quarta-feira, 18 de abril de 2012

José do Egito

José do Egito (Gn 35:46)


“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”  (Mt. 5:44).

Resumo do Tema

José, desde a meninice tinha sonhos que revelavam os planos de Deus em sua vida. Nesses sonhos Deus mostrava que ele ocuparia uma posição de superioridade em relação as seus irmãos. Inocente ele os revelava. Isso despertou a inveja de seus irmãos que investiram contra a sua vida e o venderam como escravo.
José, foi  levado cativo para o Egito. Lá foi também caluniado e jogado em uma prisão. Mesmo assim José continuava louvando ao senhor em tudo o que fazia. 
No momento certo Deus o exaltou colocando-o como governador daquele povo. Tudo graças ao dom especial que ele tinha, Deus lhe revelara o sonho do faraó e este o colocou em um lugar bem alto, porque entendeu que Deus era com ele.
Assim, tempos depois começa a fazer sentido para José os sonhos que tinha no passado. Ele fora levado a este lugar para que sua família fosse resgatada da fome que assolava toda aquela região.
Finalmente, José compreendeu que tudo o que havia acontecido foi para que um bem maior sucedesse. Esse é o mistério do amor de Deus. Assim também queridos, é quando estamos na prova, as vezes achamos que esta tudo acabado. Não, não é assim, é o começo de uma nova  história, de uma caminhada vitoriosa se permanecermos fiéis em nossa fé em Deus.
Deus manifesta o seu grande amor em tudo o que faz. E só lá na frente, quando por fim atravessamos o vale, nos damos conta disso.

Reflexão sobre o tema
José, pode-se dizer foi um homem vitorioso. Submeteu-se a vontade de Deus mesmo diante de todas as tribulações. Deus revelou a ele os seus planos através de sonhos e ele soube interpretar, soube acolher a vontade de Deus em seu coração. Aceitou sem murmurações as lutas, as provações.
Mesmo no cativeiro, deu o seu melhor.  Aceitou a vontade de Deus em sua vida, mesmo sem compreendê-la. a Soube perdoar seus algozes. Demonstrou generosidade e amor  para com aqueles que foram a causa de seu sofrimento. No momento certo Deus o honrou e cumpriu os seus propósitos em sua vida. Por isso amados, não desanimem quando tudo parece que não está dando certo, quando a vida lhe diz não. Espera no Senhor, confia nEle e Ele tudo fará (Sm. 37:5) por você, amém?


IMAGENS DA AULA








Obrigado Senhor!



PLANO DE AULA

Data: 17/03/2012
Tema: José do Egito

Duração: Duas aulas

Texto-Base:  Gn. 35 a 46

Versículo para decorar: “Amai os que vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”  (Mt. 5:44).

Objetivos:
Compreender a importância de uma vida em família; Que embora muitas vezes haja desentendimento e diferenças entre irmãos, que todos devem se amar e se perdoarem sempre. Que a inveja, o ciúme, é a porta aberta para o inimigo agir na nossa vida e, portanto, devemos repelir esse sentimento tão terrível com toda a força do nosso pensamento; Que o perdão é necessário para se construir uma  vida alegre e feliz; Que devemos confiar a Deus todas as nossas angústias, as injustiças, porque Ele é fiel para nos defender.

Introdução


Esta saga maravilhosa de José não pode ser resumida em apenas uma aula. Assim, os temas serão abordados em duas aulas consecutivas. Trata-se de uma rica oportunidade de discutir sobre vários valores necessários no processo de formação da criança, na compreensão de si mesmo e do importante papel que a família exerce na realização dos planos de Deus. Esta história nos revela que mesmo diante de tantos erros, de tantos enganos, a vontade de Deus se cumpre em nossas vidas. Cabe-nos, portanto, escolher sempre o caminho da obediência para que o sofrimento não venha causar tantos danos a nossa família.

Procedimento

Contação de história
José era filho de Jacó e Raquel. Ao todo tinha onze irmãos. Seu pai  havia se casado com Lia e teve com ela dez filhos. Com Raquel, Jacó teve dois filhos, José  e Benjamim. José era o mais velho. Benjamim era o caçula. Raquel morreu ao dar a luz a Benjamim, devido a problemas de parto. Embora amasse todos os filhos, Jacó tinha uma predileção notória por José. Certo dia deu a José uma túnica muito bonita. Seus irmãos mais velhos não gostaram e ficaram enciumados (Gn.37:3-4).

Os sonhos de Jacó

Certo dia, Jacó teve um sonho muito interessante e o contou a seus irmãos. Nesse sonho ele via que estavam todos, ele e os irmãos no campo e o maço de grãos dos irmãos se inclinavam diante do dele (Gn. 37:5-10). Os irmãos ficaram desconfiados com o significado desse sonho que dava a  entender um ato de submissão deles em relação ao irmão. Isso os irritou muito.
José inocente, não percebeu o que estava acontecendo com seus irmãos. Em outra ocasião teve outro sonho estranho e novamente contou-o a eles. Nesse sonho via que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam diante dele. (Gn. 37:7-11).
Esses sonhos denotavam a superioridade de José e isso começou a incomodar os seus irmãos que se uniram e tramaram contra sua vida (Gn. 37:12-20).  Certo dia quando então seus irmãos estavam em Siquém, Jacó mandou José ir até o local ver se estava tudo bem com eles.  José trajava a túnica que ganhara de seu pai. Isso fez com que os irmãos imediatamente se revoltassem e tramaram contra sua vida. Eles planejaram matar José e joga-lo em uma cova. Como álibi, disseram que iriam arrancar a sua túnica e depois de rasga-la toda levariam a seu pai e diriam a ele que se tratava de um ataque de um animal selvagem. 

