quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gideão - Um Homem Revestido de Poder


"Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus”  (Isaias 59:2a)


Reflexão sobre o Tema (Juízes 6, 7, 8)

Quando Gideão foi comissionado pelo anjo do Senhor,  a primeira missão que recebeu foi a destruição do altar consagrado pela sua família a deuses estranhos. Ele precisou de coragem porque sabia que iria enfrentar a resistência do povo. Mas estava certo que Deus era com ele e perseverou. Derrubou Baal e edificou um altar para Deus no lugar. Desta forma também, queridos, precisamos destruir em nós todo altar erigido. Há muitas formas de idolatria. No caso da éfode isso fica claro, às vezes até a vaidade extrema pode acarretar a idolatria, como foi com o povo de Israel. No caso de Gideão, era preciso começar derrubando tudo, para que Deus ocupasse o lugar que lhe é devido. Só o Senhor é Deus. Ele não divide adoração. Para servi-lo se faz necessário a edificação de um altar e a oferta que devemos colocar diante dele, é a nossa própria vida revestida de santificação. Gideão aprendeu desde o início a adorar ao Senhor, a obedecer a sua vontade e por isso foi vitorioso.  Amém amados!





Imagens Especiais da Aula





Obrigado Senhor!



PLANO DE AULA

Tema: Gideão -  Um homem Revestido de Poder
Texto-Base: Juízes 6, 7, 8

Versículo para memorizar: ”Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus” (Is.59:2a).

Objetivos

Meditar nesse estudo sobre o fato de que Deus escolhe para a sua grandiosa obra os que são menos prováveis, os marginalizados, os desprezados, os despreparados, justamente para que a sua glória seja por todos conhecida; Também demonstrar o quão perigoso é o caminho da vaidade. Por causa da Vaidade, o pecado entrou na vida de Gideão e destruiu sua família.

Introdução

Gideão foi o sétimo dos juízes de Israel. Era um homem comum que recebeu da parte de Deus a grande missão de libertar o povo da opressão exercida pelos povos inimigos. Nesse período, o povo, sem liderança, fazia o que bem entendia e começaram a se esquecer dos mandamentos de Deus e se desviaram de seus caminhos, cultuando outros deuses e praticando iniqüidade a seus olhos. Deus permitiu que o povo fosse oprimido pelas nações inimigas para que, sofrendo, se voltasse para Ele. O sofrimento levou-os a clamar e o Senhor, ouvindo-os se compadeceu e levantou Gideão para libertá-los (Jz.6:1-5).

Procedimentos

Utilizar estratégia de imagem visual, através de vídeo. Utilizar roteiro de pesquisa para facilitar o estudo bíblico. Organizar a turma em círculo. Para os pequenos (menores), entregar material de desenho.

Contação de História

O Contexto de Gideão
Havia um homem de nome Gideão, também conhecido como Jerubaal (Jz.6:32), filho de Joás, da tribo de Manasses, que vivia em uma cidade chamada Ofra. Naquele período o povo de Israel vivia oprimido pelas nações inimigas que vinham sobre eles como gafanhotos e saqueavam tudo, desde as plantações, até seus animais (Jz.6:1-4). O único jeito do povo se resguardar era se refugiando em cavernas, onde também escondiam os mantimentos que conseguiam salvar.  E aconteceu que certo dia veio-lhe o anjo do Senhor e o convocou para uma grande missão, a de libertar o povo  de Israel daquele jugo (Jz.6:11-16).

As Nações Inimigas
As nações que oprimiam o povo de Israel eram seus próprios parentes distantes, os midianitas e os amalequitas.  Os midianitas eram descendentes de Mídia, um filho de Abraão e Quetura, fruto de seu segundo casamento. Era um povo nômade que vivia ao leste do mar Morto, que ficava no lado oriental de Gileade, Moabe e Sul de Edom para noroeste da Arábia.

Os amalequitas eram, também, uma tribo nômade, localizada no Neguebe, na penísula do Sinai. Eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú, irmão de Jacó (Gn.36:12-36).  Os midianitas e os amalequitas se uniram para juntos, atacarem o povo de Israel.

