domingo, 29 de novembro de 2015

ELIAS - Relacionamento e Dependência de Deus

Texto base: 1Rs 17.1-6

Versículo para memorizar:

"Elias era uma pessoa comum  como nós. Ele orou fervorosamente, rogando para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio” (Tiago 5.17).

Introdução 

Elias era um homem comum como qualquer um de nós. No entanto, ele orou pedindo que parasse de chover e a chuva parou e por três anos e meio não choveu. O que havia de diferente neste homem que lhe conferia tamanha autoridade? Pouca coisa se sabe sobre esse homem, mas o pouco que a bíblia fala é suficiente para percebermos que ele tinha um relacionamento muito estreito com Deus. Ser profeta de Deus em tempos de apostasia, não é e nunca foi tarefa fácil. Elias não foi poupado de problemas, no entanto, Deus o livrou de todos, conforme veremos neste breve estudo.

Contexto histórico de Elias

O nome Elias significa “o SENHOR é meu Deus”. Antigamente, os nomes das pessoas tinham um significado relacionado a história da pessoa. Pouco se sabe sobre a vida deste profeta, exceto que ele viveu nos dias que Israel estava sendo governado por Acabe. Acabe não estava agradando a Deus pois fazia coisas que eram más aos seus olhos.

“E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele…” (I Rs 16.30,31).

Acabe casou-se com uma moça muito linda de nome Jezabel, que era de nação e de uma cultura totalmente idólatra. O casamento deles não foi aprovado por Deus porque a Lei proibia casamento mistos ou seja com pessoas de outras crenças porque isso traria, como de fato aconteceu, contaminação para a nação de Israel. Como era de se esperar, Acabe acabou servindo ao deus Baal e o adorou e conduziu a nação de Israel à idolatria e a total cegueira espiritual.

“Também Acabe fez um poste-ídolo de madeira e cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel). ( “1Rs 16.33).

Nesse contexto de  idólatria, surge Elias, o profeta.  Elias é  um dos personagens bíblicos mais extraordinários e comoventes da Bíblia.  Era um simples no seu jeito de ser e de vestir:  “Homem vestido de pelos, com os lombos cingidos com um cinto de couro....(2 Rs 1.8), mas com uma autoridade espiritual como jamais se ouvira falar antes. Pela profundidade deste texto, vamos extrair algumas verdades práticas que podem ser aplicadas em nossas vidas:

I -  Oração de um Justo Pode Muito em seus  Efeitos   

Ora, Elias, de Tisbe, em Gileade disse a Acabe: juro pelo nome do SENHOR, o Deus de Israel a quem sirvo que não cairá orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha palavra” (v 1).

Elias, na autoridade de mensageiro de Deus estava proferindo uma mensagem de juízo contra a nação rebelde de Israel que insistia em lhe virar as costas preferindo adorar outros deuses. Deus o honrou como seu servo e assim como ele disse que seria se fez. Aqui vemos o poder da oração de um justo diante de Deus. Elias era um homem comum, nada poderia fazer se não fosse o poder de Deus em sua vida. Enquanto homem, Elias precisou não só de muita fé, mas de coragem ao proferir esta mensagem porque sabia que as suas palavras não seriam bem aceitas e isso lhe custaria um preço. Mesmo assim, ele não se acovardou, preferiu obedecer.

Aplicação: Em todos os tempos, Deus tem  levantado homens corajosos a fim de proferir a sua mensagem e chamar o povo a um concerto. O Deus que operava na vida de Elias é o mesmo, porém, já não se vê tantos prodígios nos dias de hoje.   Qual era o segredo desse homem simples mas com tamanho poder na oração a ponto de Deus ouvir e responder imediatamente? A Bíblia nos ensina que tudo o que pedirmos a Deus em nome de Jesus Ele nos concederá (Jo 4.14), mas porque então nem tudo acontece conforme o que pedimos? Porque o nosso pedido tem que estar alinhado à vontade de Deus. Como conhecer a vontade de Deus se não houver uma proximidade, se não houver um relacionamento profundo? O segredo consiste em reconhecer, antes de tudo, que não é a nossa vontade e sim a vontade soberana de Deus que deve prevalecer. O profeta Elias tinha essa intimidade com Deus. Falava e Deus o honrava porque não falava de si mesmo mas proferia a justiça de Deus, pois estava diante de um povo de coração duro.

