quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O Espirito Santo: A Terceira Pessoa da Trindade

 "O Espírito da verdade [. . .] vos guiará a toda a verdade" (João 16:13)

Reflexão Sobre o Tema

O Espírito Santo sempre atuou de forma esporádica no mundo, desde a criação e em muitas situações durante o percurso da humanidade em missões especiais. No entanto, a manifestação gloriosa de seu poder só foi conhecida a partir do Pentecoste, onde houve um derramamento muito grande sobre o povo de Deus, em cumprimento das profecias de Joel que anunciava há muito, um novo tempo para a Igreja do nosso Senhor Jesus Cristo.

A Palavra do Senhor nos revela que Deus, embora sendo único, subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. Portanto, o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade. Ao sermos salvos, ele passa a residir em nossos corações como um selo que autentica a propriedade do Senhor Jesus.

O Espírito Santo nos convence do pecado da justiça e do juízo (Jo.16:8). Sem ele, estaríamos condenados, porque a cegueira espiritual do homem natural não lhe permite reconhecer a sua condição pecaminosa e, portanto, sem arrependimento não há perdão, e sem perdão, não há salvação.

Ao sermos salvos, passamos a ser conduzidos pelo Espírito Santo (Gl.5:18). Como amigo, ele nos conhece e sabe das nossas fraquezas e sabe, também, que muitas vezes, não sabemos nem mesmo o que e nem como pedir, por isso, intercede em nosso favor com gemidos inexprimíveis (Rm.8:26).

Através de seus frutos, ele nos aperfeiçoa (Gl.5:18-22), dia após dia, até atingirmos a estatura de “varão perfeito”(Ef.4:13b). Esse amadurecimento espiritual se dá pelo conhecimento da Palavra de Deus que nos é revelada por ele. Quanto mais buscarmos o entendimento da mensagem de Deus, mais nos ajustaremos aos seus propósitos e melhor será a nossa contribuição na edificação da Igreja.

Para que tudo isso aconteça, se faz necessário nos colocarmos no centro da vontade de Deus. Esta posição requer a obediência, ou seja, o ato de negar a si mesmo (Gl.5:24; Rm.12:1-2), para que a vontade de Deus se cumpra soberanamente em nossas vidas. Amém, queridos!

Imagens Especiais 

Obrigado Senhor!
PLANO DE AULA

Tema: Espírito Santo - Terceira Pessoa da Trindade

Texto-Base: Atos 16:1-8

Versículo para Memorizar: "O Espírito da verdade [. . .] vos guiará a toda a verdade" (João 16:13)

Objetivo

Fazer compreender que Deus embora seja um só (Uno) subsiste em três, Pai, Filho e Espírito Santo e que embora atuem conjuntamente desde a criação e apresentem as mesmas características da divindade, desempenham  funções específicas na grandiosa obra de Deus.

Introdução

Este estudo pretende contribuir com subsídios sobre a pessoa do Espírito Santo para trabalho de evangelização com crianças e adolescentes. O conhecimento da Palavra de Deus é a base principal para alicerçar a fé (Rm.10:17) cristã. Portanto, não podemos nos omitir de levar o Evangelho aos pequeninos para que cresçam na graça e na sabedoria. A Palavra do Senhor nos revela e pela fé cremos, que Deus, embora sendo um, subsiste em três pessoas. Nesta aula estaremos abordando a temática referente a Terceira pessoa da Trindade. 

Procedimento – Apresentar o tema com suporte visual (Slides) e desenho (animação) sobre o Pentecoste.  Realizar o estudo com ajuda do roteiro bíblico previamente elaborado para facilitar a pesquisa. 

Contação de História

Terceira Pessoa da Trindade

Conhecer a pessoa do Espírito Santo nos remete ao entendimento da Trindade. Deus é uno, no entanto, subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, os quais cooperam em conjunto, desde o início da criação (Gn.1:1-3).  Jesus se refere ao Espírito Santo (ruach em hebraico, pneuma em grego e spiritus em latim), também como Consolador - Parákletosgr  (Jo.14:16, 26; 15:26; 16:7b), Espírito da Verdade (Jo.14:16).

Natureza do  Espírito Santo

Quando Jesus se refere ao Espírito Santo, faz uma distinção de si mesmo dando a entender tratar-se de outra pessoa “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador” (Jo.14:16a), de alguém que daria continuidade a obra de Deus como um substituto, já prevendo que não mais estaria  fisicamente entre nós (Jo.14:18-19).