 A Convocação de Gideão como Libertador de Israel

Gideão estava trabalhando no lagar com seu pai quando lhe veio um anjo e o saudou. Em seguida, revelou sobre os propósitos do Senhor para a sua vida. Falou que ele seria o libertador que livraria o povo do jugo dos midianitas. Gideão temeu e justificou-se diante do varão, dizendo-se insignificante para a grandiosa tarefa. Porém o anjo reforçou o fato de que o Senhor lhe daria mostra de seu poder e não o deixaria só (Jz.6:11-15).

Um tanto descrente Gideão pediu uma prova de que realmente aquele homem era quem dizia ser. Ele pediu a Gideão que trouxesse  uma oferta de carne, caldo e pães sem fermento. Conforme as orientações, Gideão colocou tudo sobre uma grande penha e regou com o caldo. Em seguida veio o anjo e tocou com o bastão as ofertas e começou a subir fogo e tudo foi consumido. O anjo desapareceu (Jz.6:17-22).  Então convencido, ergueu ali um altar ao Senhor (Jz.6:24).

Destruição do Altar Consagrado aos Ídolos

Naquela mesma noite, o Senhor lhe pôs à prova e ordenou que destruísse o altar erigido por seu pai ao deus Baal   e construísse em seu lugar um altar para Ele e colocasse a sua oferta ali (Jz.6:25-26). Gideão tomou alguns homens dentre os seus servos e fez conforme lhe dissera o Senhor (Jz.6:27). No dia seguinte, ao descobrirem o que havia acontecido, eis que o povo quis a cabeça de Gideão. Foram até o seu pai a fim de requerê-lo. Então o Espírito do Senhor o revestiu de poder e ele exortou o povo das tribos de Manasses, Aser, Zebulon e Naftali que vieram lutar com ele (Jz.6:28-35).


Gideão Pede Provas ao Senhor 

Enquanto aguardava a resposta de seus aliados,  Gideão pediu mais uma prova de que Deus era com ele. Por sinal colocou um velo de lã na grama e disse: “se pela manhã o orvalho estiver somente sobre velo e a terra estiver seca, saberei que Tu hás de livrar Israel por minhas mãos” (Vs.37). E, conforme havia solicitado aconteceu. Porém, não satisfeito, pediu perdão, mas queria uma outra confirmação. Desta vez queria que se desse o inverso, que só o velo estivesse seco e que a relva estivesse molhada, e Deus assim o fez (Vs.38).   Deus compreendeu a insegurança humana de Gideão e satisfez a sua petição. Isso lhe fortaleceu a fé e ele se encheu de confiança.

A Formação do Exército de Gideão

Vieram atendendo ao chamado de Gideão, ao todo, trinta e dois mil homens,. Mas o Senhor lhe disse que eram muitos, e que, para que não se dissesse que ganharam por sua própria força, recomendou que mandasse de volta os que não estavam preparados, os tímidos e medrosos (Jz. 7:2). Obediente, Gideão manda voltar vinte mil homens para casa. Mesmo assim o Senhor disse que restaram muitos, mandou-os descer até o rio e disse: “aqueles que beberem água com a língua, de joelhos, agachados como cachorrinhos, separa-os e mande que volte (Jz. 7:4-7). Os que usarem as mãos para levar água até a boca, estes irão para a guerra contigo” (Jz.7:4-7). Os que foram escolhidos somaram a quantia de trezentos (Jz. 7:7). Esses homens foram os escolhidos para lutarem ao lado de Gideão, o qual prometeu entregar a vitória.

O Inimigo Sabe Quando Deus Determina a Vitória

Deus disse a Gideão para descer ao arraial pois os entregaria em suas mãos (Jz.7:9). Quando chegou próximo do local onde estavam os midianitas e amalequitas, Gideão, ocultando-se, viu que eram em número muito grande (Jz.7:12). Um pouco mais adiante, presenciou uma cena onde um homem contava ao seu companheiro que tivera um sonho estranho e contando, eis que o outro lhe disse que o sonho revelava que Deus havia dado aquele lugar nas mãos de Gideão assim como também as suas vidas (midianitas)  (Jz. 7:13-14). Ouvindo isso, Gideão se encheu de alegria e voltou rapidamente para o acampamento para contar aos seus soldados (Jz.7:15), já se preparando para o ataque.