A Trama dos irmãos contra a vida de José

Rúben, o mais velho deles não concordou. Apesar de compartilhar do ciúme, não queria chegar ao extremo de ter que matar seu irmão, então propôs ao invés de mata-lo, apenas joga-lo numa cova e deixa-lo lá para ver o que sucederia.

José é jogado no poço

E assim, sem se dar conta do que o esperava, José veio ao encontro dos irmãos. Estes o agarraram e o jogaram em um poço que não tinha água. Estavam possessos e nem se deram conta de que se tratava de um irmão. Depois do feito, sentaram-se e comeram pão sem demonstrarem remorso.

José é vendido como escravo

Um tempo depois, viram de longe um grupo de mercadores que seguiam em direção ao Egito. Judá, um dos irmãos teve a idéia de vender José como escravo e assim foi feito. Depois disto feito, mataram um cabrito e mancharam a túnica com sangue para tornar verossímel a história que planejaram contar a seu pai ao retornarem (Gn. 37:23-34).

Jacó se entristece e fica doente com a notícia

Apenas Rúben não se agradou da seqüência de acontecimentos, mas já era tarde para voltar atrás. Em sinal de indignação consigo mesmo, rasgou as vestes e depois disso emudeceu, ficou deprimido. Mas mesmo assim, manteve a farsa. Por ser o mais velho sabia caber a ele a responsabilidade pelos irmãos e ao invés de tentar impedir aquela situação, se omitiu.
Quando contaram a Jacó a história absurda que inventaram, o pai também rasgou as roupas em sinal de desespero e depois disso adoeceu de tanta tristeza.  

José vai trabalhar na casa de Potifar

Ao chegar no Egito, José é vendido a Potifar que era oficial e capitão da guarda do faraó. José começou então a trabalhar para Potifar que apreciava a sua dedicação e honestidade. Logo, ele se destacou dentre os demais serviçais.

A mulher de Potifar se encanta com José

José era muito jovem e um belo rapaz. Isso também foi notado pela esposa de Potifar que começou a assedia-lo. Porém José, manteve-se íntegro e não se deixou seduzir. Isso irritou aquela mulher que estava acostumada a ter tudo o que queria e então ela planejou uma cilada para se vingar de José.

A grande mentira que levou José a prisão

Um dia ela inventou uma mentira a seu marido invertendo tudo o que estava acontecendo colocando o jovem como culpado daquela situação. Potifar, embora gostasse do rapaz, revoltou-se contra a suposta atitude dele e o mandou prender.
José apesar de inocente aceitou com resignação aquela triste situação. Acreditava muito em Deus e sabia que Ele o sustentaria e o defenderia daquela trama.

José revela o sonho de dois prisioneiros

José tinha a índole muito boa e despertava nas pessoas um sentimento bom. Logo, o carcereiro simpatizou com ele e ficou seu amigo. Ele era a única  pessoa com quem José conversava, pois estava sozinho na cela. Mas um dia, chegaram  dois companheiros. Eram dois serviçais do faraó que foram conduzidos. Um era o copeiro e o outro, o padeiro.
Uma noite os dois tiveram um sonho muito estranho e ficaram sem entender. José então interpretou esse sonho para surpresa geral. O sonho do copeiro revelava algo bom. Segundo a interpretação de José, em três dias ele seria levado de volta ao trabalho. Já do padeiro, a revelação não era boa. Ele seria morto. E assim aconteceu.
José permaneceu por mais um ano, sozinho  e injustamente na prisão. Até que um dia, o faraó também teve um sonho muito estranho que o incomodava muito. Mandou chamar todos os sábios e adivinhadores do país, mas nenhum parecia interpretar de forma convincente o seu sonho.

José revela o sonho do Faraó

E foi então que, ouvindo e sabendo o que estava acontecendo, o copeiro lembrou-se de José que tinha dons especiais de revelar sonhos e então foi falar com o faraó, contando-lhe a própria experiência que tivera com ele. Imediatamente o faraó mandou chamar José a sua presença (Gn.39:40;1-14).
O Faraó então contou a José, nos mínimos detalhes o seu sonho. José ouviu atentamente. No sonho o faraó via sete vacas gordas que saíam do rio. Depois, apareceram sete vacas magras, feias. As vacas magras devoravam as vacas gordas e bonitas.  Em seguida, via sete espigas cheias e boas e também sete espigas secas e miúdas que vinham do mesmo pé. E de repente, as espigas miúdas devoraram as espigas boas (Gn. 14-42)
José ouviu tudo em silêncio e depois interpretou. Disse que isso era o que Deus iria fazer. Haveria sete anos de fartura e, em seguida, sete anos de fome em toda a Terra. O alimento faltaria e muitos morreriam por causa da fome.