Por outro lado, embora fique bem clara essa distinção de pessoas, Jesus volta a dizer em outro momento, “Não vos deixarei órfãos, voltarei (Eu mesmo) para vós” (Jo.14:18), demonstrando que A Pessoa do Espírito Santo e Ele, Jesus, possuem a mesma  essência.

Da mesma forma, Jesus dá a entender que a Trindade opera em conjunto quando diz no plural “[...] viremos para ele e faremos nele morada” (Jo.14:23b). Nessa passagem Jesus está afirmando que estaria presente na nossa vida, Ele e o Pai, na pessoa do Espírito Santo, assim deixando claro, também, a essência do Pai no Espírito Santo. Nesta íntima relação, o Espírito Santo é revelado ora como o Espírito do Filho, Cristo (1Pe.1:11) e ora como o Espírito do Pai (Mt.19:20) e ora revelando sua própria identidade (Jo.14:16-26; 1Co.12;8)..

Características do Espírito Santo

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade (Mc.1:11). Ele possui todas as características da divindade, é 1Eterno (Hb.9:14), 2Onipresente (Sl.139:7-8) e 3Onisciênte (1Co.2:10). É soberano e opera conforme sua própria vontade. Ele pensa (Rm.8:27),  toma  decisões (At.13:2), dá ordens (At.16:6-7) distribui dons e capacita o crente (1Co.12:4-6,11). É uma pessoa que tem sentimentos e isso fica evidente em seu relacionamento com os homens, porque demonstra que ama (Rm.15:30), sente ciúmes (Tg.4:5) e se entristece (Ef.4:30).

Atuação do Espírito Santo no Antigo Testamento

O Espírito Santo no Antigo Testamento sempre esteve ativo  em situações específicas. Quando se manifestava era para inspirar o homem para alguma tarefa especial como no caso de José capacitando-o a agir diante do Faraó (Gn.41:38-41) ou ainda no período teocrático vindo sobre a vida dos juízes, preparando-os para a obra de Deus (Jz.3:9; 6:34; 11:29; 14:4-6; 15:14-16).

O Espírito Santo vinha, realizava uma missão e voltava, não permanecendo. Também, consta no livro de Gênese referências quanto ao trabalho conjunto realizado pela Trindade na criação, “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas (Gn.1:2), preparando tudo para que se efetivasse o ‘haja de Deus’ (vs.3). A sua atuação durante o decorrer de toda a trajetória do Antigo Testamento foi de  preparação para o advento de Cristo. 

Referências ao  Espírito Santo no Antigo Testamento

Há muitas referências no A.T quanto aos termos utilizados para se referir ao Espírito Santo. Em algumas situações aparece simplesmente, “Espírito”, sem nenhuma especificação. Outras vezes, “Espírito de Deus” ou “Espírito do Senhor”. Somente em Salmos aparece como “Espírito Santo” (Sl. 51:11;63:10,11).

 A Vinda do Espírito Santo é Anunciada por Jesus

Embora a presença do Espírito Santo seja notória  em muitas situações, sobretudo na efetivação da concepção e do nascimento de Jesus (Mt.1:18-20b; Lc.1:27), no Seu  Batismo  (Mt.3:16; Mc.1:10) e no episódio da tentação no deserto (Mt.4:1; Mc.1:12; Lc.4:14), a plenitude de seu poder só foi revelada posteriormente ao ministério de Jesus, sobretudo do episódio de Pentecoste.

A sua  vinda efetiva somente foi anunciada aos discípulos pouco antes da morte de Jesus, como um compromisso de continuidade de seu trabalho e certeza de não deixá-los sem suporte  (Jo.16:7; 7:39), pois viria depois dEle  um Consolador (Jo16:6). Se  haveria de vir, significa que não estava ainda de forma atuante no mundo mas que seria enviado pelo Pai (Jo.14:16,26; 15:25) com esta finalidade para o cumprimento da grandiosa obra de Deus.

Derramamento do Espírito Santo

No livro de Joel (Jl. 2:28), o profeta prediz o derramamento do Espírito Santo sobre toda a Terra. No dia do Pentecoste, Pedro relembrou essa profecia dizendo tratar-se do cumprimento de uma promessa que diz, “E nos últimos dias, acontecerá, diz Deus,  que do meu  Espírito derramarei sobre toda a carne, e os vossos filhos profetizarão, e os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (At. 2:14-17).

Esse momento marcou uma nova etapa na relação do Espírito santo para com o povo de Deus e com as Igrejas. A presença do  Espírito Santo se tornou acessível a todo convertido, passando a habitar em seus corações (1Co.6:15-19; 3:36; Rm. 8;9) e conduzir a Igreja.

