sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Abimeleque: Ambição sem Limites


O Rei Espinheiro


“Deus julgará o justo e o ímpio;
 porque há um tempo para todo intento
e para toda obra” 
( Ec.3:17)


Reflexão sobre o Tema (Juízes 8 e 9)

Abimeleque, filho ilegítimo de Gideão,  nutria a rejeição imposta pela família de seu pai e de seus setenta irmãos. Foi criado longe de seu pai, mas acompanhava de longe a sua projeção no meio do povo que queria colocá-lo como rei de Israel. Abimeleque se tornou ambicioso e quando seu pai morreu requereu pela força ocupar o lugar que julgava ser seu por direito. Não se deteve diante dos impedimentos e conseguiu chegar onde queria. No entanto, para conseguir a sua vitória teve que eliminar todos os seus concorrentes. Nesse caso, os concorrentes eram seus irmãos, mas ele nem se importou. Utilizou de meios escusos para obter o que desejava.

Abimeleque foi fruto de uma relação proibida, não abençoada. Sofreu as consequências das atitudes erradas de seu pai. Foi rejeitado e em seu coração se desenvolveu a semente da inveja e da ambição desmedida. Tornou-se uma pessoa fria, mesquinha e má.  Por isso foi considerada, de acordo com a parábola narrada por Jotão, seu irmão mais moço - único sobrevivente da chacina  contra a vida de seus irmãos, como um espinheiro.

Dessa história se pode extrair grandes ensinamentos. Analisando sob a ótica psicológica, a parábola de Jotão nos possibilita um entendimento de que, assim como o fruto é resultado das peculiaridades da árvore da qual procede e que não há como ser diferente, assim também, no  tocante a condição humana, cada um produz conforme a motivação que há em seu coração e estas motivações são decorrentes das experiências humanas que vão ao longo de uma existência inteira dando um formato a cada indivíduo.

Quando Jotão se referiu a seu irmão Abimeleque como espinheiro, estava comparando-o a uma árvore que não produz frutos bons, mas que ao contrário, oferecia perigo aos que se achegassem a ele.  E isso ficou claro pelo que fizera a seus irmãos. Com isso ele tentava alertar o povo quanto ao erro que haviam cometido colocando-o como rei, na expectativa de que cumprisse com as promessas de campanha política que fizera para conseguir o apoio necessário para chegar onde pretendia e que de fato conseguiu.  Três anos de governo foram o suficiente para o povo percebesse o erro que haviam cometido. Que atitude se poderia esperar de alguém sem o menor escrúpulo, disposto a qualquer coisa para obter vantagens? Nenhum compromisso, certamente tinha senão consigo mesmo. Essa é a motivação, infelizmente, de muitos que estão ávidos pelo poder. Sejamos prudentes, amém queridos!

IMAGENS ESPECIAIS











 

Obrigado Senhor.






PLANO DE AULA

Tema:  Abimeleque: Ambição sem Limites
Texto-Base: Juízes 8 e 9

Versículo para Memorizar : “Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo intento e para toda obra” ( Ec.3:17)

Objetivos

Conhecer a história de Abimeleque e refletir sobre a conduta de pessoas que ocupam cargos de liderança e que deveriam servir de exemplo, no entanto, em alguns casos, motivados pelo orgulho, pela ambição,  agem sem nenhum escrúpulos, sem medir as consequências de seus atos, atropelando quem estiver pela frente para chegar ao poder.  Ao escolher um representante, há que se conhecer, primeiramente, as suas obras, o seu trabalho, aquilo que ele faz de concreto, e não apenas o que diz que vai fazer, porque muitos mentem. E quem mente, não tem compromisso com ninguém senão consigo mesmo. 
  
Introdução

Gideão foi comissionado por Deus a exercer o mandato de juiz em um período em que os Israelitas estavam sendo subjugados pelos midianitas (Jz. 6.11-40).  Exerceu o seu governo por um período de quarenta anos e nesse período teve paz. Foi um homem prudente e corajoso (Hb. 11:32) e por essa razão o povo quis colocá-lo na posição de soberano, mas ele recusou (Jz. 8:22-23). Ao final de sua trajetória como líder teve algumas atitudes contraditórias, porque embora tenha recusado as honrarias, a vaidade entrou em seu coração e começou a agir como se fosse um rei. Mandou fazer para si um manto (éfode- Ex.28:6) com mais de vinte quilos de ouro que despertou no povo a idolatria.

