segunda-feira, 6 de maio de 2013

Samuel: A Resposta ao Chamado de Deus

"Ebenézer: Até aqui nos ajudou o Senhor" (I Sm.7:12)

Reflexão do Tema
Samuel é um grande exemplo do que se pode considerar ‘um homem de Deus’. Sua vida foi marcada por circunstâncias que denotam um estreito relacionamento com o Senhor. A natureza do chamado de Deus para a sua vida exigiu dele dedicação exclusiva e uma vida separada do pecado.
Devido às circunstâncias do seu nascimento que se deu de forma miraculosa, Samuel foi consagrado ao Senhor e entregue no templo sob a tutela de Eli, onde passou a viver, aprendendo os ofícios sacerdotais e familiarizando-se com as Escrituras. 
Samuel viveu em um momento extremamente conturbado, tanto no que diz respeito a vida religiosa quanto política do povo de Israel. Nasceu com a missão de promover um grande avivamento entre o povo, o que se deu após um longo período de sofrimento ao qual os israelitas foram submetidos.
 
Exerceu dentro do seu ministério, três funções distintas. Foi juiz, sacerdote e profeta. Foi um homem íntegro, e julgou com sabedoria as causas do povo. Enquanto sacerdote e profeta de Deus, conduziu o povo à restauração da aliança e promoveu a disseminação do conhecimento das Escrituras Sagradas. Criou as escolas de profetas em pontos estratégicos onde acompanhava a formação de novos disseminadores da Palavra e futuros profetas.

Ao final de sua jornada em idade já bastante avançada, colocou seus filhos como juízes, porém, os mesmos não tinham as mesmas características morais e espirituais do pai, portanto, não foram bem sucedidos no desempenho de suas atribuições. Esse foi um dos motivos que levou o povo a reivindicar um rei para ser o seu líder.

O povo sabia que por detrás da liderança de Samuel estava o Senhor, o Deus dos Exércitos, que o conduzia, orientando quanto as decisões que deveria tomar. A atitude de optar por uma liderança humana, significava uma negação à Deus. Mas, mesmo diante da indignação de Samuel, Deus deu ao povo o que eles haviam pedido.

Um novo cenário desponta em Israel que vive um momento de transição. Embora não fosse esta a vontade de Deus. (Ver aqui estudo sobre a Vontade de Deus) Ele mesmo escolheu aquele que seria o primeiro rei e o conduziu à presença do profeta para que este o ungisse, seguindo o protocolo. O primeiro reinado esteve sob a liderança de Saul que por desobediência a Deus foi substituido por Davi, um homem segundo o coração de Deus. A partir de então, segue-se a linhagem a qual nasceria o nosso Redentor (Ver aqui estudo sobre o Nascimento de Jesus).

Como vimos, amados em Cristo Jesus, embora considerando as falhas humanas, o Plano de Deus seguiu o curso normal e atingiu os seus propósitos, porque nada pode impedir o Seu agir. A humanidade tem sofrido devido as consequências dos seus próprios enganos. Quanto mais nos afastamos de Deus, mais nos deparamos com as nossas impossibilidades e a ruina espiritual é certa. Sozinhos nada somos e nada podemos.

Fica aqui uma mensagem para os irmãos que sentem o chamado de Deus em seus corações. Sigam o exemplo de Samuel. Muitas pessoas almejam ocupar lugares de destaque, não para atender aos propósitos de Deus, mas para a satisfação de suas tolas vaidades. Esses, certamente não irão muito longe, assim, como aconteceu com Saul. Deus não se deixa enganar pelas aparências, Ele conhece o que vai em nossos corações.

Portanto, amados, prostrem-se diante de Deus e busquem-nO de todo o seu coração e de todo o seu entendimento. Estreitem o relacionamento com Ele, acima de tudo, busquem conhecer a Sua vontade, meditem na Palavra dia e noite conforme Ele mesmo orientou e façam a obra. Não importa a posição que você ocupa na Igreja de Cristo, busquem fazer o melhor. Se você for fiel no pouco, certamente no muito, Deus te abençoará ainda mais. Amém, queridos!


 IMAGENS DAS AULAS

Obrigado Senhor!

PLANO DE AULA
Tema: Samuel: A Resposta ao Chamado de Deus
Texto base: I Samuel Cap.1 ao 10; 12; 15; 16 e 25:1
 Versículo para memorizar: "Ebenézer: Até aqui nos ajudou o Senhor" (I Sm.7:12).


