senhor olha para as minhas limitações, me dá ousadia, me capacita, supre as minhas dificuldades”. O Senhor disse a Moisés na tentativa de fazê-lo perceber que o seu problema para Ele era fácil de resolver, “Quem fez a boca do homem...?” (Ex.4:11). Claramente Ele estava dizendo peça-me para curá-lo. E quanto a nós, será que cremos o suficiente para pedirmos o que para nós é impossível? Será que as evidências das coisas naturais nos impedem de perceber a dimensão do sobrenatural de Deus? Por que será que o meu e o seu milagre ainda não chegou? Será que o seu e o meu problema é maior do que o seu (nosso) Deus?



A bíblia diz também, que Moisés preferiu se apoiar em seu irmão Arão, que era mais desenvolto e tinha mais facilidades para se comunicar. Em quem ou no quê você está se apoiando para não fazer o que Deus quer que você faça? Quais são os teus impedimentos? Qual o tamanho da tua fé? Deus espera que você tome a decisão, que você reconheça suas fraquezas, suas limitações, que entregue a ele a responsabilidade de conduzir a situação. É Ele quem faz tudo. Ele quer apenas que sejamos obedientes e que tenhamos fé. Quando Deus mandou Moisés tocar o cajado no chão para o mar se abrir Ele estava querendo nos dizer é você que tem que provocar o Meu milagre. Eu posso tudo, mas você tem que fazer a sua parte. Olha só, há vários momentos nessa história em que podemos perceber essa mensagem de forma muito clara. Lembra quando Moisés teve que ferir a pedra para jorrar a água? Ou quando ainda, também teve que tocar na água salobra pra que se tornasse potável? É Deus nos dando autoridade para agirmos e provocarmos o milagre. Creia somente.


Moisés vacilou em vários momentos, natural, ele ainda não tinha uma experiência com Deus. O Deus que lhe haviam ensinado a crer era algo muito distante, mas agora ele estava tendo a oportunidade de conhecê-lo bem de perto. Deus falava com ele, caminhava com ele, dava instruções, incentivava-o a prosseguir. Era um Deus vivo e real, como nunca jamais se vira. Que Deus tremendo esse nosso, não! Imagino que quando Deus disse “Moisés, toque na água”, Moisés deve ter pensado, como assim, por que fazer algo tão sem propósito? É que Moisés ainda não sabia quem era o Deus que ele servia. Deus precisava mostrar quem Ele era, para não haver dúvidas. A percepção espiritual de Moisés foi sendo ampliada a medida que ele caminhava com Deus.

Como está o seu relacionamento com o Senhor? Você ainda precisa que Deus mostre para você quem Ele é? Imagino que para Moisés, as ordens do Senhor pareciam absurdas, loucas até mesmo. Mas as coisas de Deus são assim mesmo, irmãos. Ele não age segundo as nossas convenções humanas ou da forma que acreditamos ser o correto. Na verdade, se a gente prestar bem atenção na Palavra, as coisas de Deus parecem loucura ao homem natural. È interessante como Deus gosta de desafiar os nossos pseudo-conhecimentos e nos deixar confusos. É como se Ele tentasse nos mostrar que nós não sabemos de nada. Afinal - pensamos, o que é verdadeiro ou real? O que importa. Deus é quem sabe. O fato é que Ele parece que gosta das coisas que nós julgamos meio loucas. 

Moisés, embora vacilante e temeroso, foi aprendendo, no caminho, a confiar em Deus. Deus falava com ele como se fala com um amigo. Isso é comunhão, é relacionamento, é fruto de intimidade. Moisés abraçou a causa e aprendeu a amar aquele povo que parecia criança mimada. Recebia o milagre de Deus todos os dias e só sabiam reclamar de tudo. Nada para eles estava bom. Deus chegou a irar-se com eles e desejou ser mais duro. Mais Moisés intercedia continuamente em seu favor. Amados, que linda mensagem. Isso se chama compaixão. Quantas almas necessitadas vagueiam pelo deserto e sem direção? Nós até podemos passar pelo deserto, mas sabemos quem nos conduz e temos destino certo. Por isso queridos, assim como Moisés, devemos interceder em favor daqueles que sofrem, conduzindo-os à presença do Senhor para que suas vidas sejam abençoadas.  

O mundo está carente de Deus e é por isso que tantas pessoas estão sem direção. Urge a nós cristãos tomarmos posição, como soldados de Cristo, porque para isso fomos chamados. Ele conta comigo e com você para a boa obra. Não se justifique como Moisés o fez, não se detenha no caminho. Hoje, certamente não é o Faraó que te impede de prosseguir, mas se você olhar para trás, vai ver que embora as lutas sejam grandes ou o inimigo seja forte e obstinado, o Deus que nós servimos é maior e mais poderoso. Com Ele, somos mais do que vencedores, não é isso que está na Palavra? Creia e tome posse.