Esse tipo de traje era reservado às funções sacerdotais e ele não tinha a permissão de Deus para usá-las (Jz. 8:24-27).  Além disso, apesar de ter muitas esposas e com elas ter tido setenta filhos (Jz. 8:30),  envolveu-se com uma concubina de Siquém com a qual teve um outro filho de nome Abimeleque (Jz. 8:31). Com essa atitude, ele abriu precedentes para que a prostituição voltasse a fazer parte da vida de seu povo, e não apenas a prostituição física como também a prostituição espiritual (Jz. 8:27) por meio da idolatria. Além, disso, não se deu conta de que seu filho ilegítimo nutria em seu coração uma ambição desmedida que trouxe consequências  terríveis para a sua família.  Após sua morte, tem início uma briga pelo poder. Essa é a história que vamos ver nesse estudo.

Procedimentos

Durante a narrativa utilizar como recurso elementos visuais  que possibilite o  imaginário da criança. Nesse caso, o importante é dar ao movimento a idéia de uma ação, como uma encenação. A entonação na fala é muito importante para liberar a imaginação.

Contação de História

A Ambição de Abimeleque

Depois da morte de Gideão o povo sem liderança, começou a se prostituir e praticar idolatria (Jz. 8:33). Dos setenta filhos (Jz.8:30), nenhum, exceto Abimeleque, o filho ilegítimo (Jz.8:31), requereu o poder. Ele fora criado longe da família de seu pai e por isso, se sentia excluído, mas julgava-se no direito de lutar pela posição que fora de seu pai. Sabia que não teria apoio para colocar em prática o seu plano de ascensão ao poder senão em Siquém, onde morava a família de sua mãe. Assim, procura fazer uma aliança com esse povo.
  
O Discurso em Siquém - Lançamento da Campanha 

Em seu dicurso, Abimeleque ressaltou ao povo de Siquém, que melhor seria ele no poder do que os setenta filhos de seu pai. Fez apelo aos laços de sangue que os unia e lembrou que enquanto Gideão estivera no poder, nenhuma expressão tiveram, mas que agora, com ele na liderança, isso poderia ser mudado (Jz. 9:2). Essa eloqüente retórica os sensibilizou e decidiram apoiá-lo (Jz.9:3).

O Financiamento da Campanha

Abimeleque precisava de recursos e então conseguiu o financiamento junto ao povo, que lhe deu setenta peças de pratas  (Jz.9: 8). Esses valores eram provenientes de consagrações aos deuses pagãos, mas isso não importava a Abimeleque, homem sem o menor escrúpulo, disposto a fazer qualquer coisa pelo poder.

A Eliminação dos Adversários

Com os recursos provenientes das doações, Abimeleque contratou homens inescrupulosos (Jz. 9:4) que participaram de uma chacina que eliminou de uma só vez, seus sessenta e nove irmãos (Jz.9:5). Ou seja, eliminou a concorrência. Porém, não percebeu que seu irmão Jotão havia escapado e fugido. Após esse lamentável episódio, o povo de Siquém o elegeu rei (Jz 9:6).   

A Parábola da Árvore

Jotão subiu ao Monte Gerizim, lugar onde foram proclamadas bênçãos sobre Israel, e lá de cima, amaldiçoou Siquém e Abimeleque. Clamou ao povo que lhe desse ouvido a respeito do que iria dizer. Usou uma parábola que dizia o seguinte. Certa vez, as árvores resolveram escolher um rei. Reuniram-se e para ungir a escolhida.   

Perguntaram a oliveira se ela queria ser a escolhida, porém, ela estava muito ocupada produzindo o azeite tão usado por Deus e pelos homens. Foram então perguntar à figueira, mas esta também não quis porque estava ocupada produzindo seus frutos.  Então foram até a videira,   que também não quis porque estava muito ocupada na produção do vinho. Finalmente, todas as árvores se voltaram para o espinheiro e perguntaram se ele queria ser o rei. Ele disse que, se fosse feito rei, as convidaria para refugiarem-se debaixo de sua sombra, porém, se assim não o fizessem, lançaria fogo sobre todos os cedros do Líbano.

A  Mensagem Implícita

A mensagem que Jotão queria transmitir ao povo era que a árvore se conhece pelo fruto. Uma árvore boa produz frutos bons, porém, o que se espera de uma árvore como o espinheiro? Certamente cedo ou tarde os ferimentos causados por seus espinhos seriam notórios. Com esse recurso, queria levar o povo a refletir sobre a pessoa de Abimeleque. Se ele fora capaz de matar seus irmãos de forma tão hedionda, o que não faria com eles quando não fossem mais úteis? E quanto aos frutos de seu meio-irmão, alertava, não seriam semelhantes aos espinhos?  Lembrou-lhes de tudo o que fizera Gideão ao povo e o quanto ingratos estavam sendo aliando-se a um homem sem escrúpulos, levando apenas em conta os laços de parentesco. Lembrou-lhes de que uma aliança dessa natureza certamente traria resultados desastrosos para ambas as partes. Dito isto, fugiu para Beer, temendo as investidas de Abimeleque (Jz. 9:7-21).