Objetivos
Apresentar um estudo sobre a vida de Samuel, considerando desde as circunstâncias miraculosas que envolveram o seu nascimento, quanto o triplo aspecto de seu ministério, sabendo que ele, enquanto líder de Israel foi juíz sacerdote e profeta. 

Introdução
Samuel nasceu em circunstâncias miraculosas em que a presença de Deus é manifesta. Deus o escolheu para ser um grande líder do seu povo. Foi consagrado pela sua mãe a uma vida totalmente dedicada ao Senhor. Cresceu no templo onde recebeu uma formação religiosa compatível com os encargos que haveria de, mais tarde assumir. Foi ao mesmo tempo  profeta, sacerdote e juiz.

Período de Transição
O livro de Samuel descreve situações que marcam a transição entre o período teocrático (Ver estudo sobre Juízes - Período Teocrático) para  monárquico. No passado, Deus havia escolhido Moisés para liderar o seu povo. Ao morrer, Moisés deixou Josué, que por sua vez, não deixou ninguém em seu lugar. Desde então, Israel passou um longo período de turbulência espiritual, onde a apostasia se instaurou de forma generalizada (Jz.17:6;21:25).

A direção de Deus se fazia, nessa época,  através de homens escolhidos para liderar o seu povo, denominados juízes. Samuel foi o último dos juízes. A escolha do povo por um regime monárquico tirou de Samuel essa responsabilidade e a transferiu para  as mãos do rei.

Siló – Centro Religioso de Israel
Conforme a lei ordenava, todos os anos, o povo de Israel se deslocava à Siló, para sacrificar cordeiros a Deus e levar presentes ao Tabernáculo. Tratava-se de momentos alegres e festivos, onde o povo se reunia para comer a carne sacrificada (I Sm.1:5) com seus familiares. Eli  aproveitava a ocasião para falar ao povo acerca de Deus.
“Nas tuas cidades, não poderás comer o dízimo do teu cereal, nem do teu vinho, nem do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas, nem das tuas ovelhas, nem nenhuma das tuas ofertas votivas, que houveres prometido, nem as tuas ofertas voluntárias, nem as ofertas das tuas mãos; mas o comerás perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher, tu, e teu filho, e tua filha, e teu servo, e tua serva, e o levita que mora na tua cidade; e perante o SENHOR, teu Deus, te alegrarás em tudo o que fizeres.” (Dt. 12:17-18)
Siló ficava em lugar montanhoso, a uma distância aproximada de 38 quilômetros ao norte de Jerusalém, no território Efraim. Ficava no principal caminho que levava à Betel e Siquém. No passado, logo após a conquista de Canaã, por Josué, fora este o lugar escolhido para estabelecer a Arca da Aliança e o Tabernáculo - tenda provisória, onde o Senhor falava a seu povo (Ex. 33.7-10). Nesse lugar ficavam as "tábuas da lei".

Durante o período em que a Arca da Aliança esteve ali, o lugar se converteu em um importante centro de peregrinação, e transformou-se em centro religioso de Israel por mais de um século (I Sm. 1:3).

Na ocasião mencionada, o santuário de Siló atendia a família sacerdotal de Eli. No texto, há indicativo de que o Tabernáculo fazia parte de um complexo muito maior do que as simples "tendas" da época de Moisés (Ex.25:8-9). No mesmo livro, são utilizados termos como "Casa do Senhor" (I Sm.3:15) ou "Tenda da Congregação" (I Sm.2:22), para se referir ao templo. Há também, referência a pilares (I Sm.1:9) e lugares para dormir (I Sm.3:2-3), o implica em estrutura maior e mais organizada.

Circunstâncias do Nascimento de Samuel

Elcana e Suas Duas Esposas
A Bíblia conta que no período dos juízes, havia um homem cujo nome era Elcana, da tribo de Levi (I Cr.6:33-38) que tinha duas esposas, Ana e Penina. Embora não seja essa a vontade de Deus (Ver estudo sobre o Temor a Deus), naquela época a bigamia não só era praticada, como também tolerada, pela lei de Moisés (Dt.21:15-17; 25:5-10). Essa situação tinha os aspectos positivos e negativos.