Atuação do Espírito Santo no Novo Testamento

A descida do Espírito Santo no Novo Testamento, objetiva dar continuidade a grandiosa obra do Senhor. A sua proximidade em relação à humanidade promove uma ação mais eficiente no processo de arrependimento, porque é ele que nos convence do pecado (Jo.16:7-8), da justiça e do juízo (Jo.16:8). É ele que nos revela a verdade sobre a pessoa de Jesus e a testifica (Jo.14:16; 15:26) , nos torna membros  do corpo de Cristo (1Co. 12:13) e produz em nós o seu fruto (Gl. 5:22.

No ato da conversão, pela aceitação de Jesus como único e suficiente Salvador, passa a habitar em nossos corações (Jo.3:3-6; 20:22) e nos leva a ter uma íntima comunhão com Jesus ( Jo.14:16-18,26). A estreita comunhão com o Espírito Santo e sua influência santificadora (Rm.8:9; 1Co.6:19), promove em nós a libertação da servidão do pecado (Rm.8:2-4; Gl.5:16-17, 2Ts.2:13), nos consola em momentos de tribulação (Jo.14:16; 1Ts.1:6).

Ele se comove com nosso sofrimento e quando clamamos a Deus,  intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm.8:26-27). Ao nos tornarmos  membros do corpo de Cristo, ele nos capacita nos concedendo dons espirituais para que possamos contribuir de forma positiva na edificação da Igreja. Também é ele quem nos dá revelação das Escrituras para a proclamação da Palavra (At. 1:8, 16:14-15; 1Co.2:12; 2Tm.3:15-17; Ef.6:17b).

O pecado que não tem perdão

A Bíblia nos ensina que o único pecado que não tem perdão é  blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt.12:31-32). A blasfêmia contra Deus, ou qualquer outro pecado, por mais terrível que possa parecer, ainda assim é passível de perdão.

Em princípio parece meio estranho essa afirmação, mas se considerarmos o fato de que é o Espírito Santo quem nos convence do pecado e nos leva ao arrependimento, então, em qualquer uma das situações que foram mencionadas, ele atua em nosso favor, nos conduzindo ao arrependimento e dessa forma obtemos o perdão.

Porém, se o ofendermos, ele se entristece e se afasta. Com o seu afastamento, perdemos a única oportunidade de arrependimento, condição essencial para recebermos perdão (Atos 2:32) e sermos salvos. Assim, torna-se compreensível que o único pecado que nos leva à condenação eterna é essa.

Símbolos do Espírito Santo

Importa saber que simbologia é algo representativo e deve ser compreendido de forma figurada e ilustrativa, até mesmo poética porque nela não há o rigor da exegese

Fogo -  O fogo é muito utilizado na refinação e purificação do ouro. No dia de Pentecoste “foram vistas línguas de fogo” (At.2:3; Is.4:4) sobre os que estavam ali, representando o batismo no Espírito Santo. O fogo  (Lc 3.16) é mencionado como aquele que queima (Hb 12.29), consome (1 Co 3.13-15), limpa (Is 6.1-7), derrete (At 2.37), endurece (At 20.23, 24), aquece (Lc 24.32, 33), ilumina (Sl 78.14, Gl 5.18). Assim, entendemos que o crente, assim como o ouro, é provado antes de ser aprovado.

Água -  A água é um elemento essencial à vida e por isso,  também representa a presença do Espírito Santo (Is. 44:3) em nossas vidas,  como aquele que nos limpa (Hb.10:22) e purifica de ‘toda imundície’ (Is.4:4). A água também, representa a oportunidade de um novo nascimento em Cristo Jesus (Jo.3:3,5). Essa água é aquela que sacia a nossa sede espiritual a qual Jesus apresentou à mulher samaritana (Jo.4:14). É a mesma água que rega (Jó 14.9; Is 44.4) e  fertiliza (Is 44.3) a terra seca do nosso coração.

Vento - A palavra hebraica ruach tem amplo alcance semântico. Pode significar "sopro", "espírito" ou "vento. O vento pode ser suave como uma brisa que refresca e refrigera nosso espírito, como também impetuoso como um furação quando opera com poder.  Embora não possamos vê-lo, seus efeitos são visíveis.

No dia de Pentecoste o Espírito Santo se manifesta como um “vento impetuoso”, revelando  toda a sua força e poder  (At. 2:2, 37:41), como um refrigério pelo senso da presença de Deus (At 2.1-4) e também, em João como o vento que aparece onde quer (Jo.3:8), revelando a sua soberania.