A Conspiração de Gaal

Passados três anos, Deus permitiu que pairasse sobre o povo o espírito  de divisão. Logo, começaram a insurgir levantes contra o governo de Abimeleque. Gaal,  conquistou a simpatia do povo de Siquém, e começou lançar uma campanha em seu favor a fim de substituir Abimeleque no poder. A notícia dessa insurreição  chegou até  Abimeleque, deixando-o enfurecido. Pegou seus homens e partiu em direção a cidade de Siquém, cercando-a.  O povo temeroso refugiou-se  nas fortificações do templo pagão e então, Abimeleque subiu até os montes, trouxe galhos secos e  colocou-os ao redor da fortificação e ateou fogo. Todos morreram (Jz. 9:22-33).

Morte Desonrosa

Saindo de Siquém, Abimeleque e seus homens cercaram um vilarejo próximo, Tebes, e procederam de forma semelhante, pois também, lá havia rebeldes. O povo também, se refugiou nas fortificações do templo. Tal como fizera anteriormente, Abimeleque se preparava para atear fogo quando uma mulher de uma das torres lançou sobre ele uma mó (pedra) e ele teve seu crânio quebrado. Porém, embora ferido, não perdeu a consciência e, envergonhado da situação, pediu a um de seus soldados para atravessar-lhe uma espada no peito, para que se não dissesse que fora morto pelas mãos de uma mulher. Assim, se cumpre a justiça de Deus pela  morte dos filhos de Gideão (Jz.9:50-56). Os culpados foram consumidos pela própria violência que havia em seus corações.

Conclusão

Abimeleque é a personificação de políticos descompromissados com a verdade, cuja plataforma política é desprovida de compromisso com o eleitor. O eleitor nesse caso é apenas um trampolim para ele chegar ao poder. A sua política é levar vantagem sempre, não importando  os meios que tenha que usar. Usam uma retórica convincente que o coloca em lugar de evidência. O povo simples é levado a escolher seu candidato motivado pelos estereótipos criados pela mídia. Muitas das vezes, sequer sabem, na verdade, em quem estão votando. O resultado é catastrófico. É preciso haver maior conscientização política e maior comprometimento da imprensa com a verdade, para que esta triste estatística mude em nosso país.

Sonia Oliveira

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gideão - Um Homem Revestido de Poder


"Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus”  (Isaias 59:2a)


Reflexão sobre o Tema (Juízes 6, 7, 8)

Quando Gideão foi comissionado pelo anjo do Senhor,  a primeira missão que recebeu foi a destruição do altar consagrado pela sua família a deuses estranhos. Ele precisou de coragem porque sabia que iria enfrentar a resistência do povo. Mas estava certo que Deus era com ele e perseverou. Derrubou Baal e edificou um altar para Deus no lugar. Desta forma também, queridos, precisamos destruir em nós todo altar erigido. Há muitas formas de idolatria. No caso da éfode isso fica claro, às vezes até a vaidade extrema pode acarretar a idolatria, como foi com o povo de Israel. No caso de Gideão, era preciso começar derrubando tudo, para que Deus ocupasse o lugar que lhe é devido. Só o Senhor é Deus. Ele não divide adoração. Para servi-lo se faz necessário a edificação de um altar e a oferta que devemos colocar diante dele, é a nossa própria vida revestida de santificação. Gideão aprendeu desde o início a adorar ao Senhor, a obedecer a sua vontade e por isso foi vitorioso.  Amém amados!





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Obrigado Senhor!



PLANO DE AULA

Tema: Gideão -  Um homem Revestido de Poder
Texto-Base: Juízes 6, 7, 8

Versículo para memorizar: ”Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus” (Is.59:2a).

Objetivos

Meditar nesse estudo sobre o fato de que Deus escolhe para a sua grandiosa obra os que são menos prováveis, os marginalizados, os desprezados, os despreparados, justamente para que a sua glória seja por todos conhecida; Também demonstrar o quão perigoso é o caminho da vaidade. Por causa da Vaidade, o pecado entrou na vida de Gideão e destruiu sua família.

Introdução

Gideão foi o sétimo dos juízes de Israel. Era um homem comum que recebeu da parte de Deus a grande missão de libertar o povo da opressão exercida pelos povos inimigos. Nesse período, o povo, sem liderança, fazia o que bem entendia e começaram a se esquecer dos mandamentos de Deus e se desviaram de seus caminhos, cultuando outros deuses e praticando iniqüidade a seus olhos. Deus permitiu que o povo fosse oprimido pelas nações inimigas para que, sofrendo, se voltasse para Ele. O sofrimento levou-os a clamar e o Senhor, ouvindo-os se compadeceu e levantou Gideão para libertá-los (Jz.6:1-5).