O Faraó agradece a Deus pela revelação

O Faraó ficou feliz porque Deus revelou esses fatos antes que as coisas acontecessem. Mas, essa revelação trouxe, também, muita preocupação ao Faraó. José sugeriu que ele incumbisse alguém honesto e inteligente o suficiente para administrar a colheita, no período de fartura, armazenando o suficiente para os tempos difíceis.

José se torna governador

O Faraó então o surpreendeu fazendo-lhe o convite. Disse que Deus havia dado a ele muita inteligência e capacidade e que ninguém melhor do que ele poderia ser o governador escolhido e que acima dele somente haveria a sua própria autoridade. Deu-lhe um anel, roupas muito caras e um colar de ouro.

O encontro com os irmãos

Chegou o momento tão temido por todos. A fome assolava a Terra. Não havia alimento senão no Egito. O pai Jacó mandou seus filhos mais velhos até lá para comprarem mantimentos. Lá chegando, ficaram sabendo que quem administrava e efetuava a venda era o governador e eles teriam que se dirigir até ele pessoalmente. E eis que se cumpre o sonho que José tivera tempos atrás. Seus irmãos não o reconheceram agora na posição em que ele estava e curvaram-se diante dele humildemente para comprar alimentos. José os reconheceu imediatamente (Gn.41:42-47; 42:1-8).

A acusação – momento de revolta

José ouviu atentamente tudo o que diziam e os acusou propositadamente de espiões e os mandou prender por três dias. Depois os libertou e os mandou de volta com os mantimentos e devolveu-lhes inclusive o dinheiro. Mas, impôs-lhe uma condição. Um deles, Simeão deveria ficar retido e eles somente o resgatariam se trouxesse o irmão mais novo até a sua presença. Porque somente assim acreditaria na sinceridade do que disseram sobre si (Gn. 42:10-35).

Eles se afastaram um pouco para discutirem a questão e falavam no seu idioma, sem saber que José os compreendia perfeitamente. Rúben os acusava pelo que haviam feito no passado e dizia que tudo aquilo era castigo pelo erro cometido. O pai quase morrera quando soubera sobre a suposta morte de José. Como suportaria agora a perda do filho mais moço – diziam. José afastou-se do  cômodo, comovido, para chorar.

O reencontro com Benjamim

Os irmãos retornaram com Benjamim, conforme haviam se comprometido e traziam mais dinheiro para a compra de mais mantimento. Demonstrando agrado, José os convidou para um almoço. E quando mais tarde se preparavam para retornarem, sem que ninguém percebesse, ordenou que um de seus servos colocasse um copo de ouro na bagagem do irmão mais moço. E assim, foi feito.

Quando eles já estavam indo embora, ordenou que um servo fosse atrás deles e os acusasse do tal roubo. Após a revista, achou-se o objeto mencionado na sacola de Benjamim. Assustados e temerosos pela vida do irmão, todos voltaram para tentar convencer o governador da inocência do irmão.  

O perdão

Vendo o desespero dos irmãos José então se revelou e os acusou pelo que fizeram vendendo-o como escravo. Eles ficaram temerosos pela sua atitude, mas para sua surpresa, José os abraçou e chorou muito, mas os perdoou. Reconheceu que tudo o que aconteceu contribuiu para que se cumprisse os planos de Deus em sua vida.  Depois se dirigiu até o irmão mais moço que estava atônito com tudo o que estava acontecendo, abraçou-o e chorou copiosamente, porque o amava muito (Gn.43;44 e 45:1-15).

José convida a família para morar com ele

José então pediu permissão ao Faraó para trazer para junto de si sua família e este autorizou. José disse então aos irmãos para retornarem e contarem a seu pai sobe tudo o que havia acontecido e pediu-lhes que o trouxesse junto para que todos morassem com ele. Surpreso, mas feliz, Jacó juntou tudo o que possuía e foi ao encontro do filho que tanto amava, não antes de perguntar a Deus que deu sua permissão. Deus disse-lhe que nada temesse porque mais tarde os traria de volta. O reencontro entre os dois foi muito emocionante. José viveu até cento e dez (Gn. 45:16-28; 46:1-6 e 28-30; 50:20). 



Veja aqui alguns dos Estudos disponíveis no Arquivo do blog:
  1. Samuel - Resposta ao chamado de Deus
  2. Juizes - Período Teocrático 
  3. Sansão - Exemplo de Imaturidade 
  4. Gideão - Um Homem Revestido de Poder 
  5. Abimeleque - Ambição Sem Limites 
  6. José do Egito 
  7. Josué e Calebe - Enfrentando o Gigante do Medo 
  8. Josué - A Derrota de Ai 
  9. Palavra de Deus - Uma Mensagem Transformadora 
  10. Evangelizar é Preciso! 
  11. A Vontade Soberana de Deus 
  12. O Espírito Santo a Terceira Pessoa da Trindade 
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