Óleo - O Óleo ou azeite, mencionado em Mateus é revelado como o ato da vigilância necessárias na vida do crente, pois não sabemos nem o dia e nem a hora que o noivo (Jesus) voltará (Mt.25:1-4). O óleo enquanto azeite  (Zc 4.2-6; Êx 30.30; Lv 8.12; 1 Sm 10.1; 16.13, Hb 1.9) é aquele que mantém as lâmpadas acesas e simboliza a presença do Espírito Santo atuante em nossos corações nos permitindo a comunhão com Jesus, até o dia de sua volta.

Jesus nos recomendou “vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt.26:41). A carne é fraca e não podemos contar com as nossas próprias forças e por isso somos necessitados do revestimento do Espírito Santo em nossas vidas.  

O óleo também representa a unção do Espírito Santo que foi derramado sobre Jesus, capacitando-o a operar os milagres (Lc.4:18 ). Esse mesmo espírito é o que distribui os dons espirituais a fim de capacitar o crente a cooperar na edificação da Igreja, cada um segundo o dom que lhe foi concedido (1Co.12:4-11).

No Antigo Testamento, o azeite  era usado, primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh, e depois, os reis e os profetas. Portanto, o azeite era e ainda o é  símbolo da consagração divina daqueles que são escolhidos para realizar um serviço no reino de DEUS.

Pomba -  A pomba representa  pureza, mansidão, paz,  lealdade amabilidade (Mt.3:16; Jo..:17-17; Jo.1:32). A presença do Espírito Santo nos tranqüiliza, mesmo quando estamos enfrentando grandes  tribulações, ele nos concede uma paz que excede a todo entendimento humano.

SeloO selo (Ef 1.13; 2 Tm 2.19) significava o direito à propriedade  (Rm.8:9) e era a garantia, penhor (Ef 1.13-14; 2 Co 5.5), legitimidade, proteção e autoridade (Mt 27.66) que vinha lacrado (Ef.1:13) de forma única e original. Também representava a prova  de pagamento, penhor  (Ef.1:14). Assim, a presença do Espírito Santo na vida do crente significa que temos um Senhor e que fomos comprados por um alto preço (Is.53:5; Jo.3:16).


Conclusão

O estudo do Espírito Santo nos permite compreender a dimensão grandiosa e perfeita do amor de Deus para com a humanidade. Embora sendo um único Deus , Ele subsiste em três pessoas,   Pai, Filho e Espírito Santo, formando uma Trindade. Tudo fez para a perfeição de sua criação. Porém, ao nos conceder o livre-arbítrio, nos desviamos (condição adâmica) de seus propósitos e nos tornamos reféns do pecado, perdendo a comunhão com Ele.

Mas mesmo assim, Ele não desistiu de nós.  Enviou seu Filho amado para pagar o preço pelo nosso resgate e conceder, pela sua graça, a presença atuante do Espírito Santo com o propósito de agir diretamente em nosso coração, nos conduzindo ao arrependimento.

A maneira que o Espírito Santo age é linda, Ele coloca diante de nós  a imagem perfeita de Deus em contraste com as nossas imperfeições, nos convencendo naturalmente, das nossas iniqüidades (2Co.3:18), assim, nos conduzindo à presença de Cristo, único e suficiente Salvador.  

Após sermos feitos filhos de Deus, o Espírito Santo passa a atuar mais diretamente junto a nós, como um amigo. A sua presença nos restaura nos santifica e nos purifica, e nos devolve a possibilidade de termos novamente intimidade com Deus. Por tudo isso, sua presença não deve ser extinta do meio de nós (1Ts.5:19), ao contrário, somos necessitados de sua intervenção, de seu carinho e intercessão.

Sonia Oliveira


Veja aqui alguns dos Estudos disponíveis no Arquivo do blog:
  1. Samuel - Resposta ao chamado de Deus
  2. Juizes - Período Teocrático 
  3. Sansão - Exemplo de Imaturidade 
  4. Gideão - Um Homem Revestido de Poder 
  5. Abimeleque - Ambição Sem Limites 
  6. José do Egito 
  7. Josué e Calebe - Enfrentando o Gigante do Medo 
  8. Josué - A Derrota de Ai 
  9. Palavra de Deus - Uma Mensagem Transformadora 
  10. Evangelizar é Preciso! 
  11. A Vontade Soberana de Deus 
  12. O Espírito Santo a Terceira Pessoa da Trindade 
  13. Páscoa Cristã 
  14. Dons Espirituais 
  15. Missões com Excelência - A boa semente

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Armaduras de Deus : Revestimento do Crente em dias de Batalhas




Revesti-vos de todas as armaduras de Deus para  que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6:11)

Reflexão sobre o Tema

Este estudo traz uma breve reflexão em torno de questões relevantes a respeito das lutas travadas no campo espiritual as quais todos nós estamos sujeitos. Jesus não  prometeu tranqüilidade e vida mansa ao crente, antes porém, fez uma advertência para que cada um tomasse  a sua cruz e o seguisse (Lc.9:23). Não nos escondeu que muitas seriam as  aflições que teríamos, mas que Ele mesmo nos livraria de todas  elas (Sl. 34:19).