Procedimentos

Utilizar estratégia de imagem visual, através de vídeo. Utilizar roteiro de pesquisa para facilitar o estudo bíblico. Organizar a turma em círculo. Para os pequenos (menores), entregar material de desenho.

Contação de História

O Contexto de Gideão
Havia um homem de nome Gideão, também conhecido como Jerubaal (Jz.6:32), filho de Joás, da tribo de Manasses, que vivia em uma cidade chamada Ofra. Naquele período o povo de Israel vivia oprimido pelas nações inimigas que vinham sobre eles como gafanhotos e saqueavam tudo, desde as plantações, até seus animais (Jz.6:1-4). O único jeito do povo se resguardar era se refugiando em cavernas, onde também escondiam os mantimentos que conseguiam salvar.  E aconteceu que certo dia veio-lhe o anjo do Senhor e o convocou para uma grande missão, a de libertar o povo  de Israel daquele jugo (Jz.6:11-16).

As Nações Inimigas
As nações que oprimiam o povo de Israel eram seus próprios parentes distantes, os midianitas e os amalequitas.  Os midianitas eram descendentes de Mídia, um filho de Abraão e Quetura, fruto de seu segundo casamento. Era um povo nômade que vivia ao leste do mar Morto, que ficava no lado oriental de Gileade, Moabe e Sul de Edom para noroeste da Arábia.

Os amalequitas eram, também, uma tribo nômade, localizada no Neguebe, na penísula do Sinai. Eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú, irmão de Jacó (Gn.36:12-36).  Os midianitas e os amalequitas se uniram para juntos, atacarem o povo de Israel.

 A Convocação de Gideão como Libertador de Israel

Gideão estava trabalhando no lagar com seu pai quando lhe veio um anjo e o saudou. Em seguida, revelou sobre os propósitos do Senhor para a sua vida. Falou que ele seria o libertador que livraria o povo do jugo dos midianitas. Gideão temeu e justificou-se diante do varão, dizendo-se insignificante para a grandiosa tarefa. Porém o anjo reforçou o fato de que o Senhor lhe daria mostra de seu poder e não o deixaria só (Jz.6:11-15).

Um tanto descrente Gideão pediu uma prova de que realmente aquele homem era quem dizia ser. Ele pediu a Gideão que trouxesse  uma oferta de carne, caldo e pães sem fermento. Conforme as orientações, Gideão colocou tudo sobre uma grande penha e regou com o caldo. Em seguida veio o anjo e tocou com o bastão as ofertas e começou a subir fogo e tudo foi consumido. O anjo desapareceu (Jz.6:17-22).  Então convencido, ergueu ali um altar ao Senhor (Jz.6:24).

Destruição do Altar Consagrado aos Ídolos

Naquela mesma noite, o Senhor lhe pôs à prova e ordenou que destruísse o altar erigido por seu pai ao deus Baal   e construísse em seu lugar um altar para Ele e colocasse a sua oferta ali (Jz.6:25-26). Gideão tomou alguns homens dentre os seus servos e fez conforme lhe dissera o Senhor (Jz.6:27). No dia seguinte, ao descobrirem o que havia acontecido, eis que o povo quis a cabeça de Gideão. Foram até o seu pai a fim de requerê-lo. Então o Espírito do Senhor o revestiu de poder e ele exortou o povo das tribos de Manasses, Aser, Zebulon e Naftali que vieram lutar com ele (Jz.6:28-35).


Gideão Pede Provas ao Senhor 

Enquanto aguardava a resposta de seus aliados,  Gideão pediu mais uma prova de que Deus era com ele. Por sinal colocou um velo de lã na grama e disse: “se pela manhã o orvalho estiver somente sobre velo e a terra estiver seca, saberei que Tu hás de livrar Israel por minhas mãos” (Vs.37). E, conforme havia solicitado aconteceu. Porém, não satisfeito, pediu perdão, mas queria uma outra confirmação. Desta vez queria que se desse o inverso, que só o velo estivesse seco e que a relva estivesse molhada, e Deus assim o fez (Vs.38).   Deus compreendeu a insegurança humana de Gideão e satisfez a sua petição. Isso lhe fortaleceu a fé e ele se encheu de confiança.

A Formação do Exército de Gideão

Vieram atendendo ao chamado de Gideão, ao todo, trinta e dois mil homens,. Mas o Senhor lhe disse que eram muitos, e que, para que não se dissesse que ganharam por sua própria força, recomendou que mandasse de volta os que não estavam preparados, os tímidos e medrosos (Jz. 7:2). Obediente, Gideão manda voltar vinte mil homens para casa. Mesmo assim o Senhor disse que restaram muitos, mandou-os descer até o rio e disse: “aqueles que beberem água com a língua, de joelhos, agachados como cachorrinhos, separa-os e mande que volte (Jz. 7:4-7). Os que usarem as mãos para levar água até a boca, estes irão para a guerra contigo” (Jz.7:4-7). Os que foram escolhidos somaram a quantia de trezentos (Jz. 7:7). Esses homens foram os escolhidos para lutarem ao lado de Gideão, o qual prometeu entregar a vitória.

