Missões com Excelência - A Boa Semente







Esboço de palestra:

Congresso de Missões 2012 - “A Boa Semente - Missões com Excelência”.
Realizado pela ADM - ASSEMBLEIA DE DEUS MISSÕES/SEMADEMS - Campo Grande/MS.
Nos dias 14, 15 e 16 de Setembro de 2012

Palestrante: Pastor e Missionário José Satírio dos Santos 
Atuante como missionário em Cúcuta, na Colômbia desde 1974, onde fundou o Centro Cristiano Internacional.  www.Centrocristianointernacional.org

Tema da Palestra: Missões com Excelência
Elementos que proporcionam uma visão, uma palavra e uma ação

Abraão havia enfrentado uma grande batalha em favor do resgate de seu sobrinho Ló onde havia vencido cinco reis (Gn.14). O desgaste foi grande, certamente, porque se encontrava abatido quando então lhe veio o Senhor em visão e disse: “não temas, Abraão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.”(Gn.15:1). 

Abraão havia enriquecido muito, porém, lamentava-se a Deus por não ter um herdeiro. Pensou inclusive em adotar um de seus servos a quem pretendia deixar sua herança (Vs.2). Deus porém, o fez lembrar da promessa que lhe havia feito anteriormente (Gn.11:30), a qual, parecia que já havia esquecido. O Senhor torna a dizer que sua esposa conceberia um filho e este lhe seria por herdeiro legítimo e que sua descendência seria numerosa (Vs.4). Abraão, pela fé reteve a visão e creu na Palavra de Deus.

Mesmo crendo, Abraão não conseguia dimensionar a revelação de Deus, que percebendo, levou-o para além de seus limites humanos e,  mostrando-lhe o céu, disse para contar as estrelas, se assim pudesse, porque da mesma forma seria a sua descendência (Vs.5). Deus continuou  o diálogo, procurando alargar sua visão para que ele pudesse compreender quão grande seria a sua poção na terra (Vs.7). Mas, Abraão continuava dizendo, “mas como?” “de que jeito?”(Vs.7) .

O que Abraão questionava era mais ou menos como seria o processo  para a conquista da sua herança. Deus lhe revela que isso não se daria sem sacrifício (Vs.8). E, para que compreendesse melhor o que lhe havia dito, leva-o a vislumbrar um futuro de quase 400 anos (Vs.14), em que é revelada a saga de seu povo desde a saída do Egito até a conquista da terra prometida.

Quando o Senhor faz menção “grande fazenda”, no final do versículo 14, na verdade, está revelando um código espiritual que significa recompensa, herança, conquista, a qual estava reservada no porvir ao seu povo. Seria, portanto, necessário que a descendência de Abraão passasse  por um longo período de aprendizagem para que, somente então lhes fosse concedido a vitória. As riquezas espirituais e materiais são a recompensa de quem persiste até o fim, porque o melhor da terra está reservado para o povo de Deus.

O futuro estava, portanto, nas mãos de Abraão. Caberia a ele tomar posse da visão que Deus estava lhe proporcionando naquele momento, para que as bênçãos sobreviessem sobre ele e à sua descendência. As promessas de Deus se tornam reais e somente se cumprem pela fé. A fé   traz à existência o que ainda não existe, mas que se crê, e portanto, há uma antecipação no tempo, de sua concretização. Abraão reteve a visão em seu coração porque tinha fé e assim, tudo o que lhe mostrara o Senhor se cumpriu.

Em Habacuque (2:2-3), Deus revela que a visão concedida deve ocupar um lugar de destaque, como uma placa que indica o caminho seguro para um caminho desconhecido. Mesmo sem saber a localização exata, seguindo as orientações da mesma, certamente chegar-se-á ao destino. Da mesma forma, quando Deus revela aos homens a sua vontade através da visão, Ele proporciona propósito existencial ao ministério, torna real o que ainda não existe. Foi com essa convicção que Paulo afirmou: “para o que fui constituído pregador e apóstolo, e doutor dos gentios” (2 Tm.1:11). Pela fé ele tomou posse das revelações e assumiu uma posição firme no tocante ao seu ministério.