Compreendemos então, que não é pela nossa força, mas pelo poder de Deus que somos mais que vencedores (Rm.8:37). Em todas as batalhas, temos que estar revestidos desse poder  (Lc.24:49b; Ef. 6:10) e dessa autoridade para sermos bem sucedidos nos propósitos que nos compete realizar dentro da obra de Deus.

Paulo foi muito didático ao utilizar uma linguagem tão simples para tratar de algo tão sério. Essa é uma característica peculiar a um mestre, o de facilitar o entendimento do aprendiz. A Palavra de Deus traduz a sabedoria divina, mas não pode ser compreendida senão pela revelação do Espírito Santo. Porém, Deus capacita pessoas para intermediar essa compreensão colocando sob sua responsabilidade os que necessitam do aprendizado.

Paulo demonstra grande preocupação com a Igreja de Éfeso e com a noção deficiente que ainda tinham acerca das Escrituras. Ao escrever esta epístola, estava na prisão, mas ainda assim, preocupava-se em orientar os irmãos nascentes na fé a preparar-se adequadamente para os dias de tribulação e lutas.

Essa advertência nos cabe também, nos dias atuais, pois embora as circunstâncias sejam outras, o inimigo é o mesmo e suas intenções não mudaram. Ao aceitarmos o Plano de Salvação, nos tornamos alvo de suas perseguições. Para vencermos essas batalhas necessitamos trilhar o caminho da fé, que passa pelo conhecimento da Palavra e pela oração contínua (Ef. 6.10-18). Amém, irmãos! Que Deus os abençoe em sua  caminhada.


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Obrigado Senhor!


PLANO DE AULA

Tema:  Armaduras de Deus: Revestimento do Crente em dias de Batalhas
Texto Base: Efésios 6:10-17

Versículo para Memorizar:Revesti-vos de todas as armaduras de Deus para  que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6:11).

Objetivos

Ensinar as crianças, por meio do estudo da Palavra que embora elas sejam ainda pequenas o inimigo investe pesado contra suas vidas. Explicar que  Deus não desampara os que confiam nEle, que em  dias difíceis devemos nos revestir na força do Seu poder usando as armaduras   espirituais necessária a fim de vencermos o mal.

Introdução

Um soldado, antes de ser conduzido ao campo de batalha, recebe um treinamento para aprender a manejar as armas e também, a se precaver contra as investidas do inimigo.  Também, nós, quando chamados a integrar o exército de Cristo, temos que passar pelo treinamento, a fim de aprendermos a manejar a espada (Palavra), e nos revestir com as armaduras de Deus no combate contra  satanás e seus demônios. O povo de Deus tem sido derrotado, muitas  das vezes, por falta de conhecimento, diz a Palavra do Senhor (Oz.4:6). Não importa o tamanho do gigante que se  apresente diante de nós, porque pela fé, somos mais que vencedores em Cristo Jesus (1Jo.5:4;  Rm.8:31).

Procedimento: Em círculo, apresentar o tema, utilizando recursos audiovisuais a fim de alcançar os objetivos. Em seguida, seguindo um roteiro de estudo previamente elaborado, levar as crianças a pesquisar na Bíblia todas as passagens referentes ao tema. Desenhos poderão ser entregues às crianças menores que não conseguem escrever, mas só após terem participado do estudo, juntamente com as demais. 

Contação da História      

Armaduras de Deus

Todo crente é alistado no Exército de Cristo e sabe contra quem que ele tem que lutar. O inimigo é ardiloso e cruel e não brinca de ser o que é. Cabe ao soldado revestir-se com as armaduras adequadas para resistir aos dias de lutas, sabendo entretanto, que quem vai adiante nesse combate  é o próprio  general, Cristo, vencedor de todo  as batalhas.

Paulo  estava preso quando escreveu esta epístola aos efésios (Ef.3:1; 4:1; 6:20). Ele conhecia por experiência, quão grande é a fúria do inimigo contra aqueles que cooperam na obra do Senhor. Certamente estava em grande tribulação mas ainda assim, preocupava-se em alicerçar espiritualmente os que ainda eram nascentes na fé para que suportassem os dias maus usando os recursos espirituais disponíveis a todo cristão,  dizendo: “fortalecei-vos no Senhor e na força de Seu poder” (Ef.6:10b).