O Inimigo Sabe Quando Deus Determina a Vitória

Deus disse a Gideão para descer ao arraial pois os entregaria em suas mãos (Jz.7:9). Quando chegou próximo do local onde estavam os midianitas e amalequitas, Gideão, ocultando-se, viu que eram em número muito grande (Jz.7:12). Um pouco mais adiante, presenciou uma cena onde um homem contava ao seu companheiro que tivera um sonho estranho e contando, eis que o outro lhe disse que o sonho revelava que Deus havia dado aquele lugar nas mãos de Gideão assim como também as suas vidas (midianitas)  (Jz. 7:13-14). Ouvindo isso, Gideão se encheu de alegria e voltou rapidamente para o acampamento para contar aos seus soldados (Jz.7:15), já se preparando para o ataque.

Estratégia de Deus no Combate ao Inimigo


Disse Deus a Gideão: “Dê a cada soldado uma trombeta e um jarro com uma tocha dentro. A noite, vá até o lugar onde o povo inimigo está, acenda as tochas, coloque dentro dos vasos e, quando for dado o sinal, quebre os vasos e toque as trombetas ao mesmo tempo” (jz.7:16-17). Gideão orientou seus homens, tal qual o Senhor lhe dissera . Quando os inimigos ouviram o barulho de todos aqueles vasos quebrando e as trombetas tocando, e vendo as luzes das tochas a brilharem, ouvindo o que diziam os soldados “espada do Senhor e de Gideão” (Jz. 7:20), se apavoraram porque pensaram serem eles em número muito grande. 



Desorientados e assustados lutaram entre si sem o perceber. O povo de Deus nem precisou lutar, venceram a guerra pela fé e pela obediência (Jz.7:15-25). Alguns fugiram, mas Gideão, juntamente com os seus aliados seguiram em seu encalço e os capturaram depois de grande luta (Jz.8.1-21).



Gideão Recusa ser Rei

Os Israelitas ficaram satisfeitos com a atuação de Gideão e pediram que se instalasse com sua família naquele lugar e governasse sobre eles como rei. Porém, Gideão reconheceu que suas vitórias se deram porque o Senhor era com ele, e que, portanto, as honras deveriam ser para Ele, que era o legítimo rei. No entanto, por pura vaidade, requereu junto ao povo  recompensa em jóias de ouro, distribuídas como despojo de guerra. Com elas, mandou fazer um manto sacerdotal (Éfode) (Jz.8:27) para si.

Deus não se agradou disso porque essa indumentária estava promovendo entre o povo a idolatria. Na verdade ele passou a ser venerado. O orgulho se estabeleceu em sua vida e levou-o a pecar (Jz.8:22-27).  Não bastando ter muitas mulheres e com elas ter tido setenta filhos, envolveu-se em Siquém, com uma concubina e com ela teve outro filho, cujo nome era Abimeleque. As consequências desse relacionamento foram trágicas para a sua família após a sua morte (Jz.8:30-31). Gideão permaneceu como juiz por quarenta anos e durante o seu governo, houve paz.     
    
Conclusão

Gideão foi, dentre os juízes o mais nobre. Destacou-se pela sua coragem, obediência e determinação. É considerado como um dos heróis da fé (Hb.11:32).  Foi um homem revestido pelo poder de Deus e por isso foi vitorioso nas muitas batalhas. Reconheceu a sua insignificância tanto no momento em que o anjo lhe veio em Ofra, convocá-lo para a tão grandiosa missão que desempenhou tão bem, quanto no momento em que o povo o quis colocá-lo por rei. Reconheceu que a vitória pertencia a Deus e que só Ele era digno de todas as honra, porque era o único rei de Israel.

Embora essa atitude denote uma grandeza espiritual tremenda e humildade, por outro lado, já no final de sua vida, manifesta algumas atitudes ambíguas. Ao final da guerra contra os midianitas, promove arrecadação de peças de ouro do despojo e manda fazer para si  um éfode (manto) sacerdotal sem a permissão de Deus, que acaba promovendo a idolatria por parte do povo.  Essa veneração do povo provoca a vaidade e pela vaidade o pecado entra em seu coração e acaba destruindo a sua família algum tempo mais tarde.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sansão: Exemplo de Imaturidade

“Fortalecei-vos no Senhor e na força de seu poder. (Ef. 6:10)

Reflexão sobre o Tema

Sansão personifica tudo o que o jovem cristão não deve ser. Ele teve todas as oportunidades para cumprir com os propósitos de Deus na sua vida, foi grandemente abençoado por Deus , mas sua missão foi frustrada por  negligência.  Por imprudência, envolveu-se em confusões e colocou o seu povo em situação de risco. Não considerou que uma vida plena com Deus exige santificação e acabou se deixando levar pelas paixões e por esse sentimento foi consumido. Sansão era o mais forte dos homens, não apenas por ter uma estrutura física privilegiada, mas porque o Espírito de Deus era com ele. Por outro lado tinha uma fraqueza motivada pela falta de espiritualidade.