Se você ainda está atravessando o deserto, não se desespere, é só uma travessia. As bênçãos estão do outro lado, não muito distante, embora pareça que já faz tanto tempo. Essa peregrinação vai terminar quando você aprender o que Deus quer te ensinar. Não seja recalcitrante. Não faça como fez o Faraó, não endureça o seu coração. Deixa o milagre de Deus agir em você. Você, como Moisés, pode ser benção, até mesmo durante a travessia. Se disponha a fazer o que Deus determinar que seja feito e creia. O teu milagre vai acontecer.  Como disse o irmão Lázaro, “o deserto é a escola do Senhor”, porque, queridos, é lá que Deus vai tratar com você. É lá que Ele vai estar mais próximo de você, que vai te instruir e te fortalecer na fé.

Sabemos que Deus é misericordioso e que se compadece dos seus. Não desista de quem você ama. Lute. A travessia pode ser longa, mas um dia você vai chegar lá. E se você não puder contemplar as bênçãos, a boa semente você plantou, deixa Deus cuidar da plantação. A colheita não nos pertence, amém? 

Imagens Especiais das Últimas Aulas





Obrigado Senhor por esta maravilhosa oportunidade!
PLANO DE AULA - Data: 27/04/2012
Tema: Moisés – De Príncipe a Libertador
Texto-base: Êxodo 1 a 14
Versículo para decorar:  “Não temas porque eu estou contigo” (Isaías 41:10).
Objetivos
Que as crianças compreendam que quando Deus tem um propósito na nossa vida, nada o pode deter; Que seu amor é maior que tudo; Que o sobrenatural com Deus é muito natural.


Introdução

Os planos de Deus levou o povo hebreu até o Egito para serem resguardados da grande fome que assolava a Terra. Isso só foi possível através de José que os antecedeu. José foi levado cativo a esse lugar em condições de grande humilhação. Mas Deus o exaltou e restaurou sua vida colocando-o num lugar bem alto para que ele sustentasse o seu povo no momento mais difícil de sua trajetória. Após a morte de José, esse povo foi subjugado e conduzido à escravidão (Ex. 1: 7-14), assim permanecendo por 400 anos. O sofrimento desse povo chegou até o trono de Deus que enviou um homem que seria o grande libertador, Moisés. A história que vamos conhecer narra esse episódio, que por ser extenso, será ministrado em  três etapas: a origem de Moisés; A educação e preparação de Moisés; O encontro com Deus no deserto (a revelação da missão);  A libertação do povo hebreu  (a manifestação do poder de Deus).  

Procedimento
Abertura: Oração e adoração
Contação de história Em círculo iniciar a aula revendo a aula anterior. Posteriormente, narrar o episódio referente a história de Moisés. Concluir com o um clip (vídeo) sobre o tema. Em seguida, com o roteiro de pesquisa em mãos, buscar  na bíblia as passagens, meditar sobre elas e registrá-las. Ao término da aula, levantar questionamento sobre o tema para verificar o nível de compreensão.

Sequência da história

O nascimento de Moisés
O número de hebreus havia aumentado grandemente e, apesar deles realizarem o trabalho pesado na condição de escravo e ajudarem na construção do Egito, o crescente aumento da população começava a preocupar Seth, o Faraó, que via nesse fato uma grande ameaça à soberania nacional. Assim, ele ordena a matança de crianças do sexo masculina logo ao nascimento (Ex. 1:1-22). Nesse período, uma mulher hebréia, Joquedebe, da tribo de Levi, havia dado a luz a um menino (Ex. 2: 2). Temente que ele fosse morto como as outras crianças, elaborou um plano para salvá-lo. Colocou o menino em uma cestinha e o colocou nas águas do Rio Nilo, um rio onde a filha do Faraó costumava tomar banho (Ex. 2: 5). Joquedebe, juntamente com a filha que era serva no palácio elaborou um plano para salvar o menino. 

Salvo nas águas
Conforme haviam as duas  imaginado, a princesa achou lindo o bebê e sob influência da irmã do menino  adotou-o e deu-lhe o nome de Moisés, que significa “salvo das águas”. (Ex. 2:5-9). A jovem a convenceu também a entregá-lo aos cuidados de uma escrava que seria sua ama ( Ex. 2:9),  até que ele tivesse idade para receber a formação que necessitava. Desta forma,Moisés recebeu de sua mãe natural, primeiramente, uma educação simples, baseada nos costumes do povo hebreu, juntamente com seus irmãos de sangue.