Complementou sua fala ensinando-os como proceder em dias de luta: “Revesti-vos de ’toda armadura de Deus’, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Vs.11).

Explicou ainda, que as lutas travadas não seriam contra os irmãos e sim, “contra os  principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Vs.12).

Portanto, não seria com armas físicas que deveriam lutar,  mas com armas espirituais. Fazendo analogia com as armaduras de um guerreiro medieval, Paulo sugere um revestimento especial  no combate a satanás, orientando:  “[...] tomai toda a ‘armadura de  Deus’, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficai firmes”’ (Vs.13). Disse isso porque a Palavra do Senhor nos dá a certeza de que “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra” (Sl.34:7).  

Equipamentos Necessários em dias de Combate

Quando Paulo se referiu às armaduras de Deus ele tinha em mente, certamente um tipo de equipamento utilizado pelos soldados romanos em dias de combate. Esses acessórios serviam para protegê-los dos ataques do inimigo. Os equipamentos (Vs.13) mencionados  são capacete, cinto, couraça, sandálias (ou calçados), escudo e espada.

Cinto da Verdade

Paulo fala abertamente sobre a situação para que não houvesse dúvidas quanto ao perigo a que estavam expostos, mas finaliza tranqüilizando-os e ao mesmo tempo instruindo-os como proceder em dias de luta travada contra o inimigo: “Estais, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade (Vs.14a).

O  cinto do soldado romano era feito de couro e  colocado em torno da cintura ou quadril  servindo para firmar a armadura, sustentando-a para não se desprender do corpo, e também, para  guardar a espada ou faca.

Paulo fez uma analogia, trazendo essa situação para o campo espiritual, dizendo aos seus irmãos em Cristo para “cingir os lombos com a verdade”. A verdade para o crente é uma só, Jesus, pois Ele mesmo disse:” Eu sou a verdade o caminho e a vida” (Jo.13:6). Sem ele, estamos sujeitos a toda tipo de engano.

Cingir significa, dentre outras coisas envolver, cercar, rodear, ajustar. Portanto, essa afirmação nos leva a compreender que sem o cinto da verdade não há como firmar a armadura. Em outras palavras, sem Cristo, é vão o nosso esforço contra o inimigo.

Satanás é o pai da mentira por excelência (Jo.8:44) e assim sendo, estará sempre tentando nos confundir com seus ardis para nos tirar da presença de Deus (Sl. 101:7; Ap.22:5). Por isso o nosso coração deve estar resguardado com uma proteção especial para resistir aos dardos inflamados do inimigo. 

Jesus nos deixou um mapa seguro que orienta nossa caminhada até Deus, a Sua Palavra: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo. 8:32).  A liberdade tanto é maior quanto o grau de conhecimento, pois diminui a possibilidade de sermos enganados por falsas doutrinas  (Gl.1:8).  O verdadeiro compromisso com a verdade consiste em cumprir com os mandamentos de Deus: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo.14:16a).

Couraça da Justiça

A couraça era uma parte da armadura utilizada pelos soldados romanos que garantia a proteção do tórax , parte do corpo humano que envolve órgãos vitais, como o coração. O  coração, no sentido figurado é sede das emoções e do sentimentos. É nessa área que Satanás investe contra as nossas vidas. Ele conhece a nossa natureza pecaminosa e por isso lança suas acusações para nos entristecer e nos tirar da presença de Deus.

Em tempos de batalha, Paulo recomenda não um revestimento qualquer, mas um revestimento que vem de Deus (Ef.6:11). Nisso compreendemos que não é com as nossas possibilidades humanas, que devemos lutar, mas com aquela que nos é concedida por Deus. Nesse caso, a couraça mencionada se refere à justiça de Deus.

A justiça, do ponto de vista humano é limitada e falha. Por isso, nenhum poder tem para combater o inimigo. Mas a justificação que nos é concedida pela fé em Cristo Jesus (Rm.3:23), nos isenta de toda condenação (Rm.8:1), porque o justo juiz, Jesus (Hb.4:14-16), veio ao mundo para nos libertar do jugo do pecado, nos oferecer o perdão (Jo.1:29) e nos conceder a salvação (At.10:43; Rm.4:6-83:4).

Portanto, diz a Palavra, “ninguém será justificado pela obra da lei” (Rm.3:23), ou seja, pelos seus méritos,  e sim pela graça (Rm.11:6). A palavra graça nos remete a idéia de gratuidade. Para que ninguém  glorie em si  mesmo (Ef.2:8-9). Entretanto, uma vez salvo e remido, temos que nos espelhar na natureza moral de Cristo (Rm.8:29), procurando viver em santidade, para que o inimigo não encontre em nós, ocasião para nos acusar.