O aspecto carnal prevaleceu sobre Sansão e isso fica caracterizado em vários momentos, mas, sobretudo no episódio em que extrai de um animal morto um favo de mel e o saboreia com prazer, mesmo sabendo da podridão que havia por detrás dessa aparente delícia.  Com essa atitude ele deixa claro que estava disposto a qualquer coisa para satisfazer os seus desejos carnais. Tanto é assim que ele não vacila em se envolver com uma prostituta.

De forma geral, seus relacionamentos foram todos motivados pela paixão. Sansão era um homem fraco emocionalmente e se deixava levar pelos instintos, tanto nas questões afetivas quanto nas situações de conflito como quando ateou fogo nas plantações dos filisteus por vingança. Arrependeu-se tarde demais, quando já havia sido escravizado pelos filisteus.  No cativeiro percebeu  o seu terrível engano e então clamou a Deus, pedindo por uma oportunidade de derrotar seus opressores. O Senhor lhe concedeu uma última chance, mas Sansão não foi poupado e morreu num ato desesperado de  restituir a Deus a honra que lhe era devida.  

Amados, a Bíblia está repleta de mensagens maravilhosas que nos enriquece com seus ensinamentos. A história de Sansão nos lembra que quando Deus tem uma obra na vida de alguém, primeiro Ele  convoca, depois de alistados nesse exército Ele  capacita, abençoa e, por fim,  envia para  o campo, entregando a missão.  Sansão passou por todos esses processos, porém, desviou-se dos caminhos do Senhor porque foi contaminado pela vaidade. Ele passou a se achar o “tal porque era forte e temido. Se prostituiu esquecendo-se de que fora, desde o ventre da sua mãe, separado e deveria ter uma vida consagrada. Cometeu todos os enganos possíveis e pagou um alto preço por isso. Que possamos, queridos, aprender com essa lição a sermos fiéis para com o Senhor, assim como Ele é conosco. Amém! 





Imagens Especiais da Aula










Obrigado Senhor!




PLANO DE AULA

TEMA:  SANSÃO: EXEMPLO DE IMATURIDADE
TEXTO BASE:  Juízes 13,14,15 e 16

VERSÍCULO PARA MEDITAR :   “Fortalecei-vos no Senhor e na força de seu poder.” (Ef. 6:10).

OBJETIVO

Compreender que pelas nossas próprias forças, nada somos e nada podemos. Somos dependentes do nosso Pai e necessitados de seu amor.   

INTRODUÇÃO

O Livro de  Juízes conta a trajetória dos Israelitas no período posterior a morte de Josué. Por falta de liderança, o povo começou a agir por conta própria e se distanciar de Deus. A nova geração de Israel fez uma aliança com as nações que seus pais haviam deixado na terra, contrariando as ordens de Deus. Essa atitude resultou em comportamentos que contrariavam os padrões da Lei de Deus, levando-os pelas veredas da idolatria e baixos padrões de moralidade. Vendo-os, Deus se entristecia e por esta razão permitiu que fossem oprimidos pelas nações inimigas. No cativeiro, subjugados, lembravam-se do Deus de seus pais e se arrependiam de seus pecados. Clamavam pela  ajuda de Deus e eram socorridos, mas tão logo se viam em segurança, tornavam a reincidir sobre os mesmos erros. Esse período resume-se num processo de rebeldia, apostasia, sofrimento e arrependimento. Os juízes foram homens comuns, escolhidos em meio ao povo por Deus para mediar essas situações de conflito. Eram dotados do poder do Espírito Santo e exerciam, principalmente  a função de chefes militares a fim de libertar o povo. Num período de 350 anos foram levantados doze juízes. Um deles foi  Sansão, o qual é nesse texto, objeto de nosso estudo.

PROCEDIMENTO

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Os filisteus
Os filisteus  tornaram-se os principais inimigos dos Hebreus no período de 1200 a 1000 a.C., até os tempos de Davi. Tinham habilidades na fabricação de armas de ferro e por isso levavam vantagem militar em relação aos Israelitas (I SM. 13:19-22).  Eram idólatras e maus. A Bíblia nos diz que os filhos de Israel começaram a se envolver com esse povo e  Deus não se agradou. Por conta disso, permitiu que o povo de Israel  fosse escravizado por quarenta anos. (Jz.13:1).