Certa noite, Paulo teve uma visão em que se lhe apresentou um homem com traje da macedônia,   implorando para que passasse na Macedônia para ajudá-los (Atos 16:9-10). Paulo concluiu que, certamente o Senhor desejava ajudar aquele povo e os estava chamando para uma missão, de evangelização.
A visão também deu a Paulo a estabilidade e firmeza necessária para o enfrentamento de situações adversas em tempos de prova, outorgando significado ao seu esforço. Na sua segunda carta a Igreja de Corinto, Paulo exorta o povo a abrir o seu coração para ouvir a mensagem do Evangelho, dizendo que da parte dele, o amor à Palavra superava para todos os esforços, todas as lutas e que seu coração estava disposto a ajudá-los, embora eles mesmos tivessem se fechado, dificultando qualquer esforço na tentativa de superar aquela situação que estava causando divisão em seu meio. E que mesmo sabendo da pouca apreciação pela sua pessoa, Paulo coloca o seu coração aberto para ajudá-los a superar suas dificuldades, por amor a Cristo, porque neste estava o seu galardão ((2 Co. 6:4-13).

A visão de Paulo lhe proporcionou um alto grau de determinação e um nível elevado de compromisso que resultou na rápida propagação do Evangelho entre os gentios, na salvação de muitos e no esforço por manter a unidade no meio das Igrejas nascentes. Disse ele: “Fiz-me tudo para todos, para que, por todos os meios viesse a salvar alguns. (1Co. 9:22).

O compromisso também gera integração. No Antigo Testamento tem-se muitos exemplos, como o de Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesuá, filho de Jozadaque  que ao edificar a casa de Deus, contou, inclusive com a ajuda dos profetas (Esdra 5:2). Neemias, sendo ainda um serviçal do rei da Pérsia, vendo a situação de sofrimento de seu povo, orou e intercedeu em seu favor. Mas não ficou só na oração, teve  atitudes concretas na execução de um propósito de reedificação dos muros de Jerusalém.

A sua determinação e o seu compromisso movimentou a muitos, inclusive a Artaxerxes a quem servia, obtendo dele permissão para realizar seu projeto o qual concluiu em apenas cinqüenta e dois dias (Ne.2:17-18). Enquanto muitos se detiveram nos problemas, e viviam em situação difícil, Neemias, homem de visão, que andava segundo a vontade de Deus, acreditou na possibilidade de superação desses mesmos problemas e foi vitorioso.

A visão resulta em atitudes concretas que opera no entorno a convicção da Palavra, promovendo a fé. Por isso, toda ação cujo propósito seja a propagação do Evangelho tem que ser realizada com qualidade, buscando a excelência. A excelência só é possível no esforço continuado de superação de toda e qualquer dificuldade humana na edificação da obra de Deus.

Os inimigos da excelência são: o conformismo, a mediocridade e a passividade, que é igual a qualidade baixa e  indiferença. Ser excelente é compreender que com uma disciplina férrea é possível forjar um caráter de triunfador.

Vejamos algumas características que forjam um caráter que prima por excelência:

· Ser excelente é traçar um plano e conseguir os objetivos desejados não obstante as adversidades;
· Ser excelente é fazer auto-avaliação constante, reconhecer os próprios erros e corrigi-los sempre;
· Ser excelente é se levantar cada vez que se fracassa, com uma atitude de aprendizagem e superação;
· Ser excelente é exigir mais de si do que dos outros, buscando superação de suas próprias capacidades, buscando sempre o aperfeiçoamento através da busca incessante do conhecimento;
· Ser excelente é exercer a liberdade sendo responsável pelos seus próprios atos.


Sonia Oliveira
ADM - Setor 10 - Campo Grande/MS

Nenhum comentário:

Postar um comentário