Por um lado servia para aumentar o número de filhos e assegurar a  descendência, como também, um meio para obter mão-de-obra para o trabalho aumentando as riquezas da família. Por outro lado, havia muitas contendas e divisão no núcleo familiar, como é o caso ocorrido com as esposas de Elcana,  Ana e Penina. Penina tinha filhos, porém, Ana, não os tinha (I Sm.1:2) porque era estéril (v.6). Todos os anos Elcana se dirigia a Siló, com suas esposas,  a fim de celebrar as festividades (Ex.23:14-17; Dt.16:16) e entregar os seus dízimos, conforme era previsto na  Lei (Dt.12:17-18).

Havia um clima hostil entre Ana e Penina. Era evidente a predileção de Elcana por Ana, apesar desta não ter filhos e isso provocava ciúmes em Penina que não perdia oportunidade para provocar (I Sm.1:4-7) a sua concorrente, usando como pretexto o fato dela não ser mãe. Isso muito  entristecia Ana. Naquela época, a esterilidade feminina era considerada como uma deficiência e a mulher, nessas condições era geralmente desprezada e isso as fazia sentir-se inferior às demais.  

Ana Pede a Deus um Filho Varão
Numa dessas ocasiões, cansada e humilhada, Ana se dirigiu ao templo para chorar aos pés do Senhor. Alheia a tudo à sua volta, chorava copiosamente (v.10), porém, em silêncio enquanto clamava ao Senhor que lhe desse um filho varão. Enquanto orava e suplicava, Ana fez um voto com Deus, dizendo que se Ele lhe desse um filho, ela o consagraria ao Senhor por toda a sua vida para viver separado para a sua obra, como um nazireu (v.11; Nm. 6:1-21; Jz.13:2-7).

A uma certa distância Eli o sacerdote a observava. De longe, vendo-a naquele estado,  julgou erradamente que ela estivesse  embriagada, pois nada ouvia, apenas notava seus lábios se movendo. Assim crendo, aproximou-se e a repreendeu (v.13-14). Ana, obviamente envergonhada se justificou esclarecendo a situação (v.15). Após ouvi-la, Eli sensibilizado a abençoou dizendo que certamente o Senhor lhe  concederia o desejo de seu coração (v.17).

O Cumprimento dos Votos de Ana
Conforme havia dito o profeta, passado algum tempo, eis que Ana engravida e dá a luz a um menino a quem chama de Samuel, cujo significado é “ouvido por Deus”. Sabendo tratar-se da resposta de Deus ((v.20) às suas súplicas, ela se alegra muito. Porém, tão logo o menino é desmamado (v.24) e, chegando a época de retornar a Siló, compreende que é chegada a hora de entregá-lo aos cuidados de Eli, mas não antes de comunicar isso ao seu esposo que ouvindo-a, não apenas acatou a sua decisão, como também, reforçou a importância do cumprimento do voto (v.23).

O Cântico Profético de Ana
Após entregar o menino, Ana agradece ao Senhor com um cântico profético,  no qual declara a sua gratidão e submissão à Sua vontade. Nesse salmo, ela  reconhece a soberania,  magestade e santidade do Senhor, exaltando-O, pelos cuidados dispensados não somente a ela, mas a todos os que O temem e esperam nEle.  
Exulta o meu coração no Senhor, pois Ele me deu a salvação. Ninguém é Santo como o Senhor. Não existe outro Deus além de vós, nem rocha semelhante ao nosso Deus. Não multiplique palavras orgulhosas e arrogantes, porque o Senhor tudo sabe, é ele quem pesa as ações. Ele dirige os passos dos fiéis, e os ímpios perecem nas trevas, porque ninguém vence pela força. Ele quebra o arco do forte, assalaria os abastados, empobrece e enriquece, humilha e exalta, levanta o mendigo e o indigente, e os faz sentar entre os nobres” (I Sm.2:1-10).
Nesse cântico, Ana, movida pelo Espírito Santo, fala profeticamente sobre acontecimentos futuros, já predizendo o advento de Cristo. Percebe-se nesse cântico algo semelhante ao louvor entoado por Maria ao saber que seria mãe do grande Messias (Lc.1:46:55). Ana louva ao Senhor em profundo agradecimento e adoração, não só pela benção que recebeu, mas pelo reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas.
Agradece, primeiramente, pela sua salvação (v.1) exaltando a Sua santidade (v.2),  conhecimento (v.3), poder (v. 4-8) e Seu juízo (v. 9-10). Ressalta que Deus freqüentemente reverte as situações humanas, humilhando os orgulhosos e exaltando os humildes (Provérbios 16:18; 18:12). Compara Deus a uma "Rocha" (v.2), analogia esta também empregada  no último cântico de Moisés (Dt.32:30-31). Esta referência também, é encontrada no Novo Testamento em relação a  Cristo (Rm. 9:33, I Co.10:4, I Pe.2:8).