Nascimento de Sansão
Havia um homem de nome Manoá, da tribo de Dã cuja mulher era estéril. Certo dia veio a ela um anjo do Senhor  e disse-lhe que teria um filho. Orientou-a mãe a se abster do  consumo de bebidas alcoólicas para que o menino fosse preservado (Jz. 13:4).   Quanto ao menino, este deveria ser consagrado ao Senhor, vivendo como um  nazireu (Jz.13:3-5), porque o Senhor tinha para ele a missão de libertar o povo dos filisteus, e isso se daria já no ventre de sua mãe (Jz.13: 5b).

Os Nazireus
Os nazireus tinham uma peculiaridade, não podiam cortar os cabelos, tinham que se abster de vinho e de qualquer bebida forte, não podiam comer uvas frescas e nem secas ou qualquer derivado da vinha. Não podiam tocar em cadáver, mesmo que fosse de sua família a fim de não se contaminar (Nm.6:1-21), nem tampouco poderia ser contaminado por comida imunda (Jz. 13:14b). Sansão recebeu de Deus, ainda menino um poder especial. Tinha uma força descomunal e não havia quem o pudesse deter e todos o temiam por isso (Jz.13:24-25; 14:6-19; 15:14).

Sansão se apaixona por uma filistéia
Sansão descendo certo dia, a Timna, terra dos filisteus, viu uma linda jovem e enamorou-se dela. Desejou-a como esposa e foi ter com seus pais a respeito do assunto. Logicamente que não obteve a aprovação desejada imediata, pois seus pais desejavam que ele desposasse uma jovem dentre o seu povo. Porém, Sansão não abriu mão de sua escolha e  convenceu-os a descerem com ele a fim de pedir a moça em casamento. Esse relacionamento trouxe grandes complicações, não só a Sansão, mas ao seu povo. (Jz. 14 e 15). 

Sansão enfrenta um filhote de leão
Seguindo com seus pais em direção à Timna, próximo as vinhas, eis que veio na direção de Sansão, um filhote de leão (Jz. 14:5b). Sansão, cheio do Espírito do Senhor matou o animal  rasgando-o com as próprias mãos, como se faz a um cabrito (Jz.14:6), tamanha era a sua força.

A desobediência de Sansão  
Tudo foi acertado para a cerimônia e Sansão estava feliz. Voltaram para casa para os preparativos das bodas. Quando mais tarde retornaram à Timna, Sansão notou que havia mel na carcaça do leão que havia matado. Sem pestanejar tomou-o e saiu comendo. Alcançou seus pais que iam logo adiante e lhes deu um pedaço de favo sem lhes dizer a procedência, e eles aceitaram e comeram (Jz. 14:8-9). Como nazireu, Sansão não poderia jamais tocar em animal morto.  Mas, o jovem Sansão não parecia estar muito preocupado com estas coisas. Apesar de toda a sua força física ele era imaturo e agia impulsivamente, movido apenas pelos desejos que animavam seu corpo. Essa passagem mostra que  Sansão estava tão corrompido pelo pecado que não se importava de tocar no que era proibido se isso lhe proporcionasse de alguma forma o prazer que ele desejava.

O enigma 
Conforme era costume na época, a festividade de um casamento durava sete dias. Nesse período havia muita bebida. Estando Sansão dentre os convidados de sua noiva, lançou-lhes um enigma dizendo: “do comedor saiu comida e doçura saiu do forte” (Jz.14:14).  Deu um prazo até o término das bodas para que revelassem o significado. O prêmio ao vencedor seria trinta lençóis e trinta vestes. Os filisteus, percebendo que não chegariam a nenhuma resposta plausível, não desejando perder a aposta, começaram a pressionar a jovem noiva a extrair de Sansão a resposta, sendo-lhe feita ameaça grave contra a vida de seus pais, inclusive. Sansão, vendo-a a importunar-lhe continuamente, acabou revelando o segredo. 

Consequências de um grave erro
Tendo perdido a aposta, se meteu em uma grande confusão porque teria que cumprir com sua parte no acordo. Desceu até uma pequena cidade dos filisteus, lá matou trinta homens, tomou seus despojos e retornou para cumprir com sua parte na aposta. Em meio a esta confusão Sansão perdeu o direito de estar com sua esposa que foi dada pelo seu sogro a outro. Inconformado com a traição da jovem, Sansão volta para a casa de seus pais deixando-a. Alguns dias mais tarde, arrependido foi procurá-la na casa de seus pais. Porém seu sogro já a havia dado a outro, um de seus companheiros. Sansão tentou por todos os meios persuadir o sogro a devolver a jovem, mas não obteve êxito. Tomado pela ira, ateou fogo nas plantações dos filisteus, que reagiram matando a mulher e o sogro de Sansão (Jz 14:18-20; 15:1-6). Sabendo disso Sansão vingou-se matando a muitos e indo se esconder mais tarde em lugar montanhoso no cume da rocha de Eta (Jz.15:7-9).