Mas se acontecer de incorrermos em alguma falha, e , movido pela ação do Espírito Santo, nos arrependermos, ainda assim, temos em Cristo o nosso advogado (1Jo.2:1) que nos defende do acusador (Ap.12:10b) para que  toda a Sua justiça seja cumprida em nossas vidas ((Rm.8:1).

Calçados
Ao nos alistarmos no  exército de Cristo, somos convocados a iniciar uma marcha que exige preparação. A  preparação se refere ao conhecimento  das Escrituras Sagradas, a fim de nos tornarmos porta-voz das Boas Novas (Is.52:7-9), levando o Evangelho a toda a criatura, atendendo ao Ide (Mc.16:15), proposto a todo crente.
Paulo acrescenta o calçado como um elemento indispensável para a caminhada do guerreiro   dizendo: “e calçados os pés na preparação do evangelho da paz”. Os pés são membros que permitem a locomoção, o deslocamento do corpo.  Os calçados protegem os pés de todo tipo de contaminação que possa haver  durante a caminhada.
Assim, como membros do corpo de Cristo, somos convidados a nos deslocarmos, a nos colocarmos em movimento, saindo do conforto das Igrejas para que o Evangelho chegue aos confins de toda a Terra. É uma chamado missionário que exige preparação.
Os calçados nesse sentido é o próprio evangelho o qual  deve permear o nosso caminhar (2 Co.5:17-20), o nosso agir, transformando-nos pelo entendimento da vontade de Deus (Rm.12:2). Devemos buscar o conhecimento da mesma forma que Deus recomendou a Josué que o fizesse, nela meditando  dia e  noite (Js.1:8), e nisso tudo estando vigilante (Mc.14:38) porque o inimigo é ardiloso e ataca sem parar.
Uma das estratégias de Satanás é distorcer o entendimento das Escrituras Sagradas. E muitos há que estão sendo enganados por falsos profetas (2 Pe.2:1) que disseminam heresias. O verdadeiro soldado de Cristo, deve precaver-se contra essas ciladas, munindo-se de todo conhecimento e por fim, estando sempre de   prontidão para servir ao Grande General, Cristo.

Escudo  
A fé é o elemento que movimenta o sobrenatural de Deus, não há como vencer as trevas com os recursos humanos, por isso Paulo recomenda: “Tomando sobretudo o escudo da fé, com a qual podereis aplacar todos os dardos inflamados do inimigo” (Ef..6:16)? Na verdade, tomou como referência uma das armas defensivas do exércitos romanos, para ilustrar o quanto é importante o alicerce da fé em dias de guerra.
O cristão sabe que é alvo constante dos ataque de Satanás. Por isso deve estar revestido de toda confiança e certeza nAquele que o convocou para a  luta armada. Pela fé, temos a certeza de que “em todas as coisas, porém, somos mais que vencedores” (Rm. 8:37a).
Temos ainda a convicção de que  “maior é o que está em nós do que o que está no mundo” (1 Jo.4:4b). Não devemos subestimar o inimigo, mas a nossa fé em Deus jamais será abalada se estiver bem alicerçada no conhecimento. No combate espiritual, a nossa maior arma de defesa é a fé (Hb.11:1).
Paulo, ao final de sua carreira apostólica declarou “combati o bom combate, terminei a corrida e guardei a fé” (2 Tm.4:8). Paulo nesse caso, se referia as muitas lutas que teve que enfrentar por amor a Cristo e a propagação do Evangelho. Mas concluiu satisfeito que sabia porque lutava e que valera a pena, porque sabia qual seria o seu galardão diante de Deus.
Para o mundo, a fé em Deus parece loucura. Mas não se trata de algo irracional e sim, fruto da certeza, por meio do conhecimento da Palavra (Rm.10:17) de todas as promessas de Deus. Lutamos sim, sabendo o porquê de nossas lutas, na certeza de que seremos vitoriosos porque assim diz a Palavra de Deus: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo.5:4).
A fé, portanto, nos resguarda o coração de todos os dardos inflamados do inimigo e movimenta o sobrenatural de Deus que nos garante a vitória, assim como fez com Josué, na tomada de Jericó (Js.6:1-5, 15,16,20). Josué foi vitorioso porque guardou no coração os mandamentos de Deus, perseverou, creu e soube esperar o tempo de Deus.