Estratégia de Deus no Combate ao Inimigo


Disse Deus a Gideão: “Dê a cada soldado uma trombeta e um jarro com uma tocha dentro. A noite, vá até o lugar onde o povo inimigo está, acenda as tochas, coloque dentro dos vasos e, quando for dado o sinal, quebre os vasos e toque as trombetas ao mesmo tempo” (jz.7:16-17). Gideão orientou seus homens, tal qual o Senhor lhe dissera . Quando os inimigos ouviram o barulho de todos aqueles vasos quebrando e as trombetas tocando, e vendo as luzes das tochas a brilharem, ouvindo o que diziam os soldados “espada do Senhor e de Gideão” (Jz. 7:20), se apavoraram porque pensaram serem eles em número muito grande. 



Desorientados e assustados lutaram entre si sem o perceber. O povo de Deus nem precisou lutar, venceram a guerra pela fé e pela obediência (Jz.7:15-25). Alguns fugiram, mas Gideão, juntamente com os seus aliados seguiram em seu encalço e os capturaram depois de grande luta (Jz.8.1-21).



Gideão Recusa ser Rei

Os Israelitas ficaram satisfeitos com a atuação de Gideão e pediram que se instalasse com sua família naquele lugar e governasse sobre eles como rei. Porém, Gideão reconheceu que suas vitórias se deram porque o Senhor era com ele, e que, portanto, as honras deveriam ser para Ele, que era o legítimo rei. No entanto, por pura vaidade, requereu junto ao povo  recompensa em jóias de ouro, distribuídas como despojo de guerra. Com elas, mandou fazer um manto sacerdotal (Éfode) (Jz.8:27) para si.

Deus não se agradou disso porque essa indumentária estava promovendo entre o povo a idolatria. Na verdade ele passou a ser venerado. O orgulho se estabeleceu em sua vida e levou-o a pecar (Jz.8:22-27).  Não bastando ter muitas mulheres e com elas ter tido setenta filhos, envolveu-se em Siquém, com uma concubina e com ela teve outro filho, cujo nome era Abimeleque. As consequências desse relacionamento foram trágicas para a sua família após a sua morte (Jz.8:30-31). Gideão permaneceu como juiz por quarenta anos e durante o seu governo, houve paz.     
    
Conclusão

Gideão foi, dentre os juízes o mais nobre. Destacou-se pela sua coragem, obediência e determinação. É considerado como um dos heróis da fé (Hb.11:32).  Foi um homem revestido pelo poder de Deus e por isso foi vitorioso nas muitas batalhas. Reconheceu a sua insignificância tanto no momento em que o anjo lhe veio em Ofra, convocá-lo para a tão grandiosa missão que desempenhou tão bem, quanto no momento em que o povo o quis colocá-lo por rei. Reconheceu que a vitória pertencia a Deus e que só Ele era digno de todas as honra, porque era o único rei de Israel.

Embora essa atitude denote uma grandeza espiritual tremenda e humildade, por outro lado, já no final de sua vida, manifesta algumas atitudes ambíguas. Ao final da guerra contra os midianitas, promove arrecadação de peças de ouro do despojo e manda fazer para si  um éfode (manto) sacerdotal sem a permissão de Deus, que acaba promovendo a idolatria por parte do povo.  Essa veneração do povo provoca a vaidade e pela vaidade o pecado entra em seu coração e acaba destruindo a sua família algum tempo mais tarde.

2 comentários:

  1. Excelente
    estudo.
    Parabéns pelo blog!
    Deus continue abençoando!

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  2. Que bom que você gostou Neiva,
    continue a visitar o blog e deixar sua opinião pois é muito importante para nós.
    A paz do Senhor seja convosco.

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