Investida dos filisteus contra Sansão
Os filisteus inconformados formaram um exército e foram atrás de Sansão acampando-se em torno da tribo de Judá, ameaçando-os para que entregasse Sansão. Os homens de Judá questionaram o motivo de sua presença ali e então ficaram sabendo do ocorrido. Juntaram entre si três mil homens e foram até onde se encontrava Sansão para persuadi-lo a se entregar, já que sua atitude imatura e inconseqüente havia acarretado para o seu povo consequências graves. Embora alegando sua inocência e tentando se justificar, Sansão acabou concordando em se entregar e foi levado amarrado pelo próprio povo e entregue nas mãos dos inimigos (Jz. 15:10-13).

Sansão fere mil homens com uma queixada de jumento
Ao ser entregue nas mãos dos inimigos, Sansão foi cheio do poder do Espírito do Senhor e as cordas que o prendia se romperam como se fosse linho fino. Tomou em suas mãos uma queixada de jumento que havia achado e, somente com isso nas mãos derrotou mil homens. Sansão chamou aquele lugar de Ramate-Leí (colina da queixada). E ao final, estando Sansão com muita sede, clamou ao Senhor que lhe desse água para beber, e algo sobrenatural aconteceu. O Senhor fez jorrar água da caverna em Leí, como uma fonte (Jz.15:18-19).   Depois disso houve paz e Sansão governou sobre seu povo por vinte anos (vs.20).

Sansão arranca os portões de entrada de  Gaza
A concupiscência insaciável de Sansão levou-o à Gaza e lá se envolveu com uma prostituta filistéia (Jz.16:1), Essa  atitude demonstra o descaso de Sansão em relação ao voto com Deus, relativo à consagração. O povo sabendo que ele estava naquele lugar fez um cerco esperando-o sair a fim de matá-lo. Sabendo que estava sendo vigiado, Sansão saiu sem ser visto. Arrancou os portões da cidade com suas umbreiras e trancas, levando-a até o cume chamado  Hebrom (Jz. 16:1-3). Isso ele fez para lembrar o povo de sua força.

Sansão se envolve com Dalila
Depois desse episódio conheceu uma moça no Vale de Soreque de nome Dalila (Jz. 16:4), por quem se apaixonou. Sabendo da fraqueza de Sansão por Dalila, os príncipes dos filisteus ofereceram a ela recompensa para que descobrisse o segredo de sua força (Jz.16:5). Dalila, por meio de mentiras e sedução começa a tentar tirar informações a esse respeito. Teve três tentativas frustradas onde Sansão parecia se divertir com a situação, dizendo-lhe inverdades. Por fim, a moça lançou mão das lágrimas para comovê-lo e funcionou, ele contou o seu segredo. Imediatamente foi capturado, teve os cabelos cortados (perdendo toda sua força), os olhos furados e foi levado para o cativeiro como escravo pelos filisteus.

Um Alto Preço pela Liberdade do Povo de Israel
Enquanto estava no cativeiro, o  cabelos de Sansão voltaram a crescer. Certo dia, durante uma festividade dedicada ao deus Dagom, Sansão foi levado para divertir a população, cerca de três mil mulheres e homens. Lá foi amarrado entre duas das principais colunas do palácio. Humilhado diante da situação clamou a Deus que lhe devolvesse o poder, para que o honrasse, naquele momento. Deus concedeu-lhe o pedido e Sansão cheio do poder do Espírito do Senhor, fez com que desabasse toda a estrutura do palácio sobre a população inclusive sobre ele, matando a todos.

CONCLUSÃO

Essa lição nos ensina que o inimigo age através das nossas próprias fraquezas. As nossas escolhas vão determinar o rumo de nossas vidas. Sansão foi displicente em relação às suas responsabilidades e pagou um alto preço por isso. A   sua desobediência o levou por caminhos equivocados que facilitou o agir do inimigo em sua vida. Tornou-se refém de suas paixões e por ela foi consumido. Os pecados de Sansão o conduziram à morte, não somente física, mas espiritual. É um preço alto a se pagar por situações tão transitórias. Infelizmente, assim acontece também, na vida de tantos crentes, jovens ou não, mas que não assumem verdadeiramente um compromisso com Deus, precipitando-se em ritmo acelerado para os abismos, para a sua própria destruição. Amados, aprendam com os erros dos irmãos do passado e viva uma vida plena com Jesus. Amém!

Sonia Oliveira