Capacete da Salvação
O capacete era, para o soldado romano, assim como é hoje, para o motoqueiro, um equipamento de segurança extremamente necessário e importante, porque protege a cabeça. Na cabeça reside o cérebro, responsável pelo nosso intelecto, nossa capacidade de compreensão e de tomada de decisões. Por esta razão,  Satanás investe grandemente,contra nossas vidas nessa área específica, para nos confundir e  nos entristecer e muitas vezes, tentando nos fazer retroceder..
A  condição para sermos revestidos de todas as armaduras de Deus é aceitarmos o Plano de Salvação (Jo. 3:16). Por meio da salvação, o Espírito Santo passa a controlar, como um piloto faz à aeronave, todo o nosso ser.  Ao nos submetermos à vontade de Deus, automaticamente, o inimigo não se agrada e por isso não desiste das suas artimanhas ardilosas.
O capacete da salvação protege a cabeça do crente (Sl. 140:7) contra todos os dardos inflamados do inimigo e toda sorte de engano (2 Co.11:3). Nos possibilita um nível de consciência maior, despertando a necessidade de santificação.
Em meio a tantas batalhas, Paulo nos orienta a manter a nossa mente pura e limpa, procurando fazer tudo o que é correto (Fp.4:8). Sabendo que as nossas lutas e sacrifício não são em vão, e que Deus nos sustenta para não sucumbirmos, porque Ele conhece as nossas fragilidades humanas: “muitas são as aflições do justo, mas o Senhor as livra de todas (Sl. 34:19). Por isso, sabiamente, Paulo nos adverte: ”tomai também, o capacete da salvação”  (Ef.6:17). 

Espada
Finalizou suas recomendações dizendo: “tomai  [...] a espada do espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). O crente tem uma arma poderoso no combate espiritual, a Palavra de Deus revelada pelo Espírito Santo. Um bom soldado, jamais deixa de levar consigo a sua arma.
Jesus foi tentado pelo diabo no deserto por meio da Palavra  (Mt.4:1-10). Da mesma forma,  todo cristão tem pela frente que vencer a batalha da tentação imposta pelo inimigo. Como argumento para nos defender temos a convicção na Palavra de Deus que deve permear o nosso entendimento. .
Quando o escritor dos Hebreus faz referência à Palavra de Deus como uma “espada de dois gumes” (Hb.4:12), se refere ao poder que ela tem de penetrar o mais profundo de nosso ser, de trazer o entendimento (discernir), de transformar a nossa condição espiritual  e cumprir com os propósitos de Deus no campo íntimo de cada criatura, de falar de maneira individualizada a cada pessoa.
Assim, como o corpo físico necessita dos nutrientes contidos nos alimentos, da mesma forma o nosso espírito necessita do alimento espiritual que é a Palavra de Deus, porque “nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que salva” (Mt.4:4b)
Jesus nos ensina grandemente, como vencer as investidas de Satanás. Devemos, portanto, seguir seu exemplo, em primeiro lugar, depositando em Deus toda a nossa confiança e certezas, independente de quais as situações que se apresente (1Jo.5:4; Ef.6:16), buscando o conhecimento das Escrituras (1Jo.2:14; Cl.3:16a) para fazer a vontade de Deus e resistir ao diabo (Tg.4:7; 1Pe.5:9).

Conclusão

Amados em Cristo, temos nesse estudo um panorama geral de como age o inimigo e  como devemos proceder no combate às suas investidas. Paulo foi muito feliz ao utilizar uma linguagem simples para falar de algo tão sério e tão importante. Nessa passagem de Efésios, o apóstolo  trata a respeito das armaduras espirituais, disponíveis a todo crente. Temos nessa leitura a exata compreensão da importância de nos alicerçarmos no conhecimento das Escrituras como única forma de permanecermos no centro da vontade de Deus, cumprindo os seus propósitos e, tendo nela uma arma poderosa contra  Satanás.  

Sonia Oliveira

Veja aqui alguns dos Estudos disponíveis no Arquivo do blog:
  1. Samuel - Resposta ao chamado de Deus
  2. Juizes - Período Teocrático 
  3. Sansão - Exemplo de Imaturidade 
  4. Gideão - Um Homem Revestido de Poder 
  5. Abimeleque - Ambição Sem Limites 
  6. José do Egito 
  7. Josué e Calebe - Enfrentando o Gigante do Medo 
  8. Josué - A Derrota de Ai 
  9. Palavra de Deus - Uma Mensagem Transformadora 
  10. Evangelizar é Preciso! 
  11. A Vontade Soberana de Deus 
  12. O Espírito Santo a Terceira Pessoa da Trindade 
  13. Páscoa Cristã 
  14. Dons Espirituais 
  15. Missões com Excelência - A boa semente