Deus Levanta Samuel como Profeta 
Diz a Bíblia que “Samuel servia ao Senhor perante Eli” (I Sm.3:1). Ou seja, desde pequeno já trabalhava no templo e era instruido pelo profeta acerca da realização de seus sagrados deveres e sobre os mandamentos de Deus. Os olhos do Senhor estavam sobre Samuel e, certa noite, tendo o menino já se recolhido em seus aposentos, antes de dormir (I Sm.3:3), ouviu por três vezes seguidas uma voz que lhe chamava (v.4-8) e, crendo tratar-se de Eli, a ele correu prontamente. Porém, diante da situação inusitada, Samuel, homem mais experiênte, percebeu que Deus queria falar ao menino e o orientou a dizer: “fala Senhor que teu servo ouve”. E assim Samuel o fez.
Até aquele momento, o menino conhecia o Senhor apenas de ouvir falar, mas agora estava tendo a oportunidade de falar com Ele, de ter experiência real com Ele (v.7). Por muitas vezes Deus confirmou a sua palavra na vida de Samuel para que o povo o reconhecesse como profeta.

Deus havia manifestado a Samuel a sua indignação contra a casa de Eli declarando a aplicação da sua justiça sobre seus filhos estendendo-se a toda a sua descendência. Segundo o que fora dito, os dois irmãos Hofni e Finéias morreriam no mesmo dia. Samuel quando inquerido por Eli a respeito do que o Senhor lhe havia dito, mesmo temendo a reação do seu tutor,  falou a verdade.

O Contraste Entre Samuel e os Filhos de Eli 
O  comportamento de Samuel era em tudo, exemplar, contrastando-se com o dos filhos de Eli (I Sm.2:12-18), Hofni e Finéias, os quais receberam as mesmas oportunidades de conhecimento da Palavra, porém, não agiam de conformidade com a mesma.
O agravante de toda essa situação é que ambos eram sacerdotes do templo e, não obstante a esta posição, pecavam gravemente contra o Senhor. Manifestavam desvios de conduta moral  dentro e fora do  templo e em tudo eram levianos. Os fatos eram notórios e Eli os sabia.

No entanto, preferiu omitir-se a tomar atitudes severas em relação ao caso, deixando-os livres para fazer o que bem queriam e isso incorreu no julgamento de Deus (I Sm.2:29-33).  Devido a essa situação, há muito, Deus não se manifestava a Eli e Suas palavras se tornaram escassas naquele tempo para ele (I Sm.3:1).

Consequencias da Desobediência
Por ocasião do confronto com os filisteus, o povo de Israel foi derrotado (I Sm.4:1-11). Como agravante da situação, a Arca da Aliança fora levada indevidamente para o campo de batalha, pois Deus não havia sido consultado. Houve, em consequência da desobediência, muitas perdas humanas. Morreram em combate, trinta mil soldados, incluindo-se os filhos de Eli.

A Arca da Aliança nas Mãos dos Filisteus e a Punição Divina
Após os filisteus terem se apropriado da Arca, a colocaram-na como troféu diante do seu deus Dagon, em agradecimento pela vitória. No dia seguinte, ao retornarem no local, a estátua de Dagon estava caída de bruços no chão.

Levantaram a estátua e a recolocaram no lugar, porém, quando, novamente retornaram no dia seguinte, encontraram-na caída diante da Arca, com as mãos e cabeça cortadas (I Sm. 5:4). Descobriram o quanto é terrível enfrentar a ira do Deus vivo (Sm.5:1-12; 6:10-18).

A partir de então, uma sequência de fatos ocorreram, pessoas foram acometidas de tumores (hemorróidas) e outras enfermidades a ponto de ninguém mais suportar tanto sofrimento. A Arca foi levada para vários outros lugares e cidades, porém, onde se achava ocorria esse fenômeno. Depois de sete meses, concluiram que o melhor seria devolver a Arca do Senhor aos israelitas e assim o fizeram (I Sm.6:1; 7:1).