II - Deus não Abandona os que lhE são Obedientes – 17 3-6

V 3 - “Saia daqui, vá para o leste e esconda-se perto do riacho de Querite, a leste do Jordão; 4 Você beberá do riacho e dei ordens aos corvos para o alimentarem lá. 6 Os corvos lhe traziam pão e carne de manha e de tarde, e ele bebia água do riacho”.

Tão logo cumpriu sua missão anunciando a seca, Deus enviou o profeta Elias a um lugar distante mas seguro onde ali estaria seguro e receberia a provisão de uma forma milagrosa e surpreendente. Deus usa os instrumentos que Ele quer e tudo tem um propósito. O corvo era um animal considerado imundo pelos israelitas e não lhes era permitido comê-los, pois seriam contaminados. Por essa razão, esta ave poderia transitar livremente sem correr risco de ser capturada por algum dentre o povo.  Mas Deus tem poder para purificar o que dantes não era puro. E assim, Ele usou uma ave rejeitada para levar o suprimento necessário para manter o seu servo vivo durante o período de escassez em que os israelitas estavam passando.

Aplicação: Deus é soberano e faz as coisas não como desejamos ou imaginamos, mas como Ele quer. Os corvos eram considerados imundos, assim como o pecado torna o homem também. Mas quando fomos alcançados pelas misericórdias de Deus Ele nos purificou de todos os pecados e nos limpou de todas as impurezas da alma, não havendo, portanto, motivo para rejeição mesmo sendo o mais vil pecador. Deus pode tornar qualquer pessoa apta para o seu serviço, não importa o tipo de pecado que tenha cometido, desde que haja verdadeiro arrependimento, Deus o purifica, restaura e o torna um instrumento apto para a realização de sua obra.

III - Dependência de Deus – v 5

V 5 – “E ele fez o que o SENHOR lhe havia dito. Foi para o riacho de Querite, a leste do Jordão e ficou lá”

O profeta Elias não reclamou, apenas obedeceu. O caminho não era curto, o lugar para onde deveria ir era difícil e isolado. Sabia que a sua situação não seria fácil naquele lugar, teria um longo período de solidão e escassez. Mas Deus lhe dissera que lhe enviaria a provisão e ele simplesmente confiou e seguiu seu caminho na direção indicada.

Aplicação: O caminho da obediência exige sacrifício. Deus não privou o profeta de passar pelo período de escassez que se abateria sobre Israel, no entanto, garantiu que o sustentaria e o fez de forma incrível e maravilhosa. Assim também é na vida do crente. Deus nem sempre nos priva de situações de aflições,  no entanto, temos a garantia de que Ele nos susterá de alguma forma, muitas vezes de maneira sobrenatural, para que o Seu nome seja glorificado e para que aprendamos a ser dependentes dEle.


Conclusão

Ser cheio do poder de Deus é o que todo crente almeja. Entretanto, há um preço a se pagar e a questão é: será que estamos dispostos ao sacrifício? Vivemos tempos de apostasia, da mesma forma que na época de Elias. Urge a necessidade de homens e mulheres corajosos dispostos a levar a mensagem de Deus pelos quatro cantos do mundo. O problema é que nem todos estão dispostos a obedecer. Nem todos estão dispostos a se sacrificar pelo Evangelho. Deus quer te preparar para ser um Elias, cheio do poder e da unção para ser enviado em missões especiais. Prepare-se e busque em Deus a capacitação.