A preparação
Quando então chegou o momento certo, Moisés já era grande, sua mãe o levou ao palácio e o entregou à filha do Faraó, conforme o combinado (Ex. 2:10) para que ele fosse educado conforme os costumes reais. Moisés então, recebeu, juntamente com seu irmão adotivo Ramsés, uma formação compatível com  a sua posição, tendo acesso a ciência mais avançada de sua época (Atos 7:23). Os dois meninos cresceram como bons amigos.

Suas origens falam mais alto
Moisés se distanciou de seu povo por certo tempo, mas, sua origem falou mais alto e ele acabou se envolvendo em uma situação delicada por conta disso. Certo dia, presenciou em suas andanças, um hebreu sendo espancado, sentiu-se incomodado com aquela situação  e, automaticamente, saiu em seu socorro ferindo o soldado (Ex. 2:11-12). Após perceber o que havia feito, temeu a reação do Faraó e fugiu para o deserto (2:15).

O encontro com Deus
No deserto (Atos7:30), Moisés tem um encontro com Deus em meio a “sarça ardente” (Ex. 3: 2-5). Desse dia em diante, Moisés fica sabendo dos planos de Deus para a sua vida (3:10). Mediante o chamado, Moisés tenta recuar (Ex: 4:10), tenta achar pretextos para não ter que enfrentar o Faraó, pois conhecia a dureza de seu coração.

A insegurança de Moisés
Moisés tentou de todo jeito se desvencilhar do compromisso alegando não ser bom orador, por ter a língua pesada (4:10) e foi se esquivando o quanto pode até que Deus já, certamente, irritado, (se é que isso é possível), disse-lhe para ir convidar seu irmão Arão para servir-lhe de intérprete (Ex.4:14). Interessante, perceber que Deus deixou bem claro que poderia resolver o seu problema  (4:11-12 e 15), mas Moisés ainda não concebia a grandeza do poder de Deus e manteve-se preso às suas limitações humanas. Durante o desenrolar dessa história, em muitos momentos vemos um homem inseguro, mas obediente.

Assim, conforme orientação do Senhor, Moisés e Arão vão ao palácio ter com o Faraó (Ex. 5: 1-5). Moisés se mantém irredutível e aflige o povo (Ex. 5:7-9).Por conta da dureza do Faraó, Deus envia as dez pragas (Ex. 7: 19-20; 8: 2-6 e 17; 9: 4-7 e 10; 9:23-25; 10:12-13; 10: 21-22; 11: 5; 4-6) que assolam o país e, somente então, o Faraó  se vê, após a morte de seu filho ( Ex. 7:12), constrangido  a ceder, embora mais tarde tenha se arrependido.

A saída do cativeiro
Começa a grande travessia rumo a libertação (Ex. 12:37-51; Atos 7:36). Eram em números, cerca de 3 milhões de homens. Tem início o “Pessash”, salto para a liberdade, que durou quarenta anos.  Esse tempo se fez necessário porque havia a necessidade do aprendizado. Aquele povo tão distante de Deus precisava ser fortalecido e instruído em seus mandamentos. Durante o período no cativeiro, haviam sido contaminados com muitas crenças pagãs que lhes roubara a fé no Deus único que precisava ser resgatada.

Celebração da primeira Páscoa
Durante a destruição do Egito, Deus ordenou a Moisés que dissesse ao seu povo que cada família sacrificasse um cordeiro e espargisse o seu sangue pelos umbrais para que o anjo da destruição quando ali passasse não tocasse neles. Assim, pela marca do sangue do cordeiro o povo foi protegido da destruição (Ex. 12:12-13). Com isso, Deus queria ensiná-los sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue (Rm. 1:5 e 16-26), preparando-os para o advento de Jesus Cristo, que veio, assim como um Cordeiro, para tirar o pecado do mundo (Jo.1:29). Havia todo um ritual a ser seguido, porque essa representatividade era necessária para que o povo fosse instruído nas coisas que sucederiam mais tarde (Hb.9:4-9 e 11-14) . Essa comemoração ficou conhecida como Páscoa e era comemorada durante a primavera. Era, a celebração da liberdade.
   
Conclusão
Essa mensagem é grandiosa, porque revela o grande amor de Deus para com a humanidade. Assim como Deus não mediu esforços para com aquele povo, também assim procedeu para conosco, oferecendo o sacrifício de Seu único Filho, para nos salvar, unicamente pelo Seu grande amor (Jo.3:16). Deus libertou aquele povo, não porque eram merecedores, mas porque Ele os amava e havia feito um concerto com eles através de Abraão (Dt. 7:7-10). Isso revela a Sua fidelidade. O que Ele promete Ele cumpre. Igualmente, a Salvação que recebemos por meio de Jesus Cristo vem pela Graça (Ef.2:8-10 e Tg. 3:4-5) e não porque merecemos. Mesmo na condição de pecadores o Senhor nos estende as mãos e nos resgata do cativeiro, dando-nos a oportunidade de uma nova vida em Cristo Jesus.