O Retorno da Arca à Israel
Deus não havia se agradado da falta de cuidado do povo em relação à  Arca, o que caracterizava total falta de temor e os puniu por isso (I Sm.7:19). Ocorreu que a Arca não voltou de imediato para Siló, lugar de origem, mas permaneceu por cerca de 20 anos em Quiriate-jearim sob os cuidados de Eleazar, como uma forma de ensinar o povo a ter mais respeito e a desejar mais a presença do Senhor (I Sm.7:2-9).

Samuel Conclama um Grande Avivamento em Israel
A atuação enérgica de Samuel, enquanto juiz e líder religioso, depois do episódio do retorno misterioso da Arca da Aliança, levou o povo a reconsiderar o seu relacionamento com Deus. 

Ele os exortou a abandonar a idolatria, levando-os ao arrependimento demonstrando a importânciada busca da purificação. Isso só aconteceu devido ao longo período de sofrimento ao qual o povo foi submetido.

O povo estava agora ciente do poder de Deus e sabiam que se não andassem em obediência, sofreriam as consequências. O temor a Deus (Ver estudo sobre Temor a Deus) os levou a desejar conhecer mais as Escrituras Sagradas, ou porque tinham se esquecido ou porque não tinham aprendido devido ao longo período de distanciamento de Deus. Nesse sentido, pode se afirmar que houve, depois disso, um grande avivamento em Israel.

Somente após feita a nova aliança é que veio a vitória sobre os filisteus (I Sm.4:1). Com a ajuda de Deus, foi que subjugou os filisteus em Mispa, e ali ergueu uma pedra; e deu-lhe o nome "Ebenézer", dizendo: "Até aqui nos ajudou o Senhor (I Sm.7:11-17). Depois disso, enquanto Samuel liderou, houve paz.

O Ministério de Samuel
Samuel exerceu as funções de profeta, sacerdote e juiz em Israel. Como profeta ele conduziu a vida espiritual do seu povo. Esse ministério teve início ainda quando criança e foi se confirmando (I Sm.4:7:17) à medida que ele assumiu esse compromisso com responsabilidade e compromisso com Deus.

O primeiro desafio que teve como profeta, ainda menino, foi relatar a Eli o que Deus havia dito a respeito do julgamento reservado para ele, sua casa e seus filhos (I Sm.3:12-18), Hofni e Finéias.

Como profeta e sacerdote, preocupado com a disseminação do conhecimento acerca do Senhor,  criou a escola de profeta, cujo propósito era  instruir jovens tementes a Deus acerca da lei de Moisés. Tinha ainda o propósito de ensina-los a ter intimidade com o  Espírito do Senhor a fim de aprenderem a se colocar diante dEle em reverência e adoração para então se tornarem profetas de Deus (I Sm.19:20). Para atender as necessidades foram criadas escolas em Ramá (I Sm.19:18-24), Betel ( II Rs.2:3), Jericó (II Rs.2:5,7,15), Gilgal (II Rs.4:38; 2:1).

Como juiz, exerceu o seu mandato até o fim de sua vida (I Sm.7:15). Samuel conduziu com prudência e sabedoria todas as causas do povo de Israel, conforme era a vontade de Deus. Sua autoridade espiritual o fazia reconhecido e admirado por todos, tanto no que diz respeito às suas decisões religiosa, política e militar. Estando porém, já em idade avançada, constituiu seus filhos como juízes, porém, eles não foram bem aceito pelo povo porque não tinham o mesmo padrão moral e espiritual de Samuel, e por conta disso, se corromperam (I Sm.8:1-3). 

Essa foi a motivação do povo para requerer mudanças. Pediam um rei para se tornarem como as outras nações. Samuel ficou contrariado, porém, quando levou a  questão a Deus, o Senhor disse para lhes dar o que pediam e assim foi. O primeiro rei ungido por Samuel foi Saul e o segundo foi Davi.

Conclusão

O estudo sobre o livro de I Samuel trás em si grandes ensinamentos. Vimos no decorrer da narrativa emergir o poder de Deus sobre o seu povo usando homens que, como Samuel, atendeu ao chamado do Senhor e se colocou em prontidão para fazer a sua obra. Deus colocou nas mãos de Samuel a liderança sobre o seu povo a fim de conduzi-los a um verdadeiro avivamento pelo conhecimento das Escrituras Sagradas. Mas o povo era rebelde e precisou passar por algumas experiências de sofrimento para aprender que melhor é “obedecer do que sacrificar” (I Sm.15:22). Samuel teve uma vida separada do pecado e dedicou-se ao seu ministério com afinco. Deus esteve com ele em todas as circunstâncias.